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Médico alerta para cuidados com o idoso dentro de casa

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JB News

Por Fábio Monteiro

 

Atualmente, 15% da população brasileira é composta por idosos

Junho é marcado como o mês de combate à violência cometida contra a pessoa idosa. E o lembrete se faz bastante necessário. Isso porque, o Ministério da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos (MMFDH) divulgou um balanço de dados do “Disque 100” que relata que, de janeiro a junho deste ano, foram registradas mais de 35 mil denúncias de violações cometidas contra esse público. 

Destas, 16 mil ocorreram na casa onde residem a vítima e o suspeito e, entre os agressores, os filhos constam como os principais autores pelo crime. Para a presidente do Conselho do Idoso de Rondonópolis (218 km de Cuiabá), Marildes Ferreira, esses atos precisam ser combatidos. Ela explica que conforme houve aumento da população idosa, subiu na mesma proporção o número de agressões. 

Ainda de acordo com os dados do MMFDH, foram constatados quase seis mil registros de casos em que as vítimas possuem faixa etária entre 70 e 74 anos. E contra aqueles com mais de 90 anos, foram 2,5 mil. O médico do sistema Hapvida responsável por coordenar a equipe de saúde da família, Bruno Sampaio, explica que atualmente 15% da população brasileira é composta por idosos. 

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E a projeção, segundo o profissional, é de que, até 2030, esse número chegue a 25%. Por isso, reforça, há a necessidade de que as famílias cuidem, acompanhem e promovam o bem-estar. Isso porque, comenta, o cuidado envolve uma série de ações que vão desde manter o bem psíquico, alimentar e social.

“Esse cuidador precisa garantir a autonomia, prática de atividade física, alimentação saudável e vida social.  Ele também alertou para que as famílias estejam atentas com relação ao fato de idosos apresentarem problemas de saúde e que alguns sintomas, muitas vezes, podem passar despercebidos. “Estejam atentos à alteração do sono, falta de apetite, agressividade, ansiedade e depressão”. Sampaio argumenta que esses sinais são motivos para que familiares procurem o atendimento de saúde o quanto antes.

Proteção 

Quem souber ou presenciar qualquer tipo de violação aos direitos humanos e, nesse caso, contra a pessoa idosa, pode fazer uma denúncia anônima pelo Disque Direitos Humanos (Disque 100), diariamente, 24 horas por dia, inclusive aos finais de semana e feriados. As ligações podem ser feitas em todo o Brasil por meio de discagem direta e gratuita para o número 100 e pelo WhatsApp (61-99656-5008). 

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Há ainda a possibilidade de relatar o caso pelo aplicativo Direitos Humanos Brasil, no qual o cidadão com deficiência encontra recursos de acessibilidade para denunciar.

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Saúde

Da ciência ao cuidado: Ministério da Saúde debate estratégias para acelerar o acesso à inovação nos serviços do SUS

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Inovação em saúde, pesquisas clínicas, inteligência artificial, terapias avançadas e tecnologias de ponta ocuparam o centro do debate público durante a realização da Feira SUS Inova Brasil. O evento foi promovido pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Prefeitura do Rio de Janeiro, na capital carioca nesta sexta-feira (17/04). A programação contou com espaços de conexões e painéis temáticos que reuniu representantes da sociedade civil e especialistas do setor público e privado.

A secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação do Ministério da Saúde, Fernanda De Negri, ressaltou que o evento soma-se aos esforços do Governo do Brasil para acelerar o caminho entre o que é produzido no país e a disponibilização no sistema público. O debate, destacou a secretária, precisa ser feito com a participação direta de gestores municipais e estaduais para construir estratégias cada vez mais integradas e colaborativas.

Entre as medidas já adotadas, está o apoio às pesquisas clínicas. “É a partir delas que a gente vai conseguir testar essas novas tecnologias que estão sendo feitas. E, quanto mais a gente for eficiente nesse processo, mais a gente consegue aproximar e trazer essas tecnologias para o uso efetivo no sistema de saúde lá na ponta”, enfatizou.

Outra ação destacada por Fernanda De Negri foi a implementação do Programa Nacional de Inovação Radical. Realizado em conjunto com o Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), a inciativa tem o objetivo de impulsionar o conhecimento científico em soluções concretas, por meio de medicamentos, tratamentos e dispositivos que atendam às necessidades do Sistema Único de Saúde (SUS). “As ações são justamente para acelerar e reduzir esse gap entre a pesquisa e a inovação, e o uso dessa inovação no sistema público de saúde”, concluiu.

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 Caminhos da inovação aplicada

 Quatro outros painéis também integraram o evento. O primeiro foi dedicado à saúde digital. Nele, especialistas discutiram como o uso eficiente de dados, da inteligência artificial e da medicina de precisão podem apoiar a modernização do SUS e, consequentemente, contribuir para a diminuição de custos. O debate mostrou que a análise qualificada dessas informações já orienta a criação de políticas públicas e apoia gestores locais a tomar decisões mais rápidas, seguras e eficientes, impulsionando novas formas de inovar na saúde pública.

 O segundo painel destacou a importância de transformar resultados de pesquisas em soluções reais para o SUS, por meio da pesquisa clínica, da avaliação de novas tecnologias e da inovação em saúde. Os debatedores apontaram oportunidade para avançar em questões regulatórias, de organização dos serviços e de parcerias estratégicas para que essas inovações sejam adotadas em larga escala.

Tecnologia que transforma

 A discussão sobre inovação em saúde avançou com o debate sobre o Complexo Econômico-Industrial da Saúde (CEIS) e seu papel na redução das desigualdades regionais no país. Especialistas destacaram que políticas públicas orientadas às características de cada território podem impulsionar o desenvolvimento produtivo local, fortalecer cadeias estratégicas do SUS e gerar impacto social direto nas comunidades. A aposta em soluções que dialogam com as realidades das regiões brasileiras foi apontada como caminho para ampliar a equidade, promover autonomia tecnológica e consolidar um modelo de inovação capaz de responder às necessidades concretas da população.

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O último painel foi em torno de como o cuidado com pacientes com câncer está mudando com a novas tecnologias, que vão desde exames mais precisos, como os que usam biomarcadores e biossensores, até tratamentos avançados, como a terapia CAR-T, que usa as próprias células de defesa do paciente para atacar o tumor. O diálogo reforçou que unir diagnósticos mais confiáveis a terapias inovadoras é fundamental para que o SUS consiga adotar essas novidades de forma sustentável e para um número cada vez maior de pessoas.

Conexões

A programação contou ainda com espaços de conexão. Foi nesse ambiente que a mestranda em Gestão de Competitividade e Saúde, Ariane Volin, de 44 anos, natural do Pará e atualmente morando em São Paulo, encontrou oportunidade de compreender melhor os estágios da inovação no Brasil, especialmente no que diz respeito à pesquisa e à aplicação de práticas de governança.

Para ela, a feira é uma vitrine e um momento oportuno para aprofundar seu olhar sobre gestão. “O conteúdo apresentado contribui diretamente para minha pesquisa sobre governança pública em projetos. Estou acompanhando temas como privacidade, segurança da informação e a aplicação prática do conhecimento”, ressaltou Ariane.

Assista aos debates da Feira SUS Inova Brasil

Janine Russczyk
Ministério da Saúde

Fonte: Ministério da Saúde

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