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Policia Civil cumpre mandados contra servidores da prefeitura de Cuiabá que contratavam pessoas para se passar como médicos e atuar no HPMC sem diploma ou autorização do CRM

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Por Nayara Cristina

A Polícia Civil (PC), juntamente com a Delegacia Especializada de Combate à Corrupção (Deccor), deflagrou a operação Chacal, na manhã desta terça-feira (03.05) com o objetivo investigar servidores fantasmas, e recebendo salários e valores referentes a prêmio saúde destinado a função de médico junto ao Hospital Pronto Socorro de Cuiabá.

Segundo as investigações foram constatados que servidores da Secretaria Municipal de Saúde, realizavam as contratações diretas no sistema de “servidores fantasmas”, como se estivessem exercendo a função de médico no Hospital Público Municipal de Cuiabá (HPMC). As investigações também apontaram que nenhum dos contratados eram formados em medicina, e nem tinham registro do Conselho Regional de Medicina (CRM), para atuar na profissão.

A Deccor constatou seis suspeitos de receber valores referente ao prêmio Saúde de forma irregular, a investigação agora será no sentido de identificar outros servidores públicos envolvidos no esquema de corrupção

Na operação desta manhã estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em endereços das residências de funcionários da SMS, e de pessoas detectadas na operação como suspeitas de receberem valores do município como se estivessem atuando como médicos junto ao HPMC Cuiabá.

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A investigação começou em 2019, com o advento da Pandemia do Novo Coranavirus (Covid-19). A princípio, os suspeitos responderão pelos crimes de peculato, associação criminosa e inserção de dados falsos no sistema.

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Justiça suspende despejo de famílias em Cuiabá após agravo da Prefeitura

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A Prefeitura de Cuiabá conseguiu uma liminar junto ao Poder Judiciário de Mato Grosso para suspender a desocupação de quase 500 unidades habitacionais no Residencial Villas das Minas e nos condomínios Lavras do Sutil I e II, em Cuiabá. A medida foi concedida pelo desembargador Rodrigo Roberto Curvo após recurso apresentado pela Prefeitura, por meio da Procuradoria-Geral do Município e reunião do prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini na tarde desta sexta-feira (17)

O Agravo de Instrumento com pedido de efeito suspensivo foi protocolado na tarde de hoje e acompanhado do procurador-geral, Luiz Antônio Araújo Jr, e do procurador-geral adjunto, Rober Caio Ribeiro. No encontro o gestor municipal defendeu a suspensão imediata da ordem de desocupação para garantir o avanço da regularização fundiária.

Ao analisar o pedido, o magistrado reconheceu o risco social da retirada coletiva e deferiu parcialmente a liminar. “Defiro parcialmente o efeito suspensivo pleiteado, exclusivamente para suspender a eficácia da ordem de imissão na posse coletiva contida na decisão agravada”, destacou na decisão.

Na prática, a medida impede, neste momento, a desocupação de cerca de 496 unidades habitacionais ocupadas há mais de duas décadas, evitando impacto direto sobre famílias em situação de vulnerabilidade.

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O recurso apresentado pela Procuradoria também solicita a retomada do processo de Regularização Fundiária Urbana de Interesse Social (REURB-S), a suspensão de sanções impostas ao Município e o encaminhamento do caso à Comissão de Soluções Fundiárias, com base em diretrizes do Conselho Nacional de Justiça para garantir tratamento humanizado.

Apesar da decisão favorável quanto à suspensão do despejo, o desembargador optou por não analisar, neste momento, o mérito completo da ação, mantendo a paralisação da REURB até manifestação da relatora natural do caso.

Durante a agenda no Tribunal, o prefeito destacou que a prioridade da gestão é assegurar o direito à moradia. “Nós viemos ao Tribunal de Justiça apresentar o nosso recurso e reforçar que o nosso objetivo não é retirar ninguém. O que queremos é garantir a regularização dessas áreas, dar segurança jurídica para essas famílias e assegurar o direito à moradia”, afirmou.

A decisão está alinhada a recomendações da Corregedoria-Geral da Justiça e a entendimentos do Supremo Tribunal Federal sobre conflitos fundiários coletivos, priorizando soluções que evitem despejos em massa sem análise social prévia.

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Com a liminar, o Município ganha fôlego para buscar uma solução definitiva para a área, enquanto o processo segue para análise da desembargadora relatora.

Fonte: Prefeitura de Cuiabá – MT

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