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Justiça Federal condena Huark Douglas, ex-secretário de saúde de Emanuel Pinheiro a três anos e sete meses de prisão por fraude em licitação

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Por Nayara Cristina

O juiz Federal Paulo Cezar Alves Sodré, da Sétima Vara Criminal da Justiça Federal em Cuiabá, assinou a sentença de 3 anos e sete meses de prisão em regime aberto do ex-secretário de Saúde do prefeito Emanuel Pinheiro (MDB), médico Huark Douglas Corrêa.

O Ex-secretário foi também condenado a pagar uma multa de 192 mil reais.

Huark foi preso na Operação Sangria, após uma acusação feita pelo Ministério Público Federal, depois de uma investigação em que foi constatado fraudes em licitações, em compra de remédios e equipamentos para a Secretaria de Saúde municipal de Cuiabá. As fraudes eram cometidas com ajuda de servidores públicos, médicos e empresários.

Foram condenados também Fabio Liberali Weissheimer, Luciano Corrêa Ribeiro Adriano Luiz Souza, Kedna Iracema Fonteneli servo Celita Natalina, todos foram condenados por organização criminosa e fraudes em licitação.

O Caso:

Huark Douglas juntamente com Fábio Liberali Weissheimer (médico e sócio da Pró-Clin), Adriano Luiz Sousa (empresário e advogado), Kedna Iracema Fonteneli Servo

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Celita Liberali, Luciano Correa Ribeiro (médico e sócio da Pró-Clin), Fábio Alex Taques, foram alvos da Segunda Fase da Operação Sangria em 2018,

A investigação apurou fraudes e licitação em contratos firmados entre a secretaria e as empresas Proclin, Qualycare e a Prox Participações.

Na época a delegada responsável pelo caso Maria Alice Barros Martins Amorim, (Defaz), disse que os investigados destruíram, ocultaram e coagiram testemunhas, além de usar força política para atrapalhar a operação.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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