OPINIÃO

Como descobrir seu diferencial?

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Por Dynair Alves de Souza

Hoje falaremos sobre a importância de um diferencial na advocacia. Você já descobriu o seu? Quem sabe eu possa te ajudar. Vamos lá!

É fundamental que o advogado se coloque como responsável pelo seu projeto de carreira, já que ele é o principal agente. Precisa entender que as carreiras são construídas e que as pessoas estão procurando experiências particulares e significativas, vemos que as carreiras precisam ser customizadas, pois, cada indivíduo é um ser único.

Mesmo o advogado empregado precisa entender que sua carreira é por ele conduzida e não pelo proprietário da empresa ou escritório a que esteja vinculado. Também os gestores precisam ver que os profissionais podem e devem estar engajados na construção das próprias carreiras, pois, assim serão melhores e trarão maiores resultados.

Mas quais habilidades e competências são imprescindíveis ao advogado em busca de sucesso nessa carreira competitiva?

A motivação e autoconhecimento são essenciais a todo indivíduo, sem isso o autogerenciamento de carreira não será possível, também é necessário que o profissional conheça seus valores e direcione sua carreira em conformidade com estes. Toda carreira depende de versatilidade, contínua adaptação e resiliência.

O advogado precisa ter uma especialidade ou nicho de atuação, mas ao mesmo tempo estar sempre pronto a aprender, reaprender e mudar se preciso for. Sim, o profissional que desde sempre se coloca numa postura de aprendizado constante sai na frente. Também identificamos que os profissionais de sucesso nesta área tomam decisões que abrangem suas características e valores pessoais de forma autêntica e significativa, além de buscarem sempre o equilíbrio entre a vida pessoal e profissional, analisando os impactos nesse equilíbrio em suas decisões de carreira. A mentalidade de crescimento também é marca registrada nos que se destacam na profissão.

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Iniciar na advocacia requer um pouco de audácia, e como diz Cortella “a pessoa que tem audácia é aquela que avalia, estuda, analisa e vai. Isto é, ela se prepara e se lança por conta da coragem competente. Uma das coisas mais perigosas é a coragem mal preparada, porque aí não é coragem, é leviandade”.

A preparação é essencial, sem ela empreender deixa de ser ato de coragem e passa a ser leviandade. Mesmo assim, é preciso trabalhar nessa preparação ao longo da faculdade, e se após o término dessa não se sentir preparado sempre é tempo de correr atrás do prejuízo, buscando cursos, treinamentos e mentorias especializadas.

Quem está entrando no mercado de trabalho sabe que hoje é preciso preencher uma série de requisitos, não dá para ser mais um. De cara é preciso ter talento para a advocacia e ter algumas competências básicas. Agora, aquele que realmente deseja se destacar precisa um pouco mais, precisa de competências diferenciadas.

As chamadas competências essenciais são as aptidões estratégicas e exclusivas que garantem vantagens e diferenciais em relação aos concorrentes. Para ser assim, considerada essa competência, deve ser transferível, capaz de criar valor e ser uma vantagem competitiva específica. Importante destacar que uma competência essencial resulta de um processo de permanente melhoria e aprimoramento, sendo elas que garantem a uma empresa liderança no mercado e ao indivíduo uma singularidade, ou seja, o tornam diferenciado.

É preciso pensar que assim como acontece com as empresas, são as suas competências essenciais que tornam você um candidato único àquela vaga de emprego, ou ao seu diferencial como advogado empreendedor.

Você consegue identificar agora suas competências essenciais? Pense, identifique seus conhecimentos, habilidades e comportamentos que direcionam ao desempenho esperado na área pretendida, quais são comuns a maioria dos seus concorrentes e em quais você vê em si mesmo uma vantagem em relação aos demais?

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Que tal um ato audacioso? Faça agora uma análise bem criteriosa de suas competências técnicas genéricas (aquelas que você tem, mas a maioria também as possui), aqui entra sua formação acadêmica, sua experiência profissional específica, sua formação complementar, após pense nas competências exigidas para sua área de atuação pelo mercado de forma cuidadosa: como é seu pensamento analítico, seu pensamento conceitual, sua flexibilidade, iniciativa, sua liderança, orientação para resultados, seu foco.

Em seguida, pontue com notas de 0 a 5 cada uma das competências verificadas, e tenha uma noção mais clara de como você se encontra para encarar o mercado de trabalho. Seja honesto, mas também se lembre de pensar em suas competências diferenciadas, se verificar por exemplo que tem grande iniciativa, foco, orientação para resultados e coragem suficiente, mas que ainda precisa trabalhar alguns aspectos importantes, procure um treinamento específico. Se na sua visão já se encontra preparado, por que não arriscar e partir para empreender na advocacia?

Cuidado para não ficar esperando as condições perfeitas e perder seu grande momento, busque construir seu diferencial, a competência que te faz único e, acima de tudo, acredite em si mesmo e percorra seu caminho. Toda grande carreira iniciou com um primeiro passo, dê o seu.

*Dynair Alves de Souza, advogada há 25 anos, proprietária do escritório Dynair Souza Advocacia e Consultoria Jurídica, Mestre em Direito, Master Coach e Mentora de Carreira e Negócios para advogados. www.dynairsouza.comm.br, IG:@dynairsouza, @advocaciadynairsouza

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OPINIÃO

É possível o plantio de soja até fevereiro?

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Em setembro deste ano, o Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento publicou a Portaria nº 389 que estabeleceu os calendários de semeadura de soja referente à safra 2021/2022, nas unidades da federação.

 De um lado, produtores rurais comemoram a possibilidade de plantio até 3 de fevereiro. Já de outro, o Ministério Público Estadual e Federal critica e recomenda que se mantenha o plantio convencional até 31 de dezembro a fim de impedir o possível surto de ferrugem asiática.

Em que pese a discussão, a liberação da semeadura até 3 de fevereiro é um anseio antigo dos agricultores que precisam salvar a semente da oleaginosa a cada ano.

O setor produtivo rural defende, com estudos técnicos, que o plantio em fevereiro não irá interferir no vazio sanitário, que dura de 15 de junho a 15 de setembro. Noutro giro, o MPE e o MPF alegam que o período entre setembro e dezembro é o mais adequado para semeadura. Essa discussão, pelo visto, não deve ter fim tão cedo.

Os produtores relatam que a imposição de se manter o calendário de plantio até 31 de dezembro é estritamente comercial, uma vez que visa impedir que o produtor multiplique suas sementes na melhor época. Nesse contexto, o produtor pode ficar tranquilo em plantar a soja até fevereiro?

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Com esse impasse, partindo do ponto de vista jurídico, não se vislumbra qualquer ilegalidade, bem como não há qualquer decisão, até então, que torne nula a portaria que mudou o calendário de plantio da soja em 2021/2022.

Percebe-se que a discussão sobre o aprazamento do plantio nasce baseado em duas vertentes: a primeira tem origem em disputa meramente comercial entre as partes que integram a cadeia produtiva; e a segunda vertente tem fundamento na hipótese de se desenvolver a ferrugem asiática.

Observa-se que a judicialização do tema atrapalha o desenvolvimento do setor produtivo rural que se vê obrigado a adotar medidas de precaução a fim de evitar possíveis danos materiais, caso o produtor rural opte por plantar sua soja até fevereiro.

As instituições, sejam elas da sociedade civil ou do Ministério Público, precisam trabalhar com intuito de evitar conflitos que impeçam o pleno desenvolvimento das atividades econômicas em nosso país. Os anseios da classe rural merecem destaque ao ponto que, sendo implementadas, respeitem os princípios de proteção à saúde e ao meio ambiente.

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*Heitor Soares é advogado especialista em direito agrário e agronegócio e coordena o núcleo do Agronegócio do NWADV

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