EDUCAÇÃO
A junção de dois projetos Colcha Literária e Maleta Viajante resultou em dados positivos
A secretaria Municipal de Educação, Cultura, Esporte e Lazer de Várzea Grande (SMECEL) encerrou na última sexta-feira (13) os trabalhos do “Projeto Colcha Literária”, que funciona junto ao “Projeto Maleta Viajante”. Os trabalhos que ainda funcionam como um projeto piloto, foram desenvolvidos no Centro Municipal de Educação Infantil, Izabel Pinto de Campos.
A proposta da ação é desenvolver junto aos alunos e a comunidade linguagens, fala, percepção visual, atenção auditiva, organização, ampliação de vocabulário, recuperação de memória e a integração social dos envolvidos.
A coordenadora dos projetos, Sandra Regina de Souza Tudeia, explica que de acordo com a dinâmica do projeto, a criança leva para casa uma maleta contendo, uma ficha de orientação prática e teórica sobre o projeto, uma folha de papel para que a família relate como que foi a experiência da leitura e descreva como foi feito o reconto da história pela criança. Também um livro de história infantil clássica. Após cinco dias da entrega da maleta, a professora promove uma roda de conversa para que a criança descreva a experiência da leitura com sua família para os colegas de sala. A professora faz a leitura da carta escrita pela família. Logo após a criança faz a leitura hipotética/reconto para turma, de forma espontânea.
“A princípio os trabalhos estão sendo propostos para as turmas de 4 e 5 anos, que já desenvolvem o “Projeto Maleta Viajante”, inserindo o “Projeto Colcha Literária”, pois já estávamos trabalhando a leitura de histórias, e assim poderíamos inserir a produção do aluno em forma de desenho da história lida com a família. A proposta do CMEI é trabalhar a leitura diariamente, no momento da leitura deleite. O objetivo do “Projeto Colcha Literária” é desenvolver a criatividade, o raciocínio, a coordenação motora fina, a dramatização, musicalidade, a criança passar para o tecido a história em forma de desenho, sendo artistas da sua própria produção. É muito gratificante ver o resultado desse projeto que ficou belíssimo, o qual as crianças ficaram encantados com suas obras de arte”, disse a idealizadora do Colcha Literária.
A professora, Zildenete Santos da Silva Moraes, fala do entusiasmo dos alunos que participaram do projeto. “Nossos alunos ficaram ansiosos para chegar logo a sua vez de levar a maleta para casa, a participação da família foi muito importante. O Projeto colabora com o ensino aprendizagem dos alunos, pois através dos livros, eles passaram a se interessar mais pela leitura, ficaram mais atentos, mais participativos, aprenderam a relatar os acontecimentos da história através das figuras, transcrever a história em forma de desenho. Muitos já conseguem ler frases pequenas dentro das histórias. O contato com os livros enriquece o conhecimento. Em todos os momentos da pintura da história para montar a Colcha Literária, eu me surpreendia cada vez mais com a riqueza de detalhes por parte dos alunos em cada pedacinho da história descrita nos desenhos”, disse a educadora.
A aluna Mariany de cinco anos disse que gostou muito do projeto e que a família dela consegue ler todos juntos, experiência que para ela ficará marcada. “Eu gostei do Projeto Maleta Viajante porque minha mãe sentou comigo e meu irmão para ler a história para a gente. Com a história eu aprendi a cuidar das minhas coisas. Gostei de ler e vou continuar lendo outras histórias. Daí eu passei para o tecido a história das Fadas Amiguinhas em forma de desenho, o que foi muito legal”.
A dona de casa Francilene Rodrigues Teixeira, aprovou o projeto e disse que faz o que pode para incentivar o filho com a leitura. “Muito bom, pois esse já é o segundo ano que meu filho levou o livro. Esse momento aproxima o filho da gente. Eu gosto de contos viajamos na história do Aladim. É um momento que desligamos a TV, o celular e dedicamos somente a leitura da história. Lemos várias vezes e interpretamos e daí ele reproduziu a história em forma de desenho. Eu quero dizer o seguinte: Os pais podem sim trabalhar para sustentar seus filhos. Mais devem dedicar um tempo para os filhos, para conversar, para dar risada, para assistir um desenho, para aconselhar e brincar”, garantiu a mãe.
A assessora Técnica, Laura Cecília, frisa que de toda a turma se engajou ao projeto. As famílias se mostraram bastante receptivas o que possibilitou experiências maravilhosas. “As crianças perceberam a importância do projeto descreveram o processo com bastante alegria e confiança e de forma bastante diversificada, conforme as interpretações”. Laura lembra ainda que no próximo ano o projeto poderá ser ampliado e atender novas unidades.
Por: Letícia Kathucia
EDUCAÇÃO
MEC e FNDE avançam na modernização das prestações de contas
O Ministério da Educação (MEC), por meio do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE), tem fortalecido a modernização da análise de prestações de contas dos programas educacionais com foco em inovação, gestão de riscos e maior eficiência no controle dos recursos públicos destinados à educação.
O trabalho começou ainda em 2024, com o levantamento detalhado do estoque de prestações de contas existente no órgão, que acumulava mais de quinze anos de passivo. A partir desse diagnóstico, duas medidas principais foram adotadas.
A primeira foi a automatização da forma como os entes realizam a prestação de contas, permitindo análises mais céleres, por meio da parceria com o Banco do Brasil e da implantação da solução BB Gestão Ágil.
A segunda medida foi o fortalecimento da articulação com o Tribunal de Contas da União (TCU), que resultou na revisão das regras sobre tomada de contas especial e prescrição, formalizada pela Instrução Normativa nº 48, de 27 de novembro de 2024.
Com esses avanços, o FNDE passou a adotar novas frentes de atuação que ampliaram a capacidade de análise, reduziram passivos históricos e fortaleceram os mecanismos de controle e transparência.
Ampliação das análises pelo modelo Malha Fina – O resultado mais expressivo ocorreu com a publicação da Portaria nº 1.146, de 27 de dezembro de 2024, que estabeleceu a segunda aplicação do modelo Malha Fina no FNDE.
A medida reforça o compromisso da autarquia com a gestão de riscos ao aprimorar a identificação de inconsistências nos documentos apresentados pelos gestores públicos, ampliando a capacidade de detectar erros e possíveis fraudes e assegurando a correta aplicação dos recursos destinados à educação.
Nesta segunda aplicação, 101.304 prestações de contas foram homologadas, o que representa mais de 68% do escopo de passivo analisado. O resultado gerou um benefício financeiro de R$ 1.942.656.911,02 aos cofres públicos.
O impacto demonstra a eficiência da ferramenta na recuperação de valores que poderiam ser mal aplicados ou não utilizados adequadamente, fortalecendo a governança e a transparência na execução das políticas públicas educacionais.
Convênios com uso da plataforma Transferegov – Também em 27 de dezembro de 2024, foi publicada a Portaria FNDE nº 1.148/2024, que estabeleceu novos limites de tolerância ao risco por faixas de valor na análise informatizada das prestações de contas de convênios operacionalizados no Transferegov.br até 30 de junho de 2023, conforme previsto na Portaria Conjunta MGI/CGU nº 41/2023.
A medida permite a homologação informatizada de até 161 prestações de contas, de um total de 164 convênios analisados, já que três foram considerados não elegíveis pelas condições metodológicas estabelecidas.
O valor total dos recursos envolvidos soma R$ 133,6 milhões. Desse montante, cerca de 70%, o equivalente a R$ 92,3 milhões, correspondem a 127 convênios das faixas A e B que não apresentaram ocorrências em trilhas de auditoria da CGU e estão habilitados para análise automatizada.
Outros 34 convênios, que totalizam R$ 23,4 milhões, ainda apresentam pendências em trilhas de auditoria, mas poderão ser habilitados posteriormente após a regularização das inconsistências.
A portaria representa mais um avanço no fortalecimento dos mecanismos de controle e na racionalização da análise das prestações de contas no FNDE.
Solução BB Gestão Ágil – Outro importante instrumento de modernização é o BB Gestão Ágil, ferramenta do Banco do Brasil adotada pelo FNDE para simplificar a prestação de contas de repasses da educação, especialmente no Programa Dinheiro Direto na Escola (PDDE), no Programa Nacional de Alimentação Escolar (PNAE) e no Programa Nacional de Apoio ao Transporte do Escolar (PNATE), conforme previsto na Resolução CD/FNDE nº 7/2024.
A plataforma permite o acompanhamento digital dos recursos, a categorização das despesas e a realização da prestação de contas de forma mais ágil, reduzindo burocracias e facilitando o trabalho dos gestores locais.
Com isso, o processo se torna mais transparente, eficiente e acessível, contribuindo para diminuir erros formais, acelerar análises e fortalecer a regularidade na execução dos programas educacionais.
Como exemplo, no início dos trabalhos, o PNAE contava com cerca de 60 mil prestações de contas pendentes, sendo parte delas com mais de 15 anos de tramitação dentro do órgão, totalizando mais de R$ 40 bilhões distribuídos ao longo desse período.
Com a utilização dessas medidas, além da aplicação da IN TCU nº 48/2024, esse número caiu para 45 mil prestações de contas, com valor estimado em R$ 28 bilhões. Isso significa que, em pouco mais de um ano de trabalho, 25% do passivo foi solucionado, com expectativa de ganhos de escala ainda maiores nos próximos anos.
Cooperação com a CGU e reconhecimento nacional – A modernização das análises de prestação de contas no FNDE teve início em 2020, com a assinatura do Acordo de Cooperação Técnica entre a autarquia e a Controladoria-Geral da União (CGU).
O objetivo da parceria foi desenvolver mecanismos mais eficientes para verificar a correta aplicação dos recursos públicos destinados à educação em todo o país, com base em critérios de gestão de riscos e automação de processos.
A partir desse acordo, foi publicada a Resolução CD/FNDE nº 20/2021, que instituiu oficialmente o modelo Malha Fina no FNDE, com a primeira aplicação efetivada pela Portaria nº 101/2022.
Na ocasião, mais de 60 mil prestações de contas foram homologadas, gerando um benefício financeiro estimado em R$ 800 milhões para a autarquia.
Com a segunda aplicação do modelo, formalizada pela Portaria nº 1.146/2024, os resultados foram ainda mais expressivos. Foram 101.304 prestações de contas homologadas e um benefício financeiro de R$ 1,9 bilhão aos cofres públicos, mais que o dobro do impacto registrado na primeira etapa.
A iniciativa foi reconhecida nacionalmente com o Prêmio de Inovação da Escola Nacional de Administração Pública (Enap), consolidando o FNDE como referência em modernização da gestão pública e no uso de inteligência aplicada ao controle de recursos da educação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC e do FNDE
Fonte: Ministério da Educação
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