Geral

Publicados

em

 

 

O debate acerca do tema foi realizado durante reunião ordinária da Comissão de Saúde, nesta quarta-feira (13).

RENATA NEVES

Acessos diferentes para o estado e o município em um mesmo sistema e problemas estruturais na Central de Regulação são alguns dos principais motivos que dificultam o processo de regulação de exames e internações em Mato Grosso. As informações foram apresentadas durante reunião ordinária da Comissão de Saúde, Previdência e Assistência Social da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, realizada nesta quarta-feira (13), que contou com a presença de representantes da Secretaria de Estado de Saúde e da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.

A superintendente de regulação de Cuiabá, Luzinete Siqueira Rosa, afirmou que a regulação de pacientes de urgência e emergência é feita em regime de cogestão entre estado e município e que o encaminhamento a hospitais estaduais dos pacientes que aguardam na fila é realizado quando há vagas. Segundo ela, todo esse trabalho é executado por equipes médicas do estado e do município, que atuam em conjunto.

“A gente faz um censo diário. Entramos em contato com o hospital pra ver se existe vaga ou não e isso é registrado. Esse trabalho é feito no período da manhã, da tarde e no final do dia. Então, se de manhã não havia vaga, no final do dia pode ser que tenha surgido”, explicou.

A secretária estadual de Saúde em exercício, Danielle Bertucini, afirmou que o estado tem buscado parcerias com o objetivo de atender todos os pacientes que aguardam na fila, mas disse que o processo é dificultado pelo fato de o regime de cogestão ser realizado por meio do Sistema Nacional de Regulação (Sisreg), cuja administração é feita por estado e município de forma separada.

Leia Também:  Cardiologistas de todo o Brasil se reúnem em XXI Congresso de Cardiologia em Cuiabá

“A Central de Regulação consegue visualizar todos os pacientes, porém, se um paciente foi solicitado pelo estado, por exemplo, para que ele possa ser autorizado para internação e realização do processo no município o estado precisa negar esse atendimento no Sisreg estadual para que seja atendido no município. No meio do caminho, como existe uma equipe com novatos e pessoas que não entendem muito do processo, isso acaba retardando um pouco esse acesso do paciente”, relatou.

Conforme a secretária, cerca de 62 mil pacientes aguardam na fila para realização de cirurgias em todo o estado. Enquanto isso, o Hospital Estadual Santa Casa atende atualmente apenas 50% de sua capacidade. “O hospital estadual só atende paciente regulado. Sabemos que tem muitos pacientes aguardando, porém nós seguimos a lógica do Ministério da Saúde. Temos as vagas e essas vagas são liberadas, porém a Central de Regulação precisa autorizar. O que acontece muitas vezes é que o paciente é internado na UPA, numa policlínica ou numa unidade de pronto-atendimento, fica internado, passa um, dois, três dias e aquela instituição não solicita para a regulação a transferência desse paciente”, disse.

Com o objetivo de reduzir essa demanda, segundo Danielle, estão sendo promovidos mutirões para realização de cirurgias eletivas na Santa Casa. “Já realizamos uma média de 450 cirurgias eletivas em formato de mutirões para pacientes que estão aguardando desde 2016. O estado tem feito rotineiramente, de segunda a sexta, as cirurgias eletivas normais e, em praticamente todos os sábados, os mutirões, nos quais o paciente interna na sexta-feira, realiza o procedimento no sábado vai embora no domingo”, frisou.

Além das dificuldades no processo de regulação, a superintendente de regulação da SES, Fabiana Bardi, reforçou a existência de problemas estruturais na Central de Regulação. “Temos estruturas que precisam ser revistas, tanto da parte de RH, quanto de estrutura física na Central de Regulação, que acabam causando essa morosidade”.

Leia Também:  Nova Resolução da Anvisa diminui tempo para aprovação e importação de medicamentos derivados da Cannabis

Em relação à falta de aproveitamento da capacidade máxima do Hospital Estadual Santa Casa, Fabiana explicou que os serviços de alta complexidade ainda estão em fase de conclusão. “Hoje ainda estamos concluindo esses serviços, que não tinham na unidade, fazendo toda restruturação física de equipamentos e pessoal”.

Conflito – Vice-presidente da Comissão de Saúde, o deputado estadual Lúdio Cabral (PT) destacou a importância de debater o assunto para resolver os problemas que dificultam o processo de regulação. Segundo ele, o debate continuará a ser feito pela comissão e as demandas de cada área deverão ser tratadas em diferentes encontros.

“Colocamos em uma mesma mesa estado e município, que são responsáveis, de forma conjunta, pelo complexo regulador do SUS, mas infelizmente percebemos que há um conflito de comunicação entre as duas esferas que precisa ser superado. Ficou evidente que há essa dificuldade da regulação cumprir o seu papel, mesmo havendo serviços e havendo pacientes aguardando vagas”.

Visitas técnicas – Durante a reunião a comissão aprovou a realização de visitas técnicas ao Hospital de Câncer, no dia 27 de novembro, e ao Hospital Geral Universitário (HGU), no dia 28.

Projetos – Foram aprovados pareceres favoráveis aos PLs 75/19, 510/17, 847/19, 974/19, 1042/19, 1071/19 e 1092/19 e pareceres contrários aos PLs 296/19, 755/19 e 790/19.

Participaram da reunião os deputados estaduais Paulo Araújo (PP), Lúdio Cabral (PT), Dr. João (MDB) e Dr. Gimenez (PV).

Fotos: Ângelo Varela

COMENTE ABAIXO:

Geral

Réu que usava perfis falsos no facebook para aplicar golpe é condenado a oito anos e quatro meses de reclusão por estelionato

Publicados

em

Por

JB NEws

Denunciado pelo Ministério Público do Estado de Mato Grosso pela prática do crime de estelionato, por meio do “golpe do aluguel”, Thiago Francis Alves da Costa foi condenado, no município de Nova Mutum, a oito anos e quatro meses de reclusão em regime inicialmente fechado. Ele terá ainda que efetuar o pagamento de indenização no valor total de R$ 7.580,00 a oito vítimas que tiveram prejuízos em razão das condutas ilícitas praticadas.

De acordo com a denúncia do MPMT, onze pessoas foram vítimas do golpe, sendo que oito chegaram a efetivamente realizar pagamentos e transferências de valores ao acusado. Segundo a Promotoria de Justiça do município, o réu criou perfis falsos em redes sociais e publicou anúncios fictícios de aluguel com o nítido propósito de aplicar golpes no município.

Ao estabelecer contato com as vítimas, segundo o MPMT, o acusado solicitava adiantamento de valores para garantir a locação de residências que não estavam disponíveis e, após negociar a locação e receber os valores, o réu não mais estabelecia contato com elas, obtendo para si a vantagem ilícita.

Para aplicação dos golpes o suspeito criava perfis falsos em redes sociais e publicava fotos de imóveis existentes na cidade, mas que não estavam disponíveis para locação, induzindo as vítimas a erro. Além de vários nomes fictícios, o acusado também se utilizava de diferentes números de telefones para estabelecer contato com as vítimas.

Ao todo, foram relatados dez fatos na denúncia. Em um deles, o réu contratou chaveiro para abrir a porta de uma residência que estava sem moradores na cidade, alegando que era pintor e que teria perdido as chaves. Depois utilizou o número do PIX repassado pelo profissional para pagamento pelo serviço efetuado para que outra pessoa, vítima do falso aluguel, efetuasse a transferência de R$ 1.000,00. Após o pagamento, ele ligou para o chaveiro alegando que havia cometido um erro e que era para ele descontar os R$ 50,00 cobrados pelo serviço e devolver o restante em sua conta.

Consta na sentença que algumas pessoas chegaram até mesmo a levar suas mudanças à residência supostamente alugada e somente ao chegarem perceberam que tinham sido vítimas de golpe. Outras narraram que após entrar em contato com o anunciante, que exigia o pagamento de todo ou ao menos parte do valor do aluguel para reservar o imóvel, após o depósito, ele simplesmente deixava de responder as mensagens, ocasião em que as vítimas percebiam que tinham sido enganadas.

Os fatos, segundo o MPMT, ocorreram entre 22 de abril a 11 de maio deste ano. No dia 25 de maio foi cumprida a prisão preventiva do acusado e a denúncia do Ministério Público foi recebida em 15 de junho. A sentença com a condenação foi proferida na quarta-feira, oito de outubro.

COMENTE ABAIXO:
Leia Também:  Documentário sobre vida e obra de Regina Pena será lançado nesta sexta
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA