Nacional
Welligton Fagundes não comenta novas falas de Eduardo Bolsonaro , e questiona o por que Lula dava entrevista quando preso na sede da PF e Jair Bolsonaro não pode participar de Lives”
JB News
por Nayara Cristina
Cuiabá 21 de julho de 2025
O Supremo Tribunal Federal (STF) impôs nesta semana novas medidas cautelares contra o ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, incluindo o uso obrigatório de tornozeleira eletrônica e a proibição de participar de transmissões ao vivo, reuniões políticas e encontros familiares com potencial conotação política. A decisão provocou grande repercussão no meio político e forte reação por parte de parlamentares aliados ao ex-presidente.
Entre as vozes mais críticas está o senador Wellington Fagundes (PL), que, em coletiva nesta segunda-feira (21), acusou o STF de aplicar “dois pesos e duas medidas” ao comparar a situação de Bolsonaro à do atual presidente Luiz Inácio Lula da Silva, durante sua prisão em 2018.
“Quando o ex-presidente Lula foi preso e estava na sede da Polícia Federal, ele foi liberado pela Justiça para dar entrevistas. Agora, o presidente Jair Messias Bolsonaro, que sequer foi condenado, está sendo proibido de falar, de participar de lives, de reuniões políticas, e até de conversar com familiares. Isso afronta diretamente a democracia brasileira”, afirmou o senador.
Segundo ele, as medidas judiciais impostas a Bolsonaro são desproporcionais e ferem princípios fundamentais do Estado de Direito:
“Estamos vendo uma dosimetria completamente desequilibrada sendo imposta ao ex-presidente. Isso é grave. Não se trata de proteger um político, mas de proteger a democracia e a liberdade de expressão”, acrescentou.
Críticas ao STF e a “restrição política”
Wellington Fagundes reforçou que o ex-presidente sempre se manteve disponível para esclarecimentos e próximo da imprensa, e que impedir sua manifestação é um ataque à democracia:
“Bolsonaro nunca se escondeu. Sempre esteve à disposição. Ele quer conversar com a imprensa, se explicar à sociedade, ser questionado de forma democrática. Impedir isso é inaceitável”, declarou.
“O único líder que ainda junta multidões”
O senador destacou ainda a relevância popular do ex-presidente, dizendo que o bolsonarismo continua forte em todo o país:
“Está enraizado no Brasil afora. É o único líder político do Brasil hoje que consegue ainda juntar multidões. O desgaste da classe política é enorme, e nós não estamos vivendo uma democracia plena. Democracia é o direito de ir e vir, o direito de se expressar — seja o jornalista, o trabalhador, ou o cidadão da periferia. Esse cidadão quer vir à Assembleia, quer se manifestar, e não pode ser proibido.”
“Batom como arma” e desigualdade nas punições
Fagundes voltou a criticar o que considera desequilíbrio na atuação do Judiciário. Mencionou novamente o caso de uma mulher condenada a 14 anos de prisão por usar batom para pichar uma estátua na Praça dos Três Poderes:
“Ela era cabeleireira. A única ‘arma’ que tinha era um batom. Escreveu uma frase que um ministro do STF usou: ‘Perdeu, mané’. No outro dia lavaram a estátua. Mesmo assim, ela foi condenada a 14 anos. Isso é unanimemente considerado um absurdo entre juristas sérios.”
Silêncio de Tarcísio sobre Bolsonaro gera especulações
No sábado, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), esteve em Cuiabá para um encontro político na Fazenda Bom Futuro, do empresário Eraí Maggi. Reuniu-se com diversas lideranças do Mato Grosso, incluindo Mauro Mendes, Otaviano Pivetta e Blairo Maggi. Nenhum dos presentes mencionou Jair Bolsonaro durante os discursos.
O silêncio foi interpretado por alguns como sinal de afastamento do ex-presidente, mas Fagundes rechaçou essa leitura:
“Eu respondo pelos meus atos e pelos do meu partido. Não vou criticar membros de outros partidos. Bolsonaro tem força. Formou o maior partido do Brasil e é o maior líder político que temos. E digo mais: se ele não participar das eleições de 2026, elas não serão democráticas”, afirmou.
Ao ser questionado sobre possíveis nomes alternativos à candidatura presidencial, o senador foi direto:
“Nosso candidato à presidência tem dois nomes: Jair e Bolsonaro. Vamos usar todos os recursos legais possíveis, e também contar com o apoio do povo. Democracia se faz com o povo.”
Eduardo Bolsonaro, ameaças e resistência
Outro ponto de tensão surgiu com a postura do deputado federal Eduardo Bolsonaro, que está no exterior. Em vídeos recentes, ele criticou duramente o STF e a Polícia Federal e afirmou que não voltará ao Brasil para ser preso.
“Ele disse que não volta para ser preso porque o STF já ameaçou isso. Mas ele não cometeu crime algum. O que queremos é democracia. E que Eduardo possa voltar e ser candidato ao Senado — como foi o deputado federal mais votado da história.”
Fragmentação da direita em Mato Grosso
Ao fim da entrevista, Hélio Fagundes foi questionado sobre o risco de divisão dentro da direita em Mato Grosso, com três nomes cotados para disputar o governo: ele próprio, Jaime Campos e Otaviano Pivetta.
“A direita precisa estar unida — a verdadeira direita. Não aqueles que aparecem só na eleição. Eu estou no PL há 40 anos. Sempre tive postura partidária e respeito ao eleitor. Não vamos aceitar oportunistas.”
E sobre a possibilidade de abrir mão da candidatura:
“Não. E caso eu não seja candidato ao governo, o PL só irá apoiar que for direita de verdade. Não alguém que vai nos enganar e enganar o povo’. Destacou
As declarações do senador Wellington Fagundes refletem o clima de polarização e tensão institucional que ainda marca a política brasileira. Enquanto Jair Bolsonaro enfrenta medidas judiciais restritivas sem condenação formal, seus aliados denunciam uma erosão das garantias democráticas e mobilizam suas bases em defesa do ex-presidente. A reação popular e os desdobramentos jurídicos nas próximas semanas serão cruciais para definir os rumos do bolsonarismo rumo a 2026.
Nacional
Silveira projeta liderança brasileira em segurança energética e transição sustentável na Alemanha
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, defendeu nesta segunda-feira (20/4), em Hanôver, na Alemanha, o fortalecimento da cooperação internacional em biocombustíveis como estratégia para ampliar a segurança energética e acelerar a transição sustentável. A declaração foi feita na reunião bilateral com a ministra federal de Assuntos Econômicos e Energia da Alemanha, Katherina Reiche, durante agenda oficial na feira mundial de tecnologia industrial, Hannover Messe.
Para o ministro Alexandre Silveira, a experiência brasileira demonstra como a diversificação da matriz energética pode fortalecer a segurança e reduzir vulnerabilidades externas. “A pluralidade energética é um grande desafio e, ao mesmo tempo, nossa maior força motriz. O Brasil já é exportador de petróleo e avançou para a autossuficiência na gasolina com a ampliação da mistura de etanol para E30. Quando utilizávamos E27, ainda havia necessidade de importação. Com o avanço do etanol, passamos a ser autossuficientes nesse segmento”, afirmou.
Na reunião, o ministro destacou a posição do Brasil como referência global em energia limpa, com uma matriz diversificada, sustentável e superavitária, especialmente no setor elétrico.
No campo dos combustíveis, Alexandre Silveira ressaltou o avanço do Brasil rumo à autossuficiência no refino, com destaque para o diesel. Atualmente, cerca de 80% do consumo nacional é atendido pela produção interna, o que amplia a resiliência diante de cenários internacionais de instabilidade. O ministro de Minas e Energia defendeu também que existe uma expectativa de que o país alcance a autossuficiência nesse segmento nos próximos anos.
O ministro ainda afirmou que o atual contexto internacional, marcado por instabilidades no setor energético, exige maior integração entre países com capacidades complementares. Nesse cenário, segundo Alexandre Silveira, o Brasil se apresenta como parceiro estratégico, especialmente na agenda de descarbonização dos transportes e da indústria.
Parcerias estratégicas
O diálogo bilateral evidenciou oportunidades concretas de parceria entre Brasil e Alemanha em áreas como pesquisa, desenvolvimento tecnológico e inovação. Entre os destaques estão os combustíveis sustentáveis de aviação e novas rotas para biocombustíveis avançados. A experiência brasileira na produção, certificação e uso em larga escala desses combustíveis foi apontada como diferencial competitivo no cenário global.
Ao defender o aprofundamento da cooperação, o ministro Alexandre Silveira reforçou a importância de avançar em soluções conjuntas para o setor. “Contem com o Brasil e com a sinergia que devemos criar, especialmente neste momento de instabilidade energética, com suas consequências e desafios. Precisamos aproximar nossas equipes, trocar informações e avançar na construção de soluções conjuntas que garantam segurança energética aos nossos países”, destacou.
Durante o encontro, Silveira também propôs maior integração entre as equipes técnicas e o fortalecimento da cooperação institucional, com foco na articulação de políticas públicas que viabilizem investimentos, inovação e desenvolvimento no setor energético. O ministro de Minas e Energia ressaltou que o Brasil reúne condições favoráveis para esse avanço, com estabilidade regulatória, segurança jurídica e ampla capacidade produtiva.
A reunião integra um contexto mais amplo de fortalecimento da Parceria Energética Brasil-Alemanha, consolidada como instrumento estratégico para alinhar prioridades em temas como transição energética, descarbonização industrial e modernização dos sistemas energéticos.
Ao final, o ministro Alexandre Silveira reiterou o convite para que a delegação alemã visite o Brasil e aprofunde o diálogo sobre projetos conjuntos. A expectativa é que a cooperação avance com foco em resultados concretos, ampliando investimentos e contribuindo para uma transição energética equilibrada, justa e sustentável.
Assessoria Especial de Comunicação Social – MME
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