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Fábio Pimenta diz que governo tem apenas R$ 6 Bilhões nos cofres, que recurso está vinculado, por isso se faz necessário o empréstimo para novos investimentos

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Por Jota de Sá

O secretário Adjunto da Secretaria de Fazenda de MT (SEFAZ), Fabio Pimenta, participou na manhã desta quarta-feira 17.05 de uma reunião no colégio de líderes (ALMT), juntamente com os deputados estaduais para debater, e esclarecer sobre o empréstimo de U$$ 180 milhões de dólares, que está sendo pedido pelo governo de Mato Grosso, ao Banco Internacional Para a Reconstrução e o Desenvolvimento (BRID).

 

Pimenta foi representar o secretário Rogerio Gallo que não pode participar da reunião por conta de uma agenda em Brasília. Durante várias horas Fabio esclareceu os motivos pelo qual levou o governo a pleitear o empréstimo, na saída o secretario falou com a imprensa sobre o novo endividamento.

 

De acordo com Fabio Pimenta o mesmo empréstimo se realizado por bancos nacionais sairia mais caro do que o empréstimo dolarizado. E que estudos apontam que o dólar terá uma grande estabilidade nos próximos quatro anos, e que isso afastaria riscos de pagamentos de juros fixos com 4, 6% ao ano, além da variação cambial.

 

De acordo com Fabio Pimenta, o empréstimo com os bancos nacionais ficaria muito mais caro, uma vez que a taxa de juros é muito maior, com Certificado de Depósito Interbancário (CDI), chaga ao patamar de 13,75, e que a taxa acima do CDI chegaria a 13 a 14%, e que isso geraria juros de 15%.

 

“Trouxemos todas as informações aos deputados para poder esclarecer sobre o empréstimo junto ao Banco Mundial, e foi muito bem aceito pelos legisladores, são U$$ 180 milhões que serão divididos em duas partes, sendo U$$ 100 milhões para educação e U$$ 80 milhões para a agricultura familiar, com algumas contra partidas” Destacou.

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O secretário também foi questionado pela imprensa uma vez que alguns deputados dizem que no caixa do governo existem cerca de R$ 15 bilhões de reais, e por conta disso não vê a necessidade de contrair o empréstimo.

 

Segundo Pimenta, o governo tem hoje nos cofres públicos cerca de R$ 6 Bilhões, e diante disso se faz necessários o empréstimo uma vez que a maior parte deste recurso já está alocado, e com isso fica proibido e impossibilita outros investimentos, por isso o pedido do empréstimo.

 

“São dois pontos bastante importante, o estado tem uma disponibilidade em caixa de R$ 6 bilhões de reais, mas este recurso já tem uma série de vinculações, e o estado não tem liberdade para estar fazendo o que entende com este recurso. Temos recursos para a saúde, recursos para obras de infraestrutura. O estado tem feito uma série de importante compromissos de investimentos em infraestrutura, como por exemplo as obras de duplicação da BR- 163, então é muito importante recorrer e buscar este empréstimo para os investimentos em educação e na agricultura familiar”. Destacou Pimenta.

 

Segundo Pimenta o projeto prevê carência de cinco anos para amortização do empréstimo, e que nesse período o Estado ficara obrigado a pagar somente os juros. E que a partir disso estará pagando a amortização que irá durar cerca de 20 anos.

Ainda segundo Pimenta, o Estado de Mato Grosso, através da Sefaz tem uma equipe que faz toda a gestão das dívidas, e que se for necessário pode até mesmo fazer um seguro para uma eventual necessidade por conta da oscilação cambial.

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Disse também que após a liberação dos deputados para a contração do empréstimo, o governo irá negociar com a Secretaria do Tesouro Nacional e o Banco Mundial todos os termos nos patamares adequados de juros. Para após isso a União dar o aval para que o estado possa contrair o empréstimo.

Pimenta lembrou também que o estado de Mato Grosso tem a capacidade para o endividamento, e que este não é o primeiro empréstimo feito pelo governo. O primeiro foi de U$$ 40 milhões de dólares, realizado no primeiro ano de gestão do governador Mauro Mendes, ainda em 2019, para quitar uma dívida com o Bank Of América, e que nos últimos anos MT reduziu o endividamento.

“Mato Grosso tinha um endividamento total em 2017 de R$ 6,7 bilhões, o que representava cerca de 47% da nossa receita corrente líquida, e que ao longo dos anos foram pagas, e com isso fomos contraindo novas dívidas, e pagando outras existentes. E essa dívida foi consolidada caiu sensivelmente, e reduziu significativamente de 6,7 Bilhões para 4,7 bilhões de reais, o que representa apenas 17% da receita corrente líquida”.

Segundo a Lei de Responsabilidade Fiscal é de 200% da receita corrente líquida para a contratação de empréstimos.

“Hoje nós temos um espaço de 183% para contrair mais empréstimos, uma vez que o estado reduziu todas as dívidas, e o nosso grau de endividamento é muito pequeno, e temos condições fiscais em dias para contrair este novo empréstimo”. Ressaltou.

Lembrou também que MT saiu da 24ª posição em solidez fiscal em 2019, para a 1º posição em solidez fiscal no país, o que credencia o estado a contrair qualquer dívida.

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AGRONEGÓCIOS

“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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