Economia

A Ferrovia é um passo importante para o desenvolvimento da tão sonhada agroindústria em MT, destaca Botelho

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Por Nayara Cristina

O presidente da ALMT Eduardo Botelho (UB), conversou sobre s metas da ALMT, para o ano de 2023, e destacou que a possível crise financeira anunciada pela midia global assusta, mas eu não terá grande impacto em Mato Grosso.

Para Botelho, o que preocupa neste momento são as arrecadações do Estado, uma vez que após aprovação do Congresso Nacional para reduzir o Imposto Sobre Circulação de Serviços Mercadorias (ICMS) dos combustíveis e da energia, o impacto nas contas públicas estadual já é visível. Ainda segundo O deputado, várias prefeituras municipais terão dificuldades em fechar as contas, e muitas outras serão impossibilitadas de qualquer investimento a partir do ano que vem.

O projeto diminuiu a arrecadação em até 17% sobre Energia elétrica, Combustíveis, Telecomunicações e transporte, o problema é que os deputados e o governo do estado afirmou que está medida tomada foi feita de forma Eleitoreira, sem estudo técnico, o que impactaria Estados e Municípios.

Para Botelho os investimentos não devem parar, e por isso tem dialogado com o governador Mauro Mendes (UB), para consolidar alguns investimentos em alguns setores, em especial a agricultura familiar, Botelho afirma que já vem conversando com o governo do estado, para ele é importante valorizar a mão de obra dos trabalhadores do campo, além de incentivar a produção.

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“Meu foco como presidente do legislativo é desenvolver a agricultura familiar na baixada cuiabana, começando por Cuiabá. E para isso teremos de concentrar forças nos investimentos nessa região, onde o agronegócio não é tão forte, quanto o resto do estado”, disse Botelho.

Botelho prometeu trabalhar com mais intensidade na região de Cáceres, para isso será necessário fazer funcionar a EPE, fortalecendo ainda mais o agronegócio no interior Estado.

Durante sua campanha para a reeleição Botelho prometeu trabalhar com mais intensidade com foco no desenvolvimento econômico, o parlamentar destacou sobre a difícil vida das pessoas que trabalharam com agricultura familiar, categoria que alimenta a população.

O deputado Também falou sobre a 1º Ferrovia Estadual, “Ela começou dentro da Assembleia Legislativa, ela não começou no Palácio e nem em Brasília, com a mudança da constituição, foi possível viabilizar a concessão.  A Assembleia Legislativa de MT foi inovadora nisso”. Reforçou.

“Segundo o deputado, “A ferrovia é um passo importante para a tão sonhada agroindústria, uma vez que vivemos principalmente das exportações de comodites, que são produtos de baixo valor agregado, levando as nossas riquezas para o exterior”. Para Botelho  faz-se necessário agregar valores a produção estadual, que passa pela qualificação de mão de obra. Segundo Botelho cerca de 100 mil pessoas serão qualificadas no próximo ano para atender as novas matrizes econômicas que começam a se destacar em MT.

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AGRONEGÓCIOS

Setor de biodiesel é contra a importação e defende proteção à indústria nacional

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A Frente Parlamentar do Biodiesel (FPBio) manifestou preocupação com propostas em debate que defendem a abertura da importação de biodiesel no Brasil sob o argumento de ampliar a concorrência. Em comunicado divulgado nesta quarta-feira (20.01), a entidade alerta que a medida pode desregular o mercado, desestimular investimentos e comprometer a previsibilidade do setor, além de criar condições desiguais de competitividade para a indústria nacional.

O debate ocorre em um momento em que o País já figura entre os maiores produtores mundiais do biocombustível, opera com elevada capacidade instalada ociosa e atende integralmente ao consumo interno com produção nacional. Com um programa consolidado ao longo de duas décadas, o setor produz hoje cerca de 9 bilhões de litros por ano, volume suficiente para suprir a mistura obrigatória ao diesel fóssil, atualmente em B14, e ainda manter margens operacionais limitadas em grande parte das usinas.

O Brasil ocupa a terceira posição no ranking global de produção de biodiesel, atrás apenas de Estados Unidos e Indonésia. Diferentemente desses países, porém, o modelo brasileiro é fortemente integrado ao agronegócio, com uso majoritário de óleo de soja, além de sebo bovino, óleo de algodão e outras matérias-primas regionais. O consumo é praticamente todo doméstico, impulsionado pela política de mistura obrigatória, o que faz do biodiesel um mercado essencialmente interno, com impacto direto sobre renda agrícola, indústria e arrecadação.

Apesar desse protagonismo, dados do próprio setor indicam que a ociosidade das plantas industriais gira em torno de 50%, reflexo da desaceleração no ritmo de crescimento da demanda e da cautela nos investimentos diante de incertezas regulatórias. É nesse contexto que propostas de abertura para importação do biocombustível passaram a ganhar espaço no debate público, sob o argumento de aumento da concorrência e eventual redução de preços.

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A FPBio avalia, no entanto, que a medida não encontra respaldo nos fundamentos do mercado. Segundo a entidade, não há risco de desabastecimento que justifique a entrada de produto estrangeiro, e a importação poderia pressionar margens da indústria nacional, desestimular novos investimentos e comprometer a previsibilidade regulatória — fator considerado crítico em um setor intensivo em capital e fortemente regulado.

Do ponto de vista econômico, a preocupação também se relaciona ao efeito indireto sobre o agronegócio. O biodiesel responde por uma parcela relevante da demanda por óleo de soja no mercado interno, funcionando como elemento de sustentação de preços e de escoamento da produção. Uma eventual substituição por produto importado teria reflexos ao longo da cadeia, do produtor rural à indústria esmagadora.

No comércio exterior, o Brasil praticamente não importa biodiesel e ainda tem participação marginal nas exportações globais, justamente porque sua produção é direcionada ao mercado interno. A estratégia recente do setor, segundo representantes da indústria, não passa pela importação, mas pela valorização do modelo brasileiro e pela construção de oportunidades externas de médio e longo prazo, especialmente em um cenário global de transição energética.

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Esse movimento ficou evidente com a intensificação da agenda internacional da Associação dos Produtores de Biocombustíveis do Brasil (Aprobio), que em 2026 passou a priorizar ações de posicionamento do biodiesel nacional no exterior. A avaliação da entidade é que o Brasil reúne vantagens competitivas relevantes — escala produtiva, diversidade de matérias-primas, rastreabilidade e experiência regulatória — que podem ser convertidas em valor em mercados que buscam reduzir emissões sem comprometer segurança energética.

O debate ocorre, ainda, em paralelo à implementação da Lei do Combustível do Futuro, que estabelece metas de descarbonização e previsibilidade de longo prazo para os biocombustíveis. Para o setor, qualquer mudança estrutural, como a abertura à importação, precisaria estar alinhada a esse marco legal, sob risco de gerar sinais contraditórios ao mercado.

Embora o setor reconheça a importância da concorrência e da eficiência econômica, a avaliação predominante entre produtores e representantes institucionais é de que o foco, neste momento, deve estar no pleno aproveitamento da capacidade instalada, na estabilidade regulatória e na ampliação gradual do uso do biodiesel em segmentos estratégicos. Em um mercado já abastecido e com excedente produtivo, a importação tende a ser vista menos como solução econômica e mais como um fator adicional de incerteza.

Fonte: Pensar Agro

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