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Vem aí uma Live especial com foco solidário

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No próximo dia 14 de setembro, segunda-feira, ás 19 horas, será realizada a live solidária direto do Cine Teatro Cuiabá, com transmissão ao vivo pelo youtube do cantor Edimilson Maciel.

Devido a pandemia do novo coronavírus, muitos músicos deixaram de trabalhar com a suspensão de shows e eventos. Edmilson explica que desde o início da pandemia, ele foi o primeiro artista a promover uma live para arrecadar alimentos para ajudar vários músicos, técnicos e som e outros profissionais. “Foram arrecadadas na ocasião quatro toneladas de alimentos e distribuídas aos profissionais desta área”, disse ele, que também foi convidado para participar de outras lives com a finalidade social.

Desta vez, a live solidária tem o objetivo de arrecadar recursos. “Geralmente a nossa renda vem de shows e apresentações. Como tudo parou nesses últimos meses com a pandemia, tivemos um impacto financeiro em nossas vidas”, argumentou.

Sem uma demanda de trabalho frequente nesse período, Edmilson adiantou que vai realizar a live na próxima segunda-feira, com convidados especiais como: o músico Fábio Martins, o ator Edmilson Filho e artista plástico Adriano Figueiredo, que deverá leiloar uma de suas telas no final da live.

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Na parte instrumental, vão participar também músicos  Eduardo Braga, Fagner Cerqueira, Eduardo Madá, Sérgio Cabelo, Cézar, Ítalo e Daniel Bayer, além dos  dançarinos Evanderson, Márcia Ramos e Priscilla, que integram o grupo Flor Ribeirinha. ”O repertório será bem eclético e atrativo, com músicas nacionais e regionais”, garantiu.

Todas as pessoas que participarem da live vão concorrer ao sorteio de uma viola de cocho do mestre Alcides, com cada R$ 20,00 doados. Durante a live será disponibilizado o código para realização do depósito bancário, através do Banco do Brasil. “Pedimos de coração a sua doação neste momento difícil que estamos atravessando com a pandemia da Covid-19” enalteceu o músico Edmilson Maciel.

Por Malu Sousa

Foto:Divulgação

 

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Dos antepassados aos dias atuais: Livro contará história de Vera Capilé 

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Em seus encontros com Vera Capilé, o historiador Luiz Gustavo Lima tem aplicado a metodologia da Tecnologia Social da Memória para realizar pesquisa

Com base nas diretrizes da Tecnologia Social da Memória, metodologia de pesquisa e registro utilizada pelo Museu da Pessoa (SP), o historiador Luiz Gustavo Lima realiza imersão pelas memórias da artista Vera Capilé. O resultado poderá ser conferido em breve, em livro proposto em projeto documental que a homenageia e que foi selecionado no edital Mestres da Cultura.

Luiz Gustavo tem se encontrado regularmente com Vera e também, participou como ouvinte das gravações do documentário. Este, dirigido por Juliana Capilé. Um terceiro produto é uma coletânea com clássicos da carreira de Vera.

“Nesse processo, começamos pelos antepassados dela. Nossa sorte foi que o pai de Vera, seo Sinjão Capilé, e o irmão Júlio, escreveram um livro que conta a saga da família, desde a saída dos Capilé, do interior de São Paulo até chegar em Dourados, Mato Grosso do Sul, quando com Mato Grosso, formava um único Estado. Isso foi lá pelo final do século 19”.

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Então, o registro ancestral é bem fiel. “Sinjão, por exemplo, nasceu na década de 1920 já em Dourados. Então, ela tem esse conhecimento dos primórdios da família, desde Mato Grosso do Sul até a transição para Cuiabá quando bem cedo, ela já começa seu precoce envolvimento com as artes, sempre com o canto, com o teatro”, conta Luiz Gustavo.

O livro segue contando a história de Vera até os dias atuais. As conversas que levavam em média duas horas, foram se desdobrando ao longo de quatro encontros.

Segundo o historiador, dentre os pontos mais marcantes dos relatos de Vera, está a presença muito marcante do pai em sua vida. “Ela esteve sempre muito conectada a ele. Uma figura muito expressiva, um grande orador, político e ainda, um homem das artes, seresteiro, gostava de cantar e tocar violão. Então, há essa facilidade na comunicação, uma das grandes heranças dele para Vera”.

A sensibilidade artística de Vera é tão presente em sua vida que alcança até mesmo a carreira que construiu na Psicologia. “Vera é especializada em psicogerontologia, ciência que se dedica aos cuidados dos idosos e ela se orgulha muito disso e faz com arte”.

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Luiz Gustavo conta que ao ouvir Vera, se emocionava constantemente. “Vê-la construindo a narrativa foi emocionante. Ela carrega uma força descomunal. Tem uma dinâmica da pessoa que entende o valor de sua história. Ao falar e ao seu ouvir, ela vai de certa forma se empoderando ainda mais”.

Para arrematar a coleta de dados, o historiador considera que acompanhar as gravações do documentário foi fundamental. “Ouvi depoimentos de amigos muito próximos, como Ivens Scaff, Jaime Okamura, Vitória Basaia, Glória Albues, Lúcia Palma e o companheiro Waldir Bertúlio, além de amigas de infância e as irmãs que convivem muito perto dela. Os relatos acrescentaram dados complementares”.

O projeto proposto pela produtora cultural Tatiana Horevicht, foi contemplado pelo edital Mestres da Cultura, idealizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

  Por Lidiane Barros

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