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Vazio sanitário da soja começa nesta segunda-feira em Mato Grosso

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Vazio sanitário da soja começs próxima segunda-feira (15) em Mato Grosso

Durante 90 dias não podem existir plantas vivas de soja no Estado para reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática

Thielli Bairros | Sedec-MT

Fiscais do INDEA-MT estarão à campo de 15 de junho a 15 de setembro para verificar existência de plantas vivas de soja no Estado – Foto por: INDEA-MT
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A partir da próxima segunda-feira (15.06) está proibida a presença de plantas vivas de soja em território mato-grossense. O vazio sanitário se estende até 15 de setembro determinado por Instrução Normativa e, neste período, não poderá haver plantas vivas de soja, cultivadas ou guaxas (germinação voluntária).

O Vazio Sanitário da Soja é uma medida fitossanitária existente em Mato Grosso desde 2006 com o objetivo de reduzir a sobrevivência do fungo causador da ferrugem asiática (Phakopsora pachyrhizi) no período de entressafra, atrasando a ocorrência da doença na safra seguinte, e é a principal medida na prevenção da doença.

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Mesmo com a pandemia do novo coronavírus, o Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (INDEA-MT) fará fiscalizações nas propriedades, pois são consideradas essenciais as atividades de prevenção, controle e erradicação de pragas dos vegetais.

“A soja é a principal cultura do Estado devido à grande extensão e importância econômica. Para manter a segurança tanto dos servidores quanto dos produtores rurais, o INDEA-MT elaborou um Manual de Biossegurança para a atuação à campo, seguindo as orientações da Secretaria Estadual de Saúde”, afirma Renan Tomazele, diretor técnico do INDEA-MT.

“Na safra 2019/2020 foram cadastradas no INDEA-MT 12.441 propriedades com plantio de soja, com área declarada de mais de 8,8 milhões de hectares plantados. Desde 2019, o órgão tem realizado o monitoramento da incidência de ferrugem asiática no período da entressafra, onde as amostras são coletadas pelos servidores durante as fiscalizações e analisadas pelo Laboratório de Sanidade Vegetal.

“Durante o Vazio Sanitário de 2019, das áreas que tiveram amostras coletadas, encontramos ferrugem em 72%. Temos encontrado plantas com a doença mesmo nas condições climáticas desfavoráveis, principalmente quando as guaxas estão abrigadas sob outras culturas utilizadas como adubação verde como crotalárias, braquiárias, milheto, dentre outras”, informa Ana Paula Vicenzi, coordenadora de Defesa Sanitária Vegetal do INDEA-MT.

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A ferrugem asiática da soja ocasiona perdas em torno de 20% ao ano, provocando a desfolha precoce da planta e impedindo a completa formação dos grãos, o que gera redução na produtividade, sendo considerada uma praga de importância econômica.

Denúncias quanto ao descumprimento do vazio sanitário podem ser feitas ao INDEA-MT por meio da Ouvidoria Setorial, pelo telefone 0800 647 9990, por meio Ouvidoria Geral do Estado pelo endereço eletrônico http://www.ouvidoria.mt.gov.br/falecidadao, ou ainda nas unidades locais do INDEA-MT. Os mesmos canais podem ser utilizados ainda para sanar dúvidas, fazer solicitações, elogios ou reclamações.

 

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Fundação MT realiza hoje de noite live sobre destruição de soqueira de algodão

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Mais uma vez produtores rurais e equipe poderão receber informação com qualidade em tempo real de resultados de pesquisas desenvolvidas pela Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT. A apresentação será hoje, a partir das 19h00 (horário de Mato Grosso) pelo aplicativo instagram do perfil @fundacaomt. O assunto dessa vez será a importância e as técnicas recomendadas para a destruição de soqueira de algodão.

O objetivo da live, de acordo com o pesquisador Autieres Faria é falar sobre os principais herbicidas que podem ser usados para eliminar rebrotas da cultura do algodão, evitar a proliferação de pragas, como o bicudo, e de doenças, como a ramulária e a ramulose. Além disso será feito recomendação das técnicas que garantem mais eficácia nesse procedimento.

“Vamos apresentar as diferenças de modalidade de destruição de soqueira e quais os melhores resultados de manejo. Pretendemos falar sobre o conceito de controle cultural para a destruição de soqueira de algodão. Como o controle cultural auxilia na destruição da soqueira de algodão”, explicou o pesquisador.

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Toda a classe produtora é convidada para participar dessa live, que também irá debater sobre o manejo de plantas daninhas, ou seja, as pessoas que trabalham com a cultura de algodão e de soja são convidados para assistir a live, bem como enviar dúvidas.

Segundo Autieres será repassado também sobre cuidados para esse período de seca: “Um bom planejamento para conseguir colher o quanto antes a área, iniciar a destruição mais cedo possível, respeitar as doses de herbicidas, fazer uma boa aplicação são algumas das recomendações que irei detalhar durante a live.”

Julianne Caju

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