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Varzea Grande adota novas medidas contra a COVID -19 e já estuda encampar um hospital no município após aumento de casos

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JB News

Em busca de soluções para o enfrentamento a COVID 19, Várzea Grande, já adota uma série de medidas para atender a demanda crescente, começou neste final de semana (sábado e domingo) a promover a vacinação daqueles pacientes idosos acamados ou com dificuldades de locomoção diretamente em suas residências e transformou a UPA IPASE temporariamente em referência para COVID.
Além disto está sendo planejado e executado pela Secretária Municipal de Saúde a transferência dos serviços da rede cegonha aonde são realizados os partos e cesarianas para uma unidade de Saúde e reforçar o atendimento de COVID 19 no Hospital Pronto Socorro Municipal.


“Estamos analisando e preparando uma série de medidas para o enfrentamento da COVID 19, neste momento de esgotamento total dos leitos públicos e privados”, disse o secretário de Saúde de Várzea Grande, Gonçalo Barros frisando que mantém conversações avançadas com o Governo do Estado, através do governador Mauro Mendes, com a Assembleia Legislativa, através do 1º secretário, deputado Eduardo Botelho e um grupo de médicos proprietários do Hospital São Lucas em Várzea Grande que pode ser encampado pela parceria Governo de Mato Grosso e Prefeitura de Várzea Grande inserindo o mesmo no SUS – Sistema Único de Saúde e abrindo novas vagas.


Essas transformações visam desafogar o Hospital Pronto Socorro Municipal e a UPA Cristo Rei, as duas outras unidades de urgência e emergência que fazem o primeiro atendimento aos pacientes, estabilizam os mesmos e promovem a transferência deles para as demais unidades referência, o Hospital Metropolitano, a Santa Casa de Misericórdia, o antigo Pronto Socorro de Cuiabá, Hospital São Benedito, o HMC e o Hospital Júlio Muller.
Ficando exclusivamente para COVID 19, Várzea Grande, disponibiliza 30 leitos somente para estes casos e já foi aberta com lotação, pois recebeu os pacientes das outras unidades.
No tocante a vacinação para acamados, entre sábado e domingo foram visitadas 61 pessoas vacinadas e acompanhadas por equipes de enfermeiros da Secretaria Municipal de Saúde de Várzea Grande, sendo que até o momento já são 215 idosos inscritos que desejam receber vacina contra a COVID e que não puderam ir ao Centro Universitário de Várzea Grande – UNIVAG para receber a imunização, seja em drive thru ou na Clínica Médica.


No atendimento de primeira dose para aqueles idosos com 75 anos ou mais realizados na sexta-feira, 05 de março foram vacinadas 911 pessoas que somados ao vacinados no sábado e domingo atingiu-se a marca de 972 imunizados
“Nossa missão é imunizar o maior número de pessoas possíveis o quanto antes para que, segundo cientistas e médicos, nossa população possa adquirir a imunidade de rebanho, por isso, todos os esforços e dedicação neste momento em que a pandemia ganha força e o aumento considerável de casos e óbitos’, disse o prefeito Kalil Baracat.

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Ele frisou que Várzea Grande está, dentro da lei e da ordem, procurando soluções mais eficientes e duradouras para enfrentar a pandemia, já que a vacina depende de uma série de decisões que são de competência do Governo Federal que prefere centralizar, tanto as aquisições como a distribuição das vacinas.
“Já tentamos adquirir diretamente de laboratórios internacionais, que admitem vender, mas com a entrega diretamente ao Ministério da Saúde”, explicou o prefeito que vê com bons olhos a filiação de Várzea Grande no consórcio nacional de prefeituras da Frente Nacional de Prefeitos – FNP que está tentando adquirir vacinas internacionais, mas encontram as mesmas dificuldades que nós.
O secretário de Saúde, Gonçalo Barros, que acompanhou as vacinações em residências neste final de semana e traçou com técnicos e médicos a estratégia de transformar a UPA IPASE em referência para COVID, lembrou que mesmo estando Várzea Grande antecipada na imunização dos idosos de 75 anos, sinalizou que a ordem é não deixar ninguém para trás, portanto, se alguém com 75 anos ou mais anos, não foi vacinado que procure as unidades mais próximas ou promovam o cadastro no site oficial de Várzea Grande, pelo endereço www.varzeagrande.mt.gov.br na aba IMUNIZAÇÃO VÄRZEA GRANDE – CADASTRO PARA VACINA COVID 19, que terão suas inscrições confirmadas e os mesmos convocados, desde que cumpram as exigências do Plano Nacional de Imunização do Ministério da Saúde.
“Estamos em uma luta constante pela vida das pessoas contra uma doença desconhecida e que tem vários caminhos, portanto, todo e qualquer esforço é bem vindo no sentido de preservar as vidas humanas que se encontram em risco”, disse o secretário de Saúde que é favorável as medidas adotadas pelo Governo do Estado e as Prefeituras Municipais para conter a propagação da COVID.
“O papel dos gestores públicos é encontrar solução para o enfrentamento da doença e o papel da população é ajudar, não aglomerando, mantendo o distanciamento, usando máscara, álcool em gel e outras medidas de biossegurança e higienização segura. Temos todos, que compreender que juntos podemos enfrentar a pandemia e descobrir soluções, mas se todos não caminharem em um único sentido, não iremos conseguir enfrentar as adversidades”, asseverou o secretário.
Gonçalo Barros frisou ainda ser necessária toda uma logística para vacinação seja ela em drive thru, na Clínica de UNIVAG, que é parceria de Várzea Grande ou agora com as visitas in loco para atender todas as demandas e demonstrou satisfação por ter no sábado vacinado duas mulheres, uma com 104 anos de idade e outra com 106 anos, uma vitória da vida e a esperança de que a vacina possa controlar a pandemia em definitivo, juntamente com as medidas que cada pessoa consciente puder adotar em prol de si mesmo e daqueles com quem convive diariamente.
“Envolvemos a questão da segurança com a Guarda Municipal, o acondicionamento das vacinas, a separação das doses para que a primeira seja aplicada e a segunda guardada e também outras medidas para atender a ordem do prefeito Kalil Baracat para que ninguém fique sem atendimento médico e sem medicamentos enquanto não pudermos distribuir vacina para todas as pessoas”, explicou o titular da Saúde Pública de Várzea Grande.
Na terça-feira, 09 de março, começa na Clínica Médica da UNIVAG, a segunda dose daqueles que foram imunizados no dia 13 de fevereiro com a vacina CoronaVac, sinalizando que entre a primeira e a segunda dose desta vacina são de 14 a 28 dias. Já para os que foram vacinados com a Oxford/AstraZeneca o período entre a primeira e a segunda dose são de 90 dias, sendo que em Várzea Grande, quando ofertada a primeira dose, imediatamente a segunda dose já é estocada em local seguro, refrigerado, como as regras e com segurança para que nem a validade e nem o prazo de aplicação sejam perdidos.
“Podem estar certos e convictos de que tudo que estiver ao nosso alcance será realizado pelo bem estar de nossa gente e de nossa Várzea Grande. Acredito que todos querem o mesmo que eu, vencer este obstáculo e voltarmos a ter a vida dentro da normalidade”, disse o prefeito Kalil Baracat.

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Senadores farão diligências em laboratórios do agro para produção de vacinas anticovid

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A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas.

A Comissão Temporária do Senado, que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19, deverá realizar diligência externa nas três fábricas de produtos veterinários classificados com nível de segurança NB3+, potencialmente utilizáveis para a produção de vacinas humanas anticovid. O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da CT e que tem conduzido as tratativas com os laboratórios do agro.

Além de senadores, deverão ser convidados para a diligência os representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, e do Instituto Butantan. A Anvisa já notificou os laboratórios que fabricam produtos para saúde animal interessados em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produção de vacinas.

O objetivo, segundo o senador do PL de Mato Grosso, é conhecer as instalações e seu potencial de aproveitamento para a produção de vacinas. A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas. Os senadores acreditam que a inserção de mais indústrias somariam ao trabalho já realizado pelo Instituto Butantã e a Fiocruz.

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As três fábricas capazes de produzirem o IFA a partir da transferência tecnológica pertencem a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

“Não há dúvida de que estamos muito atrasados na vacinação, especialmente em comparação com outros países. Estamos hoje na casa dos 21 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose e 6 milhões que receberam as duas doses, o que representa cerca de 10% dos brasileiros, com a primeira dose, e 2,8%, com a segunda” – frisou Fagundes.

Além de enfatizar o crescimento do número de mortos pela Covid-19, Fagundes ressaltou que o Brasil é atualmente o epicentro mundial da doença e motivo de preocupação para todos os países. “Certamente, a falta de vacinas é o principal fator para o cenário de atraso na vacinação, que nos conduziu ao colapso do sistema de saúde que hoje estamos vivendo, com falta de leitos de terapia intensiva e carência de oxigênio medicinal, de medicamentos e de insumos essenciais” – acrescentou.

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Em documento enviado a mim, datado de 22 de março, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), informou que as plantas industriais indicadas reúnem condições de atender a toda a demanda por vacina do País, com produção completamente interna e sem depender de importação de insumos. Afirma, ainda, que a indústria de saúde animal detém a tecnologia necessária para o cultivo de inativação e o preparo de vacinas de vírus inativados, como é o caso de algumas das vacinas contra o novo coronavírus.

O requerimento do senador Wellington deve ser votado na reunião de segunda-feira, com definição da data da diligência.


Foto: Reprodução TV Senado

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