Cidades

Tião da Zaeli diz que Mauro Mendes acertou em mudar VLT para BRT mas é preciso rever o traçado de VG

Publicados

em

JB News

Da Redação

O empresário do ramo de alimentos Sebastião dos Reis (Tião da Zaeli), que também é presidente do sindicato dos Atacadistas de MT e conselheiro da Fecomércio,irá inaugurar mais um empreendimento na cidade de Várzea Grande, dessa vez, uma das maiores fabricas de Ração do Centro-Oeste, em 2021, disse em entrevista ao JB News que o governador Mauro Mendes acertou em trocar o modal de Transporte Veículo Leve Sobre Trilhos (VLT), pelo Bus Rapid Transit  (BRT), conhecido como Metrobus, um sistema mais rápido por ônibus que já é parte das soluções para a mobilidade urbana na superfície em grandes cidades.

Tião da Zaeli foi prefeito de Várzea Grande, e para o ex-gestor municipal a escolha desse modo de transporte é uma das decisões mais importantes no planejamento da infraestrutura urbana de uma cidade, o tipo de modal escolhido afeta diretamente a vida cotidiana das pessoas e as atividades produtivas do centro urbano.

Segundo Tião, a decisão acertada do governador Mauro Mendes em acabar de vez com a conversa do que seria feito com do VLT, uma obra que foi orçada e seu recurso praticamente todo desviado pela corrupção. “Foi preciso dar um fim nisso, mas agora é preciso discutir o traçado, buscando a integração dos bairros Cristo Rei, o grande Glória e a região do São Mateus, a do vinda do BRT até ao aeroporto não contempla a maioria”. Pontuou.

Para Zaeli, o traçado agora é o mais importante, e uma vez que já se definiu o modal, é preciso contemplar a classe trabalhadora e toda a população que irá usar o transporte, e o BRT cortando a cidade de Cuiabá até o Aeroporto Internacional Marechal Rondon, não contempla toda a Várzea Grande, uma vez que os bairros mais populosos estão mais afastados.

Leia Também:  Desembargador Mario Kono nega pedido de abuso de poder impetrado por Emanuel Pinheiro e manda Estado seguir com a construção do BRT

Além disso, a falta de emprego no município é o que faz o grande número de pessoas usar o transporte publico para cruzar a duas cidades, onde praticamente metade da população de Várzea-grandenses vai trabalhar em Cuiabá, em busca do seu sustento.

O BRT é um sistema de transporte público que possui alta capacidade de realizar um serviço rápido e eficiente. Com a utilização de corredores exclusivos, o BRT é atrativo por ser considerado um sistema moderno de transporte de massa sobre pneus. Apesar de ser baseado nos modelos de ônibus, o BRT não tem muita coisa de tradicional. Na prática, o sistema BRT demonstra potencial para reduzir as emissões de CO₂, o dióxido de carbono.

O governador Mauro Mendes, esteve reunido com a imprensa na segunda-feira (21.12) para anunciar a mudança no modal de transporte intermunicipal entre Cuiabá e Várzea Grande, depois de mais de seis anos suas obras serem paralisadas.

Segundo o governador, a mudança do VLT para o BRT, foi estritamente técnica, os estudos de viabilidade mostraram claramente, que seria muito mais caro a continuidade das obras do VLT com as interferência na mobilidade urbana, e seria muito maior, o que praticamente inviabilizaria o término do modal.

Já o BRT, seriam feitas pouquíssimas interferências no trânsito da capital e de Várzea Grande, sem contar os valores das tarifas que seria de R$ 3,07 (três reais e sete centavos), bem menor que o VLT orçada em R$ 5,28 (cinco reais e vinte oito centavos). Outro revés do VLT estaria no subsídio que o Governo de Mato Grosso teria que pagar para que o modal funcionasse: R$ 23,2 milhões por ano.

A viabilidade do modal estava sendo discutida na Comissão de Mobilidade Urbana do Governo Federal desde 2019, a pedido do Governo do Estado.

Leia Também:  Estamos preparados para receber, fazer a logística e distribuir a vacina aos municípios”, garante governador

Para o governador Mauro Mendes, a continuidade do VLT e sua complexidade seria gigante, e que os estudos técnicos apontaram 11 vagões de VLT’s a mais do que é necessário para o transporte da população entre as duas cidades.

Dados apontam que o BRT traz menor custo e mais vantagens para a população.

De acordo com o governador, “O BRT vai subir a Avenida Filinto Muller ou a Couto Magalhães e vai pegar mais passageiros que pegariam o VLT. O impacto do trânsito é menor. O sistema é sob pneus e agride menos com menos trânsito”.

As obras para a construção dos corredores do BRT estão previstas para iniciar em maio de 2021.

Os estudos concluíram que a continuidade das obras do VLT era “insustentável”, demoraria até seis anos para conclusão, custo altíssimo aos cofres públicos, com pouca vantagem à população e ainda contaria com uma tarifa muito alta.

O governador narrou que o VLT teve custo previsto de R$ 1,4 bilhão, sendo que R$ 1,08 bilhão já foi pago ao Consórcio.

O modal deveria ter sido entregue já na Copa do Mundo de 2014, o que nunca ocorreu.
Conforme o relatório, as irregularidades no contrato do VLT existem desde a fase de licitação e resultaram em várias ações judiciais em andamento.

A situação piorou após a delação do ex-governador Silval Barbosa, que confessou vários crimes ligados a execução desta obra, envolvendo recebimento de propinas milionárias para a escolha do modal, além de pagamentos superfaturados.

O imbróglio judicial resultou na rescisão do contrato pelo Governo do Estado, rescisão essa que foi mantida pelo Tribunal de Justiça de Mato Grosso (TJ-MT) e pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). Somado a isso, as empresas que integram o consórcio foram declaradas “inidôneas para contratar com o Poder Público”.

 

 

 

COMENTE ABAIXO:

Cidades

Justiça suspende decisão que resultou em despejo de famílias em Jaciara

Publicados

em

Após intervenção da Defensoria Pública de Mato Grosso, Justiça suspende decisão que resultou em despejo de famílias em Jaciara

Ação de imissão de posse foi executada ontem (11/01) e retirou 140 famílias de pequenos agricultores de área de 487 hectares que é foco de disputa da posse, mas é registrada em nome da União desde 1985
Márcia Oliveira | Assessoria da DPMT

Reintegração foi cumprida ontem, mas a liminar que a garantiu foi suspensa nesta terça-feira – Foto por: Sonotícias
Reintegração foi cumprida ontem, mas a liminar que a garantiu foi suspensa nesta terça-feira

A Defensoria Pública de Mato Grosso (DPMT) conseguiu suspender decisão liminar que determinou a retirada de 140 agricultores familiares da Gleba Mestre I, município de Jaciara, despejados na segunda-feira (11/01), da área de 487 hectares que ocupam desde 2014. A DPMT passou a figurar como terceiro interessado no processo a partir desta terça-feira, quando informou que a terra onde o despejo ocorreu pertence à União desde 1985.

A decisão liminar usada para executar o despejo foi concedida em favor da empresa Porto Seguro Negócios e Empreendimentos S/A. A empresa arrematou a área num processo de recuperação judicial e havia solicitado, na Justiça, a verificação de presença de pessoas na área.

Leia Também:  Vacinação contra Covid-19 deve começar no próximo dia 20, dependendo de liberação pela Anvisa, anuncia Emanuel

A defensora pública de segunda instância, Regiane Ribeiro, explicou na petição feita no agravo de instrumento que garantiu a liminar de reintegração de posse à empresa, que no processo foram omitidas informações essenciais para que o desembargador tivesse entendimento correto do caso.

Ela registra que duas ações discutem a posse da área reivindicada pela empresa, uma que tramitou na Vara Única da Justiça Federal de Rondonópolis, e outra que tramita na Vara Especializada em Direito Agrário de Cuiabá. Na de Rondonópolis, a União entrou com uma ação reivindicatória da posse, com pedido de indenização, contra a hoje massa falida da Usina Jaciara e Usina Pantanal de Açúcar e Álcool.

No processo de Rondonópolis, 4393-41.2012.401.3602, fica evidenciado que a área de 8.200 hectares, onde a Gleba Mestre I está e onde as famílias ocupam os 487 hectares, foi registrada em nome da União com a matrícula 5.036, no Cartório de Registro de Imóveis de Jaciara, em 11 de setembro de 1985. E que parte dessa área, 5.661 hectares estariam ocupados pela Usina.

Paralelo a esse processo, a defensora esclarece que tramita na Vara Especializada em Direito Agrário de Cuiabá, o processo 10218798120168110041, que também discute a reintegração de posse. “Verifica-se que a omissão do embargante contribuiu para a concessão da liminar nestes autos que não tem como objetivo a discussão da posse mas a recuperação judicial”, afirma a defensora.

Leia Também:  1ª Promotoria Cível de VG abre seleção para Oficial de Gabinete

Ela ainda reforça que na reintegração de posse não foram observadas a necessária intervenção da Defensoria Pública na qualidade de parte interessada (custos vulnerabilis). “A Defensoria não foi intimada em nenhum processo. O Novo Código de Processo Civil, no artigo 554, define que a intimação do órgão é obrigatória em processos em que há hipossuficientes como parte”, afirma em trecho da petição.

Após apresentar as informações, a defensora pediu a suspensão imediata da liminar e a nulidade de todos os atos praticados sem o conhecimento do órgão. No fim da manhã desta terça-feira (12/01), o desembargador da Terceira Câmara de Direito Privado, Dirceu dos Santos, acatou os pedidos da Defensoria e pediu a retirada do processo da pauta de julgamento do dia 27 de janeiro, afirmando que a medida se faz necessária para evitar mais prejuízos.

Além da defensora Regiane, auxiliaram na petição os defensores públicos Denis Rodrigues, Corina Pissato e Munir Arfox.

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA