Economia
Sindieventos-MT apoia Cuiabá como cidade-sede da Copa América 2021
Após ser confirmada a escolha do Brasil como local da realização da Copa América 2021 e a capital Cuiabá como uma das cidades-sede, a presidente do Sindieventos-MT, Alcimar Moretti, destaca que o evento esportivo, mesmo sem a presença de público nas arquibancadas, ajudará a movimentar o segmento no estado. “Apesar de não ter a participação do público, com certeza teremos uma movimentação nos hotéis e em parte do segmento de eventos. É uma excelente oportunidade para nos recuperarmos, além da própria cadeia de turismo”.
Alcimar Morreti disse, ainda, que o país e outros estados já têm realizado torneios de futebol nesse período. “Os campeonatos estão ocorrendo pelo Brasil e ter um torneio internacional na capital mato-grossenses ajudará o turismo local, divulgando nossas belezas para milhões de pessoas para uma próxima temporada de turismo na região. Temos a certeza de que a realização desse torneio vai trazer um alento e um estado de ânimo para comerciantes e trabalhadores que estão passando por dificuldades”.
O presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, também se mostrou satisfeito com a escolha do país e, especialmente, de Cuiabá como uma das cidades-sede dos jogos. “Nossa capital dispõe de um estádio e a devida infraestrutura, pois já foi utilizada na Copa do Mundo de 2014. Todo o comércio, serviços e turismo estão preparados para enfrentar a Covid-19 e atender atletas e torcedores de forma segura. Será uma excelente oportunidade para recuperar nossa economia”.
A Conmebol anunciou o Brasil como nova sede, após a desistência dos países da Colômbia e da Argentina. O presidente da República, Jair Messias Bolsonaro, disse em pronunciamento que o país tem condições e estrutura necessárias para a realização do torneio, preservando a saúde da população. A Copa América tem início previsto para 13 de junho e final em 10 de julho.
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
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