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Senajus promove encontro nacional para fortalecer políticas de enfrentamento ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes

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Brasília, 02/12/2025 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), por meio da Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), promove, nesta terça-feira (2) e quarta-feira (3), a XXI Reunião Técnica de Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Postos Avançados de Atendimento ao Migrante. Realizado em Brasília (DF), o evento fortalece a atuação integrada da Rede Nacional, estimula o diálogo e a troca de experiências, além de definir prioridades para 2026.

Durante a abertura, o secretário Nacional de Justiça substituto, Fábio Silva, ressaltou o papel estratégico dos Núcleos e Postos para ampliar a presença da política pública nos territórios e aproximá-la das realidades locais.

“Graças ao trabalho desenvolvido pelos Núcleos de Enfrentamento e Postos Especializados, a política se traduz em práticas concretas nos estados, fronteiras, aeroportos e municípios. Esses espaços garantem que as vítimas sejam identificadas, acolhidas e protegidas onde realmente importa. Isso permite ao Brasil avançar de maneira estruturada, sustentável e comprometida com a dignidade humana”, afirmou Silva.

O diretor do Departamento de Migrações, Victor Semple, disse que a atuação coordenada dos núcleos e postos fortalece a resposta do Estado brasileiro e reafirma o enfrentamento ao tráfico humano como prioridade nacional. “O tráfico de pessoas atua em redes transnacionais, e nossa ação precisa acompanhar essa complexidade. A integração entre governos e organismos internacionais tem sido decisiva para avançar na proteção de grupos vulneráveis”, enfatizou.

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Programação

Ao longo dos dois dias, representantes de 20 unidades federativas discutem desafios como o aumento dos fluxos migratórios, o aprimoramento das estratégias de prevenção e a ampliação dos mecanismos de identificação de vítimas, especialmente em regiões de fronteira, aeroportos e grandes centros urbanos.

O encontro é organizado pela Coordenação-Geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes (CGETPM) e conta com o apoio da Organização Internacional para as Migrações (OIM) e do Escritório das Nações Unidas sobre Drogas e Crimes (UNODC).

No primeiro dia, foram apresentados o balanço anual e as perspectivas para 2026. Também foram discutidos os dados sobre o tráfico de pessoas no censo do Sistema Único de Assistência Social (Suas) e no Sistema de Informações de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (SISETP), além das reações emocionais das vítimas e da importância da escuta ativa. A programação se encerrou com a análise do panorama do tráfico de pessoas na região Norte e a exibição do curta A Pele de Ouro, de Marcela Ulhoa e Yare Perdomo.

Para o segundo dia, estão previstas discussões sobre o papel da assistência consular e da Defensoria Pública da União (DPU) no tráfico internacional de pessoas, assim como sobre a atuação dos Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (NETPs) no fluxo nacional de atendimento às vítimas de trabalho escravo. Serão abordados, ainda, os desafios no atendimento e no encaminhamento das vítimas, bem como o papel do Ministério Público Federal (MPF) e do Ministério Público do Trabalho (MPT) na responsabilização dos casos.
O encontro se encerrará com a apresentação do programa Aqui é Brasil, sob a perspectiva do enfrentamento ao tráfico de pessoas e contrabando de migrantes.

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Rede de proteção

Os Núcleos de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas são responsáveis por articular e planejar ações de prevenção e combate ao tráfico nos estados e no Distrito Federal. Eles promovem a integração de órgãos públicos e da sociedade civil para fortalecer a rede de enfrentamento.

Os Postos Avançados de Atendimento Humanizado ao Migrante atuam em locais estratégicos de entrada e saída do País. Esses postos garantem acolhimento humanizado a migrantes deportados ou não admitidos, identificam possíveis vítimas de tráfico e as encaminham para a rede de assistência.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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Oito Organizações da Sociedade Civil tomam posse no Conatrap

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Brasília, 05/12/2025
– O Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas (Conatrap), vinculado à Secretaria Nacional de Justiça (Senajus), deu posse às oito Organizações da Sociedade Civil (OSCs) que integrarão o colegiado no biênio 2025–2027, com possibilidade de recondução por mais dois anos. A cerimônia foi realizada nesta sexta-feira (5), no Palácio da Justiça, em Brasília (DF), durante a 16ª reunião ordinária do Comitê.

As organizações empossadas são:

  1. Associação Brasileira de Defesa da Mulher, da Infância e da Juventude (Asbrad);

  2. Cáritas Arquidiocesana do Rio de Janeiro;

  3. Projeto Resgate;

  4. Associação Nacional dos Magistrados da Justiça do Trabalho (Anamatra);

  5. Centro de Apoio e Pastoral do Migrante (Cami);

  6. Círculos de Hospitalidade;

  7. Cáritas Foz do Iguaçu;

  8. Instituto Social Ágatha em Defesa da Mulher.

As organizações foram selecionadas por meio de edital de chamamento público lançado pelo Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), que estabeleceu critérios como atuação comprovada no enfrentamento ao tráfico de pessoas e ao contrabando de migrantes, além de, no mínimo, três anos de formalização no País.

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A posse das organizações marca a reestruturação do Comitê Nacional, promovida pela Portaria MJSP nº 959/2025, e inicia um novo ciclo de colaboração e legitimidade democrática na política pública de enfrentamento ao tráfico de pessoas. A medida retoma o princípio da paridade, com a participação de oito representantes de órgãos governamentais e oito de organizações da sociedade civil.

“A reestruturação do Conatrap não foi apenas uma mudança burocrática; foi um esforço para preencher lacunas históricas e trazer uma atuação mais coordenada para o centro do nosso debate. O processo transparente e bem-sucedido de seleção da sociedade civil, que estamos considerando uma boa prática a ser replicada nos estados, demonstra que essa nova configuração é a mais legítima e robusta para enfrentarmos o tráfico de pessoas no Brasil”, destacou a coordenadora-geral de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas e Contrabando de Migrantes, Marina Bernardes.

O diretor do Departamento de Migrações (Demig), Victor Semple, ressaltou que o momento reforça o compromisso do Ministério da Justiça e Segurança Pública com a democracia participativa e com políticas construídas de forma conjunta com a sociedade.

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“A reestruturação do Conatrap marca uma fase mais plural, integrada e alinhada às políticas nacionais de migração e de enfrentamento ao tráfico de pessoas. Só com a participação ativa da sociedade civil e dos diversos órgãos do Estado conseguiremos responder aos desafios reais e construir políticas mais efetivas”, afirmou Victor.

16ª reunião ordinária

Este foi o último encontro do Comitê Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas em 2025. Durante a reunião, foi aprovado o novo modelo de Regimento Interno do Comitê, que será analisado pela consultoria jurídica do MJSP e, depois, aprovado por portaria.

Foram debatidos pontos da minuta do novo Regimento Interno, incluindo competências, periodicidade das reuniões, papéis dos membros e formas de deliberação.

Também foi apresentado o monitoramento do IV Plano Nacional de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, com avaliação de avanços, análise de indicadores, desafios nos estados, definição de prioridades e formação dos grupos de trabalho que atuarão em 2026.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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