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Senado Federal vota e aprova em segundo turno o  novo texto da Reforma Tributária

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Da Redação

Foto: Senado Federal

O Senado Federal votou e aprovou agora no final desta quarta-feira 08.11, em segundo turno, o texto da Reforma Tributária a PEC 45/2019, com 53 votos  favoráveis, e 24 contra o texto agora segue para analise novamente da Câmara Federal, por conta das mudanças em alguns artigos do projeto de lei. A câmara ainda não disponibilizou o que de fato mudou.

Os senadores seguem ainda reunidos para a votação dos destaques. No primeiro turno da votação a votação também foi a mesma.

mesmo com um grupo de senadores contra, foi mantida a proposta de relator Senador Eduardo Braga do MDB-AM, que estabelece limite para a carga atrelado a variação do Produto Interno Bruto. A oposição queria tentou emplacar um cota fixa de 25%, as não teve voto suficiente para mudança no texto da lei.

A reforma tem causado um grande debate principalmente com os governadores de estado, que prevê uma redução nos valores de distribuição dos recursos para os estados e municípios de algumas cidades brasileiras. Entre os estados está Mato Grosso. O governador Mauro Mendes comentou que a reforma traz vários equívocos quanto a desoneração das cadeias produtivas de importação do produto primário. E que isso vai custar caro para o país.

O governador prevê que MT será um dos estados que poderá ter sérios prejuízos por conta da nova forma de cobrar e distribuir impostos. Por conta da não cobrança no setor produtivo e sim no produto o que favorece grandes centros consumidores de todo país.

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Mauro indaga, que se as cadeias produtivas pararem de pagar impostos, quem vai suprir estes custos?

Segundo o governador o futuro irá que foi cometido um equívoco na aprovação do novo modelo de Reforma Tributária.

O governador está em viagem a China, mas mesmo assim tem acompanhado de perto o debate sobre o texto da lei, inclusive esteve ´por várias vezes em Brasília para conferir as mudanças que vinham sendo propostas e agora votadas e aprovadas no senado.

Dentre os pedidos feitos para a comissão de análise do texto, o governador quer a garantia de continuidade do Fethab, no valor de R$ 3 bilhões anual. Dinheiro que é usado para a infraestrutura e habitação.

 

Veja como votou cada senador:

  • Alan Rick – Sim
  • Alessandro Vieira – Sim
  • Ana Paula Lobato – Sim
  • Angelo Coronel – Sim
  • Astronauta Marcos Pontes – Não
  • Augusta Brito – Sim
  • Beto Faro – Sim
  • Carlos Portinho – Não
  • Carlos Viana – Sim
  • Chico Rodrigues – Sim
  • Cid Gomes – Não Compareceu
  • Ciro Nogueira-  Sim
  • Cleitinho – Não
  • Confúcio Moura – Sim
  • Damares Alves – Não
  • Daniella Ribeiro – Sim
  • Davi Alcolumbre – Sim
  • Dr. Hiran – Não
  • Eduardo Braga – Sim
  • Eduardo Girão – Não
  • Eduardo Gomes – Sim
  • Efraim Filho – Sim
  • Eliziane Gama – Sim
  • Esperidião Amin – Não
  • Fabiano Contarato – Sim
  • Fernando Dueire – Sim
  • Fernando Farias – Sim
  • Flávio Arns – Sim
  • Flávio Bolsonaro – Não
  • Giordano – Sim
  • Hamilton Mourão – Não
  • Humberto Costa – Sim
  • Irajá – Não Compareceu
  • Ivete da Silveira – Sim
  • Izalci Lucas – Não
  • Jader Barbalho – Sim
  • Jaime Bagattoli – Não
  • Jaques Wagner – Sim
  • Jayme Campos – Sim
  • Jorge Kajuru – Sim
  • Jorge Seif – Não
  • Jussara Lima – Sim
  • Laércio Oliveira – Sim
  • Leila Barros – Sim
  • Lucas Barreto – Sim
  • Luis Carlos Heinze – Não
  • Magno Malta – Não
  • Mara Gabrilli – Sim
  • Marcelo Castro – Sim
  • Marcio Bittar – Sim
  • Marcos Rogério – art. 13, caput – Atividade parlamentar
  • Marcos do Val – Não
  • Margareth Buzetti – Sim
  • Mecias de Jesus – Não
  • Nelsinho Trad – Sim
  • Omar Aziz – Sim
  • Oriovisto Guimarães – Não
  • Otto Alencar – Sim
  • Paulo Paim – Sim
  • Plínio Valério – Sim
  • Professora Dorinha Seabra – Sim
  • Randolfe Rodrigues – Sim
  • Renan Calheiros – Sim
  • Rodrigo Cunha Sim
  • Rodrigo Pacheco – Presidente (art. 51 RISF)
  • Rogerio Marinho – Não
  • Rogério Carvalho – Sim
  • Romário – Não
  • Sergio Moro – Não
  • Soraya Thronicke – Não
  • Styvenson Valentim – Sim
  • Sérgio Petecão – Sim
  • Teresa Leitão – Sim
  • Tereza Cristina – Não
  • Vanderlan Cardoso – Sim
  • Veneziano Vital do Rêgo – Sim
  • Wellington Fagundes – Nã
  • Weverton – Sim
  • Wilder Morais – Não
  • Zenaide Maia – Sim
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Zequinha Marinho – Sim

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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JB News

por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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