Mulher
Seminário do Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça debate mais mulheres na liderança e igualdade no mundo do trabalho
Nesta terça-feira (2), o Ministério das Mulheres realiza, em Brasília, o seminário “Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça: Mais mulheres na liderança, mais equidade nas empresas, mais igualdade no mundo do trabalho”. O encontro será das 9h às 18h, no Auditório Celso Furtado, no Bloco K da Esplanada dos Ministérios, e vai reunir representantes de empresas públicas, privadas e mistas, do governo federal e de organismos internacionais para debater estratégias de promoção da igualdade de gênero e raça nas organizações. Haverá transmissão ao vivo pelo canal do Ministério das Mulheres no YouTube.
A programação inclui painéis com mulheres que ocupam cargos de direção e atuam em áreas historicamente masculinizadas, como indústria, tecnologia, energia e saúde. Em um dos diálogos, lideranças compartilham suas trajetórias profissionais, os desafios para chegar à gestão e as mudanças promovidas a partir de seus lugares de liderança. Em outro painel, trabalhadoras que atuam em profissões majoritariamente ocupadas por homens vão falar sobre como romperam barreiras, inspirar outras mulheres e contribuir para transformar a cultura organizacional.
À tarde, o seminário terá um painel dedicado aos caminhos e desafios para ampliar a presença de mulheres em cargos de direção, com participação da ministra das Mulheres, Márcia Lopes, do vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, da ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, entre outras autoridades e representantes da ONU Mulheres e da Organização Internacional do Trabalho (OIT).
Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça
Coordenado pelo Ministério das Mulheres, por meio da Secretaria Nacional de Autonomia Econômica e Política de Cuidados (SENAEC), o Programa Pró-Equidade de Gênero e Raça tem como objetivo fomentar práticas de equidade de gênero e raça na cultura organizacional de médias e grandes empresas, com foco nas áreas de gestão e recursos humanos. A iniciativa é desenvolvida em parceria com o Ministério da Igualdade Racial, o Ministério do Trabalho e Emprego, a ONU Mulheres e a OIT.
Ao longo de sete edições, 246 organizações já aderiram ao programa, com nove empresas presentes desde a primeira edição. Na sétima edição, que se encerra em junho de 2026, participam 88 empresas das cinco regiões do país, de setores como transporte, bancos e finanças, telecomunicações, saúde, construção, energia, pesquisa, indústria química e farmacêutica, entre outros. Juntas, elas empregam cerca de 750 mil trabalhadoras e trabalhadores e movimentam aproximadamente R$ 800 bilhões na economia brasileira.
Confira a programação do evento:
- 9h – Recepção e credenciamento
- 9h30 – Informes sobre o andamento da 7ª edição do Programa
- 10h – Painel: A trajetória de mulheres em cargos de gestão
- 11h30 – Painel: Lugar de mulher é onde ela quiser!
- 15h – Painel: Programa Pró-Equidade: caminhos e desafios para a ampliação de mulheres em cargos de direção
- Encerramento
Mais informações sobre o programa: [email protected]
Informações para a imprensa: [email protected] | Tel.: (61) 2027-3676.
Fonte: Ministério das Mulheres
Mulher
CPNU 2: Mais de 24 mil mulheres são classificadas para provas discursivas
O Concurso Público Nacional Unificado (CPNU 2), em sua segunda edição, reforça o compromisso do Governo do Brasil com a inclusão, acessibilidade e equidade. Um dos destaques desta edição é a quantidade de mulheres que passaram para a segunda fase do certame. Das 42.499 pessoas aprovadas e convocadas para as provas deste domingo (7/12), 24.275 são mulheres, o que representa 57,12% do total.
Além de abranger candidatas e candidatos de todos os estados brasileiros e do Distrito Federal, as listas contemplam todas as modalidades de cotas de pessoas negras, indígenas, quilombolas e com deficiência, consolidando o compromisso do governo federal em construir um serviço público mais representativo da sociedade brasileira por meio de um modelo inovador de seleção.
O Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) implementou a ação afirmativa para garantir que, quando mulheres representassem menos de 50% das pessoas classificadas em um cargo, fosse aplicada a equiparação numérica, desde que as candidatas tivessem alcançado o mínimo de acertos exigido.
A equiparação não retira vagas de nenhum homem aprovado, que permanecem classificados. A medida chama mais mulheres elegíveis para a segunda fase, ampliando a pluralidade.
Um exemplo do impacto da medida é o cargo de Analista Técnico de Justiça e Defesa do Bloco 7. Antes da equiparação, havia 888 mulheres e 1.490 homens classificados. Com a ação afirmativa, 731 mulheres adicionais foram incluídas, garantindo o equilíbrio na participação para a fase discursiva.
A decisão busca corrigir uma distorção observada no CPNU 1, onde, apesar de as mulheres serem a maioria nas inscrições (56%) e terem uma presença expressiva na prova (54%), somaram apenas 37% das aprovações finais.
“Esta medida é mais do que uma dimensão técnica do Concurso Nacional Unificado. É, exatamente, a gente reiterar as diretrizes que são da Constituição brasileira e que são de um governo democrático e popular”, declarou a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, à época da abertura das inscrições do concurso.
Em diversas Unidades da Federação, como Rio de Janeiro, Minas Gerais, Bahia e Distrito Federal, as mulheres são maioria entre as classificadas. A proporção feminina também se destaca em estados como Pernambuco, Paraíba, Maranhão, Piauí e Rio Grande do Norte.
Além da equidade de gênero, o CPNU 2 se consolida como o primeiro concurso público federal a aplicar integralmente a nova Lei de Cotas (Lei nº 15.142/2025). Ao todo, 35% das vagas do concurso são destinadas a ações afirmativas.
Acessibilidade garantida
O concurso também garante igualdade de condições para pessoas candidatas com necessidades específicas por meio de ações de acessibilidade e atendimento especializado. O edital prevê uma série de adaptações razoáveis e o fornecimento de tecnologias assistivas, como provas em braile e videoprova em Libras, e condições específicas, como mesas adaptadas para pessoas em cadeira de rodas.
Situações como o direito de gestantes e lactantes a atendimento especializado também estão contempladas. Haverá salas para amamentação para mães com filhos de até seis meses, que solicitaram previamente e comparecerem acompanhadas de um adulto responsável. Gestantes puderam solicitar medidas adicionais de conforto e segurança.
Pessoas que fazem uso de marca-passo, bombas de insulina, pinos cirúrgicos ou outros dispositivos metálicos, bem como aquelas com doenças infectocontagiosas, também foram orientadas previamente e têm direito a atendimento especializado.
Acompanhe todas as informações oficiais na página do Concurso Público Nacional Unificado: gov.br/concursonacional
Com informações da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom-PR) e do Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos.
Fonte: Ministério das Mulheres
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