CULTURA

Segunda live do grupo Flor Ribeirinha que vai celebrar os seus 27 anos de história

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Vem aí a segunda live do grupo Flor Ribeirinha que vai celebrar os seus 27 anos de história  

Por Malu Souza

O grupo Flor Ribeirinha de São Gonçalo Beira Rio, apresenta no próximo dia 31 de agosto, ás 20h, a sua segunda live com o espetáculo “Mato Grosso Dançando Brasil”, que marcará a comemoração dos seus 27 anos de história e dedicação a cultura popular. A live que será realizada na comunidade e transmitida ao vivo pelo Youtube, comemora também o mês internacional do Folclore.

O grupo mostrará a força do siriri, a dança típica que reflete o multiculturismo e que traz o ritmo contagiante viola de cocho, o mocho e o ganzá. A dança do boi bumbá, uma manifestação de Parintins, oriundo do Norte, a dança gaúcha com forte expressão cultural do Sul, o tradicional frevo do Nordeste e o samba, da região Sudeste, considerado uma das principais manifestações da cultura brasileira. Este é o renomado espetáculo que há três anos, conquistou o título de campeão mundial no Festival internacional de Arte e Cultura, na Turquia.

O diretor artístico e coreógrafo do grupo Flor Ribeirinha, Avinner Augusto, ressalta que com este espetáculo, Mato Grosso Dançando o Brasil, o grupo também representou o país nos maiores de Festivais de Arte e Cultura Popular da Europa. Durante a turnê, realizada no ano passado, as apresentações conquistaram os corações dos europeus com a diversidade, côres e alegria da cultura brasileira.

Avinner Augusto, afirma que a live será muito especial, por comemorar o aniversário do grupo e o mês do folclore. “Queremos dividir este momento com todos que apreciam a cultura popular e torcem pelo sucesso do grupo. Mesmo com a pandemia do coronavírus, estamos trabalhando com muita dedicação e preparando também um novo espetáculo ‘Raízes Ribeirinhas’, que trará a essência de nossa histórica comunidade, com uma celebração à ancestralidade do povo cuiabano. Estamos lutando para conseguir parcerias para este projeto”, assinalou.

A presidente e fundadora do grupo Flor Ribeirinha, Domingas Leonor, destaca a trajetória e as dificuldades enfrentadas. Ela lembra que, para o grupo alcançar este patamar, foram muitas lutas, barreiras e superações. “Comemorar os 27 anos do grupo, é uma grande alegria e felicidade para todos nós. Peço a Deus, para nos dar força, para continuar  esta missão, de preservar a nossa cultura. Agradeço de coração a nossa equipe e todas as pessoas que nos apoiaram ao longo desses anos”, enalteceu. A Mestre da Cultura Popular, frisa que a Associação Cultural Flor Ribeirinha trabalha incansavelmente no resgate, manutenção e difusão da cultura popular, notadamente o siriri, e outras formas de expressão da cultura regional.

Fotos: Divulgação

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CULTURA

Dos antepassados aos dias atuais: Livro contará história de Vera Capilé 

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Em seus encontros com Vera Capilé, o historiador Luiz Gustavo Lima tem aplicado a metodologia da Tecnologia Social da Memória para realizar pesquisa

Com base nas diretrizes da Tecnologia Social da Memória, metodologia de pesquisa e registro utilizada pelo Museu da Pessoa (SP), o historiador Luiz Gustavo Lima realiza imersão pelas memórias da artista Vera Capilé. O resultado poderá ser conferido em breve, em livro proposto em projeto documental que a homenageia e que foi selecionado no edital Mestres da Cultura.

Luiz Gustavo tem se encontrado regularmente com Vera e também, participou como ouvinte das gravações do documentário. Este, dirigido por Juliana Capilé. Um terceiro produto é uma coletânea com clássicos da carreira de Vera.

“Nesse processo, começamos pelos antepassados dela. Nossa sorte foi que o pai de Vera, seo Sinjão Capilé, e o irmão Júlio, escreveram um livro que conta a saga da família, desde a saída dos Capilé, do interior de São Paulo até chegar em Dourados, Mato Grosso do Sul, quando com Mato Grosso, formava um único Estado. Isso foi lá pelo final do século 19”.

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Então, o registro ancestral é bem fiel. “Sinjão, por exemplo, nasceu na década de 1920 já em Dourados. Então, ela tem esse conhecimento dos primórdios da família, desde Mato Grosso do Sul até a transição para Cuiabá quando bem cedo, ela já começa seu precoce envolvimento com as artes, sempre com o canto, com o teatro”, conta Luiz Gustavo.

O livro segue contando a história de Vera até os dias atuais. As conversas que levavam em média duas horas, foram se desdobrando ao longo de quatro encontros.

Segundo o historiador, dentre os pontos mais marcantes dos relatos de Vera, está a presença muito marcante do pai em sua vida. “Ela esteve sempre muito conectada a ele. Uma figura muito expressiva, um grande orador, político e ainda, um homem das artes, seresteiro, gostava de cantar e tocar violão. Então, há essa facilidade na comunicação, uma das grandes heranças dele para Vera”.

A sensibilidade artística de Vera é tão presente em sua vida que alcança até mesmo a carreira que construiu na Psicologia. “Vera é especializada em psicogerontologia, ciência que se dedica aos cuidados dos idosos e ela se orgulha muito disso e faz com arte”.

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Luiz Gustavo conta que ao ouvir Vera, se emocionava constantemente. “Vê-la construindo a narrativa foi emocionante. Ela carrega uma força descomunal. Tem uma dinâmica da pessoa que entende o valor de sua história. Ao falar e ao seu ouvir, ela vai de certa forma se empoderando ainda mais”.

Para arrematar a coleta de dados, o historiador considera que acompanhar as gravações do documentário foi fundamental. “Ouvi depoimentos de amigos muito próximos, como Ivens Scaff, Jaime Okamura, Vitória Basaia, Glória Albues, Lúcia Palma e o companheiro Waldir Bertúlio, além de amigas de infância e as irmãs que convivem muito perto dela. Os relatos acrescentaram dados complementares”.

O projeto proposto pela produtora cultural Tatiana Horevicht, foi contemplado pelo edital Mestres da Cultura, idealizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

  Por Lidiane Barros

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