Economia
Sedec participa da ExpoEcos 2025 e fortalece apoio ao setor supermercadista e de distribuição
A Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec) está presente na ExpoEcos 2025, o Encontro Centro-Oeste dos Supermercadistas, Atacadistas, Distribuidores, Indústria e Food Service, realizado até o dia 14 de agosto, no Centro de Eventos do Pantanal, em Cuiabá. A secretaria está com um Lounge especial no evento onde os visitantes terão acesso a informações sobre o Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO) e incentivos fiscais do Estado.
No local, os participantes da feira também poderão saber mais sobre as linhas de crédito da Desenvolve MT e o programa MT Garante. O objetivo é ampliar as condições de financiamento e fomentar o empreendedorismo, tanto para empresas consolidadas quanto para microempreendedores.
O secretário de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, ao participar da abertura oficial do evento nesta terça-feira (12.8), destacou que a feira é um dos principais pontos de encontro entre produtores, distribuidores e empresários, fortalecendo as cadeias produtivas e gerando novas oportunidades para o setor.
“Não adianta produzir se não tiver quem distribua. A cada ano que passa, a feira melhora. São mais expectativas de bons negócios, mais capacitação para quem está no segmento. Por isso, todos os anos, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, a gente se junta nesta feira com vocês porque a gente quer estar ao lado de quem trabalha, quem produz, quem gera emprego e quem faz esse Mato Grosso cada vez melhor”, afirmou.
O secretário-chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, reforçou o potencial econômico do Estado e o fato de que Mato Grosso reúne condições únicas para expandir sua economia.
“Na minha visão, não há no nosso território nacional nenhum estado ainda com tanto potencial de desenvolvimento, tão preparado para se desenvolver como o Estado de Mato Grosso. Portanto, nós precisamos nos tornar cada dia mais um estado de empreendedores e é com esse pensamento que hoje a gente tenta conduzir da melhor forma possível o governo do Estado do Mato Grosso”, enfatizou.
Uma das iniciativas apoiadas pela Sedec no evento foi a disponibilização de 30 guichês exclusivos para microempreendedores, em parceria com a Secretaria de Agricultura Familiar (Seaf). A ação permite que pequenos produtores exponham e comercializem seus produtos diretamente para o público da feira.
O presidente da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Alessandro Morbeck, ressaltou a importância dessa participação. “Durante a feira, nós teremos a presença de muitos empresários e os pequenos produtores precisam ter esse acesso à população, aqui a gente atua como esse elo,” disse.
Luciano de Almeida, presidente da Associação Mato-grossense de Atacadistas e Distribuidores (AMAD), destacou o crescimento da ExpoEcos ano após ano e a importância do setor.
“A cada edição esse evento se fortalece. Esse ano foram 100% estandes comercializados. O nosso setor emprega 40.000 funcionários diretos, 10.000 funcionários indiretos e movimenta 40 bilhões de reais por ano.”
A ExpoEcos 2025 é realizada por entidades do setor e espera atrair cerca de 20 mil visitantes ao longo dos três dias, movimentando aproximadamente R$100 milhões e gerando mais de 2 mil empregos diretos e indiretos.
Fonte: Governo MT – MT
AGRONEGÓCIOS
“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO
JB News
por Nayara Cristina
A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.
Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.
Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.
Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.
A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.
Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.
“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.
Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.
O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.
Veja :
-
Estadual7 dias atrásOperação Pentágono desarticula atuação interestadual e responsabiliza envolvidos no ataque em Confresa
-
CUIABÁ7 dias atrásHomem é encontrado morto em motel de Cuiabá com sangramento na cabeça; polícia apura circunstâncias
-
Policial5 dias atrásPolícia Civil desarticula esquema milionário de desvio de dinheiro na Prefeitura de Livramento operação mira ex-servidora, empresário, secretário e PM
-
Economia7 dias atrásLIDE e ALMT reúnem Henrique Meirelles, Hamilton Mourão, Aldo Rebelo Max Ruasi e gigantes da política e da economia nacional para discutir o futuro de Mato Grosso em Cuiabá
-
Policial6 dias atrásLíder religioso é condenado por enganar adolescentes e usar religião para cometer crimes sexuais
-
Policial7 dias atrás“Ela me deu três facadas”, diz idoso de 75 anos preso ao confessar morte brutal de jovem de 20 anos em Tapurah
-
Economia5 dias atrásEm Cuiabá, Aldo Rebelo critica alta de gastos e impostos por parte do governo federal e diz que Brasil trava seu potencial de crescimento, VEJA O VÍDEO
-
CUIABÁ6 dias atrásPaula Calil diz que Plano Diretor de Abilio segue modelo “estilo Curitiba”, mas alerta: Cuiabá não tem o mesmo clima, transporte de qualidade, estrutura para levar polo ecoindustrial à Guia








