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Secretaria-Geral participa de seminário sobre o novo acordo do Rio Doce

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A ministra em exercício da Secretaria-Geral da Presidência da República, Kelli Mafort, participou, nesta segunda-feira (30), da mesa de abertura do 1º Seminário do Novo Acordo do Rio Doce: Perspectivas e Possibilidades para o Desenvolvimento da Região. O evento foi realizado no Auditório do Anexo I do Palácio do Planalto, em Brasília.

Organizado pela Secretaria de Articulação e Monitoramento da Casa Civil (SAM/CC), em parceria com a Secretaria-Geral da Presidência da República, o Gabinete da Presidência da República e o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), o seminário promoveu um espaço de diálogo sobre estratégias e desafios para o desenvolvimento integrado dos territórios atingidos pelo rompimento da barragem de Fundão (MG).

Kelli Mafort destacou a importância de garantir a escuta ativa e a participação efetiva da sociedade civil na construção das ações do novo acordo. “É por isso que considero fundamental a presença de representantes dos movimentos sociais neste seminário, especialmente como palestrantes. A voz dos atingidos e atingidas precisa ser ouvida e considerada. O Movimento dos Atingidos por Barragens (MAB), por exemplo, carrega em sua essência a defesa dos territórios impactados. Do mesmo modo, é essencial ouvir pescadores e pescadoras, representantes da reforma agrária, de assentamentos e acampamentos atingidos”, afirmou.

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Na mesma linha, a diretora do BNDES, Maria Fernanda Ramos, ressaltou o papel articulador do Estado na efetivação das ações previstas no novo acordo. “Esse seminário, portanto, nasce com essa diretriz: a responsabilidade do governo federal, em articulação com o sistema de justiça, com os movimentos sociais e com a sociedade, de fazer com que as ações aconteçam de fato”, declarou.

Também estiveram presentes na abertura do evento Petula Ponciano, secretária-adjunta da SAM/CC; Junior Fidélis, adjunto do advogado-geral da União; Leonardo Castro Mais, representante do Ministério Público de Minas Gerais; e Bruno Araújo Guimarães, representante do Ministério Público do Espírito Santo.

Além da mesa de abertura, a programação contou com quatro painéis temáticos. A primeira mesa abordou o contexto geral do desastre, os modelos anteriores de governança, as oportunidades trazidas pela repactuação e os caminhos possíveis para o futuro.

As demais mesas discutiram os desafios e oportunidades nas três macro-regiões afetadas: Alto Rio Doce, Médio Rio Doce e Baixo Rio Doce/Litoral Capixaba. Os palestrantes foram selecionados por sua experiência na temática, reunindo perfis diversos pesquisadores, representantes de movimentos sociais e gestores públicos.

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Como desdobramento do seminário, será realizada, nos dias 3 e 4 de julho, uma oficina técnica com participação exclusiva de representantes dos ministérios envolvidos.

Fonte: Secretaria-Geral

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Ministério da Justiça e Segurança Pública notifica Google e Apple sobre aplicativos de bets ilegais

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Brasília – 18/4/26 – O Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) enviou ofícios à Google Brasil e à Apple, nesta sexta-feira (17,) solicitando esclarecimentos sobre a disponibilização de aplicativos de apostas ilegais — os chamados bets — em suas respectivas lojas virtuais, a Play Store e a App Store, sem autorização do Ministério da Fazenda.

Os Ofícios nº 455 e nº 456/2026, assinados pelo Secretário Nacional de Direitos Digitais e pelo Secretário Nacional do Consumidor, foram produzidos a partir de monitoramento de rotina da Coordenação-Geral de Classificação Indicativa da Secretaria Nacional de Direitos Digitais (SEDIGI).

O levantamento identificou, em caráter preliminar, inúmeros aplicativos disponíveis para download que aparentemente promovem, ofertam ou viabilizam o acesso a apostas de quota fixa e outras modalidades lotéricas sem autorização regulatória emitida pela Secretaria de Prêmios e Apostas do Ministério da Fazenda.

De acordo com os ofícios, os aplicativos identificados não estão sequer dissimulados sob o pretexto de outras funcionalidades, sendo encontrados com facilidade por meio de termos de busca simples, como a expressão “jogo do Tigrinho”. Exemplos dos aplicativos levantados constam nos anexos dos documentos.

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O Ministério aponta que as condutas identificadas, em juízo preliminar, contrariam a legislação de proteção dos direitos da criança e do adolescente na internet — especificamente o art. 6°, inciso IV, da Lei nº 15.211/2025 — e o Código de Defesa do Consumidor (arts. 10, 18 e 39, inciso IV), podendo resultar em responsabilização solidária de toda a cadeia de fornecedores. Destaca-se ainda o art. 21 do Decreto 12.880/ 2026, que regulamenta o ECA Digital e determina expressamente que lojas de aplicações e sistemas operacionais devem impedir a disponibilização de produtos ou serviços que promovam acesso a loterias não autorizadas pelos órgãos competentes.

As empresas notificadas devem apresentar esclarecimentos circunstanciados e acompanhados de documentação comprobatória sobre as políticas internas aplicáveis à distribuição de aplicativos de apostas; os procedimentos de triagem prévia adotados para verificar autorizações regulatórias e mecanismos de verificação de idade; e uma relação nominal atualizada de todos os aplicativos das categorias Loterias, Apostas, Cassino, Bets e correlatas atualmente disponíveis para usuários no Brasil, com indicação do desenvolvedor responsável, classificação indicativa e autorização regulatória declarada.

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O Ministério ressalta que a lista oficial das operadoras de apostas de quota fixa regularmente autorizadas no âmbito federal é mantida pelo Ministério da Fazenda e está disponível para consulta pública em gov.br/fazenda (acrescentar link), o que torna a verificação da regularidade dos aplicativos uma providência de baixa complexidade operacional.

Os ofícios têm natureza informativa e instrutória, não constituindo, por si sós, aplicação de sanção. Contudo, as respostas apresentadas — ou sua ausência — poderão permitir a instauração de procedimento administrativo próprio.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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