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Regiões produtoras de Mato Grosso recebem o “É Hora de Cuidar”

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Regiões produtoras de Mato Grosso recebem o “É Hora de Cuidar” da Fundação MT

Pós plantio da safra de soja é hora de cuidar da lavoura. Ter informação certa e posicionamentos técnicos são fundamentais para não ter perdas de produtividade e garantir uma boa colheita. Sabendo disso é que a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, está realizando desde o início de novembro a turnê “É Hora de Cuidar”, que tem como público alvo agricultores e responsáveis técnicos das propriedades rurais.

Dessecação da soja, manejo de pragas na cultura da soja e manejo de nematoides são os temas que estão sendo abordados pela equipe de pesquisadores da Fundação MT. O evento é dividido em duas etapas: a primeira aconteceu em nove cidades das regiões médio norte, norte e parecis de Mato Grosso; a segunda rodada será realizada em cinco munícipios das regiões do araguaia e sul do estado.

O pesquisador Lucas Cortinove, da Fundação MT, abordou na primeira rodada do evento sobre a dessecação antecipada da soja e principalmente como evitar erros no momento da dessecação para que não ocorra perdas de produtividade após todos os investimentos terem sido realizados na cultura. De acordo com Lucas, há muito equívocos na hora de realizar a dessecação, um deles é a dessecação muito antecipada que pode acarretar perdas de até dez sacos de soja por hectare.

“O maior cuidado que o produtor precisa ter é em identificar o correto momento para a dessecação. Em uma lavoura, que possui um grande conjunto de plantas, a heterogeneidade entre elas é um dificultador da correta identificação do momento da dessecação da soja. Na dúvida sobre qual o estádio a soja está, o melhor a fazer é adiar a dessecação. Somado a isso, cuidados prévios, principalmente para o momento da semeadura, devem ser levados em conta para que seja possível ter as lavouras na maior uniformidade possível e evitar perdas em função da desuniformidade da soja”, alertou o pesquisador. Na segunda rodada do “É Hora de Cuidar 2019” esse assunto será apresentado pelo pesquisador da Fundação MT, Franklin Guimarães.

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Os nematoides se não controlados são outros fatores que podem interferir no desenvolvimento das plantas de soja e consequentemente nos resultados de produção. A pesquisadora Rosangela Silva, da Fundação MT, apresenta nesse evento informações sobre posicionamento quanto ao manejo dos nematoides. “Nesse momento estamos frisando a importância da identificação das espécies. Estamos apresentando algumas dicas de identificação no campo, os principais sintomas e como coletar as amostras de forma mais adequada. Também estamos recapitulado as ferramentas de manejo e algumas dicas para a escolha delas.”

As pragas da soja são outros gargalos que podem ocasionar perdas de produção. Elas podem causar danos nas estruturas reprodutivas e na maioria das vezes a cultura não consegue recuperar em relação ao dano ocasionado. De acordo com Lúcia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, as principais pragas que produtor e equipe devem ter mais cautela são o percevejo marrom Euschistus heros, a mosca branca, as lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda.

No caso do percevejos a pesquisadora explica que o dano é causado a partir do estágio de formação de canivetinho, mas é importante acompanhar sua população desde o período vegetativo com o objetivo de manter a população em níveis baixos. Já a mosca branca que é uma praga que ocorre em várias regiões do estado, pode ter aumento precoce de população pelo atraso no plantio e precipitações mais irregulares, e ocasionar danos consideráveis de perdas de produção se não for realizado o controle efetivo.

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Quanto as lagartas, Lúcia Vivan afirma que “nessa safra já se observou presença de Helicoverpa armigera em algumas regiões, seu controle nesse momento inicial é importante, para não termos problemas futuros. Para Spodotpera frugiperda é importante acompanhar essa população, pois já em três safras que se observa presença dessa espécies na cultura da soja e ao longo dos anos se tem aumento dessa praga dentro do sistema de produção. Como a soja Intacta não controla essa espécie os problemas mais sérios são em áreas com plantios com cultivares Bt, devido ao não uso de produtos lagarticidas ao longo do desenvolvimento da cultura.”

O “É Hora de Cuidar” é um evento gratuito e as inscrições podem ser feitas no local do evento. A equipe técnica já percorreu as seguintes cidades: Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Tangará e Diamantino. A segunda rodada do evento será realizada de 02 a 05 de dezembro em outras cinco cidades. Mais informações no www.fundacaomt.com.br

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AGRONEGÓCIOS

China quer renegociar preços da carne bovina do Brasil

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– Folha

As negociações Brasil e China no setor de carne bovina passam por um soluço. *Os importadores chineses não querem mais pagar os preços acertados pela carne e propõem uma renegociação dos valores. Na avaliação deles, os preços estão elevados, os lucros da indústria são grandes e o câmbio permitiria um novo acerto.*

Essa renegociação afeta pequenos e grandes frigoríficos, mas os que estão chegando agora ao mercado chinês, devido à ampliação de indústrias habilitadas a exportar para o país asiático no final de 2019, estão com mais dificuldade nessas renegociações.

Muitos deles fizeram empréstimos para as operações de embarque e agora têm dificuldades para receber os valores acertados . Essa mudança de preço proposta pelos importadores ocorre tanto em produtos que ainda estão em navios em direção à China quanto nos que já chegaram ao país.

Na avaliação dos brasileiros, os preços realmente subiram muito, principalmente nos meses finais de 2019. Quem elevou esses valores, porém, foi a própria China.

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Ao aumentar as compras de carne em plena entressafra de bois no Brasil, os chineses provocaram uma explosão nos preços do animal no pasto. Os valores chegaram a R$ 231 por arroba. Agora estão em R$ 192, segundo o Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada).

As indústrias brasileiras pagaram esses valores elevados e a renegociação nos patamares propostos pelos importadores não cobriria os custos do boi e da operação de exportação.

*Após um grande frigorífico da América do Sul fazer negócios recentes com os chineses a preços menores, eles querem esse novo valor como parâmetro.

Segundo o dirigente de um sindicato do setor, há um novo contexto preocupante . A oferta de gado no pasto é pequena, os preços do boi vão se manter elevados, próximos de R$ 190 por arroba, e os valores que a China quer pagar não cobrem os custos da indústria nacional.*

Com isso, haverá redução de oferta de carne para os chineses no primeiro semestre. Alguns exportadores estão tentando desviar a carne para o Irã, outro importante comprador do Brasil, mas os negociadores do país persa seguramente vão levar em consideração esse novo cenário.

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A China importou um volume de carne sem precedentes no ano passado, devido à peste suína africana no país. Estimativas indicam compras no valor de US$ 14 bilhões.

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