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Ranalli critica Mauro Mendes e se coloca como representante da direita; VEJA O VÍDEO

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Ana Paula Figueiredo

Vereador chama governador de “imperador” e sugere disputa ao Senado para barrar influência sobre grupo bolsonarista

O vereador Rafael Ranalli (PL) voltou a criticar o governador Mauro Mendes (União Brasil) durante entrevista nesta segunda-feira (17), acusando-o de tentar se apropriar do grupo político bolsonarista em Mato Grosso. As declarações ocorrem em meio a uma série de trocas de ofensas entre Mendes e o deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), atualmente nos Estados Unidos.

Em entrevista ao Jornal da Cultura (90.7 FM), Ranalli classificou Mauro Mendes como “imperador de Mato Grosso” e disse que o governador busca impor sua influência para conquistar votos conservadores da extrema-direita.

“Ele quer empurrar o governo goela abaixo, mexer nas chapas e até eleger os secretários dele, incluindo a esposa. Ele é o imperador e vai escolher todo mundo? Não é assim que funciona”, afirmou.

O vereador criticou a postura de Mendes diante de Eduardo Bolsonaro, dizendo que o governador não respeita o modo de pensar dos bolsonaristas e, por isso, não deveria integrar o grupo. Ranalli afirmou ainda que o embate revela “quem é bolsonarista e quem não é” na política mato-grossense.

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“Se ele não gosta do jeito que os bolsonaristas pensam, então ele não tem o que fazer aqui. Só que ele sabe que aqui tem 60% dos votos”, destacou.

O parlamentar também se colocou como alternativa ao Senado, caso Mendes tente consolidar sua influência: “Se for para barrar a entrada do Mauro aqui, eu me coloco como segundo candidato na chapa bolsonarista. Sei que é Davi contra Golias, mas eu represento o bolsonarismo”.

O vereador ainda criticou a gestão estadual e a execução de obras em Cuiabá, afirmando que o governo age com prioridades seletivas. “Para chegar aqui não tem condição a Prainha agora. Falta mão de obra? Agora para mexer no parque dele, não falta mão de obra. Ah, então para, né?”, disse o vereador.

Neste mês, o presidente do PL estadual, Ananias Filho, chegou a afirmar que o nome de Ranalli era sondado para o Senado, mas depois admitiu que as chances do vereador são pequenas, apesar de ele representar o “bolsonarismo raiz”.

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Policial penal de Tangará da Serra é condenado a mais de 11 anos por esquema de tráfico e corrupção dentro de presídio

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JB News

Por Emerson Teixeira

A condenação de um policial penal por envolvimento em um esquema de entrada de celulares e drogas no Centro de Detenção Provisória (CDP) de Tangará da Serra expõe uma grave quebra de confiança dentro do sistema prisional de Mato Grosso. A sentença foi assinada pelo juiz Ricardo Frazon Menegucci, que reconheceu a prática de tráfico de drogas, corrupção passiva e facilitação da entrada de aparelhos telefônicos na unidade.

Segundo a decisão judicial, o servidor se aproveitou da função pública para introduzir de forma clandestina celulares, acessórios e entorpecentes dentro do presídio, beneficiando detentos e recebendo vantagens indevidas para isso. Em uma das situações investigadas, ficou comprovado que ele recebeu R$ 2,5 mil para facilitar a entrada de um aparelho celular no interior da unidade prisional.

As investigações reuniram um conjunto de provas que incluiu apreensão de celulares, drogas e acessórios, além de depoimentos de testemunhas e imagens do sistema de monitoramento interno. O processo apontou que o policial utilizava o acesso privilegiado a áreas restritas do CDP para viabilizar a entrada dos materiais ilícitos, driblando a fiscalização interna.

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Em um dos episódios, ele foi flagrado ao tentar ingressar novamente com celulares e acessórios no presídio, mas acabou interceptado antes de concluir a ação. Em outro caso, ficou comprovada a entrada de porções de maconha e cocaína destinadas a presos da unidade.

Na sentença, o magistrado ressaltou a gravidade da conduta, principalmente pelo fato de o condenado ser um agente público encarregado de zelar pela segurança do sistema prisional. Para o juiz, a atuação do servidor comprometeu a confiança da administração pública e fortaleceu a atuação de grupos criminosos dentro do cárcere.

Ao final do julgamento, o policial penal foi condenado a 11 anos e 6 meses de reclusão, além de 5 meses e 18 dias de detenção, em razão do concurso material dos crimes, e ao pagamento de multa. A decisão também determinou a perda do cargo público e do porte de arma, por incompatibilidade entre a permanência na função e a gravidade dos crimes praticados.

 

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