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Raio atinge manifestantes no Eixo Monumental e deixa ao menos oito em estado grave durante caminhada por justiça e liberdade em Brasília

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JB News

Da redação

Um raio que caiu no início da tarde desta sexta-feira (data) provocou pânico e deixou 72 pessoas atendidas durante a manifestação que acompanhava a caminhada organizada pelo deputado federal Nicolas Ferreira, no Eixo Monumental, em Brasília. O ato reunia apoiadores da pauta de “justiça e liberdade” e também protestava contra a prisão do ex-presidente Jair Messias Bolsonaro, atualmente detido no Complexo da Papuda, por determinação do Supremo Tribunal Federal (STF).

De acordo com informações apuradas no local, 34 pessoas precisaram ser encaminhadas a hospitais da rede pública do Distrito Federal. O Hospital de Base recebeu ao menos 13 vítimas, enquanto oito pessoas seguem em estado grave, segundo relatos de equipes de resgate.

Testemunhas afirmam que o raio atingiu um grupo de manifestantes que estava próximo a uma grade de segurança metálica, o que pode ter potencializado os efeitos da descarga elétrica. Há registros de queimaduras, dores no peito, desmaios e forte abalo emocional entre os atingidos.

Além das vítimas diretamente afetadas pelo raio, parte dos atendimentos ocorreu por hipotermia, em razão da chuva intensa e da exposição prolongada ao frio durante a mobilização. As vítimas receberam os primeiros socorros em uma tenda montada pelo Corpo de Bombeiros, instalada nas proximidades do local da manifestação.

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Imagens registradas por equipes de reportagem e por participantes mostram o momento do atendimento emergencial, com ambulâncias, bombeiros e profissionais de saúde prestando socorro às vítimas no Eixo Monumental.

A manifestação fazia parte do ato organizado pelo deputado Nicolas Ferreira, que iniciou uma caminhada em Paracatu, Minas Gerais, percorrendo mais de 240 quilômetros até Brasília. Ao longo do trajeto, o movimento ganhou força e passou a contar com a adesão de deputados, lideranças políticas e centenas de apoiadores, que se juntaram ao protesto em defesa da liberdade, da justiça e em questionamento às decisões do STF.

O ato também reuniu manifestantes que aguardavam a chegada do grupo em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, preso e condenado a mais de 27 anos de reclusão no âmbito da chamada trama golpista.

Até o momento, o Corpo de Bombeiros e a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal ainda não divulgaram um balanço oficial detalhado sobre o ocorrido. As autoridades seguem monitorando o estado de saúde das vítimas e a situação da manifestação, que deve ser encerrada na região central de Brasília.

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A reportagem segue acompanhando o caso e trará novas informações assim que os órgãos oficiais se manifestarem.

 

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Senasp abre inscrições para pós-graduação em inteligência e Inovação no enfrentamento ao crime organizado

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Brasília, 29/01/2026 – A Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC), por meio da parceria com a Diretoria de Ensino e Pesquisa (DEP) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp) do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP), abriu as inscrições para a segunda edição da Especialização em Inteligência e Inovação Aplicadas no Enfrentamento ao Crime Organizado. O curso é voltado à qualificação de profissionais que atuam no Sistema Único de Segurança Pública (Susp). O início das aulas está previsto para março de 2026.

Ao todo, são oferecidas 270 vagas para profissionais da Polícia Militar, Polícia Civil, Polícia Técnico-Científica, Corpo de Bombeiros, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Federal, Polícia Penal Estadual e Polícia Penal Federal de todo o Brasil, conforme os critérios estabelecidos em edital.

As inscrições seguem abertas até 22 de fevereiro deste ano e devem ser feitas exclusivamente pelo portal da UFSC, no endereço:
https://inteligenciaeinovacao.paginas.ufsc.br/edital/

A especialização foi estruturada para responder aos desafios contemporâneos do enfrentamento ao crime organizado, com foco no uso estratégico da inteligência e da inovação tecnológica. A proposta pedagógica prevê a aplicação de ferramentas como big data, inteligência artificial, análise de dados e geoprocessamento, aliadas a metodologias tradicionais de investigação e análise criminal.

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Segundo o Secretário Nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, o investimento em formação qualificada é um dos pilares da política nacional de segurança pública. “O enfrentamento ao crime organizado exige capacidade técnica, integração entre instituições e domínio de ferramentas modernas de inteligência. Essa especialização fortalece a atuação dos profissionais do Susp e consolida uma estratégia nacional baseada em conhecimento, inovação e cooperação federativa”, afirma.

A formação adota uma abordagem multidisciplinar, com a incorporação de dimensões legais, econômicas, tecnológicas e sociais do fenômeno criminal. Também estimula o trabalho colaborativo entre diferentes órgãos de segurança pública.

Formação estratégica e inovação aplicada

A diretora de Ensino e Pesquisa do MJSP, Michele dos Ramos, ressalta que a iniciativa reafirma o compromisso da Senasp com a qualificação permanente dos profissionais da área. “A pós-graduação em Inteligência e Inovação foi concebida para articular teoria e prática, promovendo uma formação avançada que dialogue com a complexidade dos territórios e com as novas dinâmicas do crime organizado. Trata-se de uma política estruturante, que valoriza o conhecimento como ferramenta essencial para a segurança pública”, destaca.

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A especialização integra o conjunto de ações desenvolvidas pela Senasp no âmbito da Rede Nacional de Altos Estudos em Segurança Pública (Renaesp), rede que articula instituições de ensino superior e órgãos de segurança pública em todo o Brasil, com foco na produção de conhecimento aplicado e na formação de alto nível para o Susp.

Com a abertura da segunda turma, o MJSP amplia o alcance de uma iniciativa que busca consolidar práticas inovadoras, promover a integração institucional e qualificar a atuação dos profissionais responsáveis pela prevenção e repressão ao crime organizado em âmbito nacional.

Fonte: Ministério da Justiça e Segurança Pública

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