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Quarentena modifica hábitos de consumo das famílias que passam a cozinhar mais em casa

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Quarentena modifica hábitos de consumo das famílias que passam a cozinhar mais em casa

A quarentena motivada pelo novo coronavírus vem modificando os hábitos de consumo das famílias no mundo todo. A tendência é que essas mudanças que passam tanto pelo setor de alimentos, quanto pelos supermercados e na rotina dos lares, permaneça mesmo depois do tão esperado fim da pandemia.

De acordo com uma pesquisa da Nielsen Brasil, os latino-americanos, incluindo 50% das famílias brasileiras, mudaram drasticamente os hábitos de consumo, com grandes aumentos nas compras de despensa e limpeza. Itens básicos para cozinhar em casa, como arroz, feijão, farinha, óleo e produtos frescos, como frutas e legumes, tiveram significativo aumento na procura pelos consumidores. Entretanto, a ida aos estabelecimentos, segundo a pesquisa, caiu 6,5% na última semana de março, em contrapartida, o número de itens no carrinho de compras subiu 22%.

“As pessoas estão cozinhando mais em casa, optando por frutas e legumes. Mas também percebemos que houve aumento do ticket médio de produtos para as crianças, como chocolates, iogurtes, salgadinhos e biscoitos”, avalia o gerente regional do Fort Atacadista em Mato Grosso, Gustavo Desidério.

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A constatação do gerente reflete que mesmo diante da recessão provocada pelo novo coronavírus, as famílias não deixam de adquirir alguns “mimos”, principalmente porque as crianças estão em casa.

Desidério afirma ainda que o consumo de produtos de limpeza, como água sanitária, cloro e álcool gel também tiveram considerável aumento. “A mudança de consumo é perceptível, os clientes tentam comprar mais rápido, tem mais pressa, mesmo com todas as medidas de prevenção adotadas”, esclarece.

O Fort Atacadista, com três unidades em Mato Grosso, nas avenidas Fernando Corrêa da Costa e Miguel Sutil, em Cuiabá, e na avenida da FEB, em Várzea Grande, passou a operar seguindo todas as recomendações de higienização dos órgãos oficiais, como marcações de distanciamento nas filas, uso de máscaras, limpeza frequente de carrinhos e disponibilidade de álcool gel. Também foram colocados painéis de acrílico para aumentar a proteção entre funcionários e clientes.

Adaptação

Para o presidente da Associação de Supermercados de Mato Grosso (Asmat), Alessandro Morbeck, a principal mudança de comportamento dos consumidores foi em relação a adaptação aos novos horários de funcionamento das lojas nas primeiras semanas de confinamento.

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“Não faz parte da cultura do mato-grossense ir às compras no período da tarde, por exemplo, então nos primeiros dias dos decretos da Prefeitura de Cuiabá e do Governo do Estado notamos bastante movimento em alguns estabelecimentos, mas logo a população começou a se conscientizar e foi normalizado”, concluiu.

Fotos: Assessoria
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Governo de MT reduziu despesas em mais de R$ 1 bilhão em 2019, comprova auditoria do CGE

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Relatório da Controladoria mostrou que Estado cortou gastos e incrementou receitas

Lucas Rodrigues | Secom-MT

Palácio Paiaguás – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

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O Governo de Mato Grosso reduziu suas despesas em R$ 1,03 bilhão durante o ano de 2019. A informação consta no Relatório Técnico Conclusivo das Contas do ano passado, elaborado por auditores da Controladoria Geral do Estado.

O documento será entregue nesta segunda-feira (1º de julho) ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT) pelo governador Mauro Mendes, juntamente com o controlador-geral do Estado, Emerson Hideki, e os secretários Mauro Carvalho (Casa Civil) e Rogério Gallo (Fazenda).

“Esse resultado é fruto das medidas que tomamos desde o início da gestão, quando encontramos o Estado em uma situação muito difícil, com mais de R$ 4 bilhões em dívidas. Reduzimos de 25 para 16 secretarias, cortamos cargos, renegociamos contratos e dívidas bancárias, fizemos ajustes fiscais necessários e também criamos um ambiente menos burocrático, que incentiva os investimentos e fortalece a economia”, afirmou o governador.

A auditoria da CGE mostrou que a Lei Orçamentária Anual (LOA) estimou que o Estado teria uma receita total de R$ 19,2 bilhões e despesas na ordem de R$ 20,9 bilhões. Desta forma, a previsão era que o Governo encerraria o ano com déficit bilionário.

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Porém, com as medidas tomadas pela gestão, foi possível incrementar a receita para R$ 20,7 bilhões. Já as despesas estimadas inicialmente em R$ 20,9 bilhões foram reduzidas para R$ 19,8 bilhões, ou seja, uma economia de R$ 1.031.287.895 bilhão.

Além da redução de despesas, a auditoria demonstrou que o Governo conseguiu “virar o jogo” em 2019, tendo conseguido angariar mais receitas (R$ 20,7 bilhões) do que despesas (R$ 19,8 bilhões), o que não acontecia desde 2015.

“Verifica-se que no exercício de 2019 houve resultado orçamentário positivo de R$ 870,6 milhões”, diz trecho da auditoria.

É importante destacar que a economia foi possível sem comprometer os serviços essenciais. Pelo contrário, todos os repasses aos Poderes e municípios, relativos a 2019, foram pagos rigorosamente em dia.

Menos dívidas

Outro dado positivo trazido pelo relatório foi a redução significativa dos restos a pagar.

“Em comparação com o exercício de 2018, a diferença foi de R$ 680,9 milhões, ou seja, queda de 28,7%”, afirmou a CGE.

Na prática, isso significa que o Estado eliminou boa parte do estoque das dívidas deixadas em gestões anteriores.

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O relatório também constatou que o Estado de Mato Grosso incrementou as receitas primárias em 3% e reduziu as despesas primárias em 7,9%, além de ter cumprido com os repasses definidos em lei para Educação e Saúde e observado as normas para o teto de gastos e o Regime de Recuperação Fiscal.

A CGE também pontuou que as auditorias realizadas pelo órgão geraram mais de R$ 279 milhões de economia em contratos e expectativa de ressarcimento ao Governo do Estado. Também é citado na auditoria que foi possível recuperar mais de R$ 194 milhões com os acordos de leniência firmados com seis empresas que praticaram irregularidades.

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