CULTURA

Projeto aprovado pela Secretaria Municipal de Cultura tem sua primeira ação nessa sexta-feira no Centro Cultural Casa Cuiabana

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Projeto aprovado pela Secretaria Municipal de Cultura tem sua primeira ação nessa sexta-feira no Centro Cultural Casa Cuiabana

Por Carol Damasceno

O Projeto Exposição Histórica – IRIGARAY – ARTE – IKUIAPÁ, aprovado pela Secretaria Municipal de Cultura através do EDITAL/FUNDO 2019 – Fundo Municipal de Apoio e Estimulo à Cultura em Cuiabá tem seu início nessa sexta-feira (14.02), no Centro Cultural Casa Cuiabana. A proposta do projeto Exposição Histórica – IRIGARAY – ARTE – IKUIAPA segue em direção ao exercício da contemplação, sobretudo, a experimentação de alguns fatos da história como a construção de valores, a cultura viva,  as tradições e  o viver. A proposta de ocupar com arte, sempre remete uma reflexão sobre o processo de melhor utilização dos espaços da cidade, nesse sentido, o projeto pretende ocupar alguns espaços da Cuiabá antiga, centro histórico e o seu entorno.

A exposição  Gestual – Irigaray – Arte – Ikuiapá, ocupando todo o espaço interno do Centro Cultural Casa Cuiabana, tem como proposta a ocupação de espaços públicos e privados no Centro Histórico e adjacências, criação e delimitação de um território e a difusão de seus valores culturais passando a ser dessa forma uma plataforma a ser utilizada pela ARTE/ VIDA/ EDUCAÇÃO.

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Essa primeira ação do projeto Exposição Histórica – IRIGARAY – ARTE – IKUIAPÁ, vai até o dia 6 de março e ao longo da exposição serão oferecidas duas oficinas para os professores das escolas estaduais e municipais de Cuiabá. A primeira oficina é sobre como a inserção das artes visuais pode ser um agente transformador nessas escolas e nas vidas dos estudantes e a segunda oficina, nessa mesma linha de pensamento, abordará a construção de rimas.

O Centro Cultural Casa Cuiabana, onde acontecerá a exposição e as oficinas, se tornou um patrimônio histórico de Mato Grosso desde 1983, foi construída no século XVIII. A Casa Cuiabana é um Centro Cultural do Estado de Mato Grosso que tem como objetivo promover e preservar a cultura Matogrossense, valorizando todos os seguimentos artísticos.

IRIGARAY

Natural de Alto Araguaia (MT), Clóvis Irigaray é um dos artistas que mais representa a gênese da pintura moderna em Mato Grosso ao lado de nomes como Humberto Espíndola, João Sebastião e Dalva de Barros.

Com um currículo primoroso, Irigaray já participou da Bienal de São Paulo, Salão Nacional de Arte Moderna do Rio de Janeiro e o Panoramas das Artes de Mato Grosso, no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT, entre vários outros espaços culturais.

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Em 2013 foi nomeado Embaixador das Artes pela Academia Francesa de Artes, Letras e Cultura e também foi convidado para expor seu trabalho no Museu do Louvre, em Paris, um dos maiores e mais conceituados do mundo.

Serviço:

Exposição Gestual – Irigaray – Arte – Ikuiapá

Local: Centro Cultural Casa Cuiabana

Horário: 08h30 às 11h30 – 14h00 às 17h (segunda a sexta-feira)

Entrada Gratuita

Endereço: Av. Gen. Valle, 181 – Bandeirantes (próximo ao Pronto Socorro de Cuiabá)

Informações: (65) 9 9224-8215

Carol Damasceno

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CULTURA

Exposição Santos da Baixada abre programação cultural dos 50 anos da UFMT

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A exposição Santos da Baixada migra de Rosário Oeste para Cuiabá. No dia 13 de fevereiro, às 20 horas, os artistas Luzo Reis e Antônio Siqueira recebem o público para a abertura da temporada na capital mato-grossense.

A mostra fica em cartaz no Museu de Arte e Cultura Popular da UFMT até o dia 13 de março e pode ser conferida gratuitamente, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

Com seus registros de festejos populares, os fotógrafos eternizaram momentos singulares das festas de santo realizadas na Baixada Cuiabana. Eles percorreram nove municípios captando a essência da religiosidade do povo ribeirinho expressa em suas tradições.

O pró-reitor de Cultura, Extensão e Vivência da UFMT, Fernando Tadeu de Miranda Borges pontua que a exposição inaugura a programação cultural de comemoração dos 50 anos da Universidade Federal de Mato Grosso.

“E ela realça não só a forte relação da instituição com a sociedade, como também, reafirma o compromisso que temos com a cultura popular de nosso Estado. A UFMT continua trilhando um caminho de ampliar o conhecimento científico, mas sempre respeitando os saberes populares”.

Beleza com simplicidade

Fernando Tadeu alça o valor simbólico dos trabalhos. “Essa exposição é ouro. Ouro nos 50 anos da universidade. As fotos são reveladoras de todo o modo de viver de uma sociedade e neste caso, transpõe o cotidiano do ribeirinho. E o divino disso tudo, fica visível”.

Para o pró-reitor, as imagens trazem a beleza com simplicidade. “Elas são exuberantes nas cores. Além disso, nas festas de santo, tudo acontece. É um ambiente político. Amizades são fortalecidas, surgem casais, milagres e a imaginação e imaginário ficam visíveis”.

Ele celebra o fato de ter entre os expositores, um funcionário da Procev. “Para nós é um orgulho abrir a temporada com os trabalhos de Luzo Reis”.

Prata da casa

A exposição também entusiasma a coordenadora do Centro Cultural, Thania Monteiro de Arruda. “Além do trabalho fotográfico de muita qualidade, ele é funcionário da universidade. É a primeira vez que temos dentre os artistas expositores um agente cultural da UFMT”, destaca.

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Com o catálogo da exposição em mãos, ela contempla as fotos e revive também um pouco de sua história. “Cuiabana de pai e mãe, das tradicionais famílias Ponce de Arruda (por parte de pai) e Cuiabano Monteiro da Silva (por parte de mãe), frequentei muitas festas de santo em Cuiabá. Me unia à família na preparação da comida, cultivava a religiosidade e até dançava siriri”, se diverte.

De acordo com Luzo Reis, a mostra traz registros de festas em Cuiabá, Várzea Grande, Poconé, Nossa Senhora do Livramento e nas comunidades de Bom Jardim, em Nobres; Mimoso, em Barão de Melgaço; Varginha, em Santo Antônio do Leverger e Mata Grande, em Chapada dos Guimarães.

Festança nas comunidades ribeirinhas

A ideia surgiu em 2015, quando Luzo se reencontrou com o primo, Antônio Siqueira, morador de Rosário Oeste.

A partir daquele [re]encontro os dois se viram várias vezes e a convite de Antônio cumpriram circuito de festas da região.

“Antônio é personalidade já conhecida por todos na cidade. Desde a década de 1990 registra festas de santo e o cotidiano de Rosário. Com sua humildade, vê na deferência e nos trejeitos despojados de seu povo atributos de uma vida virtuosa que alia trabalho duro, com momentos de partilha, fé e alegria”, declara Luzo.

Por sua vez, Antônio diz que aprendeu muito com essa troca de experiência.

“A criatividade e a técnica de Luzo foram inspiradoras para o meu trabalho. Foi uma troca que vivenciamos, não só com as pessoas das comunidades por onde passamos, mas principalmente, entre dois parentes, dois fotógrafos”, se diverte.

Além de trabalhar, Siqueira “entrega” que os dois se divertiram muito nas festas e morador de Rosário, ele conta que já tem ouvido muitos burburinhos. “Dia desses, quando viu o banner de divulgação uma moça me ligou para contar que era o avô dela que estava na foto. O resultado do projeto tem sido alvo de muita expectativa nas comunidades”.

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Na região, eles frequentaram as festas à Nossa Senhora da Guia, na comunidade de Igrejinha; em homenagem a Nossa Senhora da Piedade, no bairro Taboão e da festa da Rua da Barra, no centro de Rosário, que é em devoção a São Benedito.

O projeto de pesquisa e documentação fotográfica de Luzo e Antônio é fruto da curiosidade dos fotógrafos em conhecer os festejos, as peculiaridades existentes em cada localidade e as histórias por trás das festas. Explora a riqueza imagética e outras manifestações culturais e artísticas que não podem faltar a elas, como o cururu, siriri, procissões, ladainhas, adoração, lambadão e culinária ribeirinha, dentre outros elementos.

O projeto foi aprovado por edital da Secretaria de Estado de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT) e conta com apoio das prefeituras de Chapada dos Guimarães, Rosário Oeste, Pró-Reitoria de Cultura, Extensão e Vivência, da Universidade Federal de Mato Grosso e Museu de Arte e Cultura Popular.

Em caráter itinerante, logo, a exposição chega à Chapada dos Guimarães.

Serviço:

Exposição Santos da Baixada

De Luzo Reis e Antônio Siqueira

Circulação Cuiabá

Abre dia 13 de fevereiro, às 20h e segue até o dia 13 de março

Visitação gratuita, de segunda a sexta-feira, das 7h30 às 11h30 e das 13h30 às 17h30.

O Museu de Arte e Cultura Popular está instalado no Centro Cultural da Universidade Federal de Mato Grosso, que fica na avenida Edgar no Centro Cultural Vieira, S/N, Boa Esperança, Centro Cultural da UFMT Cuiabá-MT.

Saiba mais:

fb.com/santosdabaixadaexpo

@santosdabaixada_

www.santosdabaixada.com

Lidiane Barros

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