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Produtores de algodão enfrentam cenário desafiador com preços baixos e custo de produção elevado

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Os agricultores que plantam algodão estão com a margem apertadíssima entre o custo de produção e o preço da pluma. A alta do dólar, o alto preço dos defensivos agrícolas, das sementes e dos fertilizantes, o preço baixo, as reduzidas comercializações do produto, podem puxar uma queda da área de plantação em Mato Grosso. A guerra comercial entre os Estados Unidos e a China pode ser a luz no fim do túnel. Enquanto isso não é definido, cabe ao cotonicultor retomar as estratégias da atividade agrícola e fazer com excelência o trabalho de casa.

“Esse é mais um momento de desafios para toda a cadeia produtiva do algodão. É um cenário em que especialmente o produtor terá de mostrar conhecimento, ser eficaz nas boas práticas agrícolas e usar a tecnologia. A agronomia permite tomadas de decisões e tecnologia não significa mais consumo, e sim informação, a junção do conhecimento científico aplicada à uma atividade”, afirma Leandro Zancanaro, diretor técnico da Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT.

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A seleção das melhores áreas com alto potencial produtivo, o uso da poupança do solo, o plantio de variedades mais precoces, o manejo cultural são algumas das alternativas apontadas por Zancanaro para o cotonicultor conseguir reduzir os custos de produção e aumentar a produtividade. “Tudo isso é muito possível. É um grande desafio para a classe produtora enfrentar esse cenário não muito favorável, mas precisamos olhar para as opções”, destacou o diretor técnico durante o XI Encontro Técnico de Algodão que acontece em Cuiabá.

Para Daniel Latorraca, superintendente do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), mudanças, mesmo que pequenas, podem ocorrer se houver reação do mercado consumidor, como por exemplo do mercado asiático. “Se a guerra entre Estado Unidos e a China prolongar talvez possamos fazer frente ao mercado. Mas isso vai depender da área que os cotonicultores irão plantar.”

Segundo Latorraca, a preocupação maior é com os produtores que não comercializaram seu produto. Na safra anterior cerca de 60% da produção já estava comercializada com bons preços nessa época do ano. Da safra atual, apenas 44% foram até agora negociada. “Quem não vendeu seu algodão está numa situação complicadíssima. Não há previsão de melhorias dos preços e o custo de produção manteve em patamar elevado. É momento do produtor realmente lançar mão de todo conhecimento que ele tem sobre plantar e colher bem.”

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O produtor Sergio De Marco e ex-presidente da Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa) e da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) também concorda que o cenário da safra 19/20 vai exigir muito de toda classe produtora. “Teremos de tirar alternativas da cartola, e elas existem. É mais uma oportunidade de criarmos soluções em meio da crise e tomar decisões mais assertivas.”  

 



         Julianne Caju
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Kalil Baracat cobra melhorias na pavimentação de bairros

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O vereador por Várzea Grande, Kalil Sarat Baracat de Arruda apresentou duas indicações que visam melhorias na pavimentação asfáltica de dois bairros da cidade.

Sua primeira indicação solicita do Poder Executivo Municipal junto à Secretaria de Infraestrutura a necessidade de serviços de tapa buracos e reparos na pavimentação asfáltica nas ruas do bairro Jardim Novo Horizonte, em sua totalidade.

Segundo Kalil a proposta é urgente e visa à realização de “tapa buracos” e reparos na pavimentação asfáltica.

“As ruas do bairro em questão encontram-se totalmente esburacadas, quase sem condições de tráfego, provocando pequenas colisões e avarias nos veículos dos que por ali transitam. É tamanha a calamidade em que se encontram as vias que não é possível especificar onde e quão grandes são os buracos. Atender à solicitação daquela comunidade é cumprir com o dever social e zelar pelo bem público e pelos munícipes”, explica o vereador.

Os moradores do bairro Jardim Potiguar também vem passando pelo mesmo problema e dessa forma, Kalil também indicou a necessidade de serviços de tapa buracos e reparos na pavimentação asfáltica em todas as ruas do bairro.

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“ As ruas Jardim Potiguar estão cheias de buracos com o aumento do fluxo de veículos pela região devido aos desvios das obras da Copa, quase que sem condições de tráfego. Além da falta de conforto e segurança, os buracos deixam o bairro com aspecto feio e mal cuidado desvalorizando os imóveis construídos ali. Dezenas de colisões com prejuízos financeiros e lesões físicas são registradas todos os dias naquele local”, disse Kalil Baracat.

 

Michelle Carla Costa

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