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Primeira-dama e Setasc entregam 11 mil cestas natalinas em Cuiabá

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Ana Paula Figueiredo

Programa SER Família Solidário beneficia famílias em vulnerabilidade social e reforça acolhimento e atenção à comunidade

 

A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes, e o secretário de Estado de Assistência Social e Cidadania, Klebson Gomes, realizaram nesta quinta-feira (11.12) a entrega de 11.264 cestas natalinas do programa SER Família Solidário Natal Abençoado 2025 em cinco bairros de Cuiabá.

Um dos beneficiários, o senhor Antônio Ferreira, de 72 anos, morador do bairro Jardim Vitória, destacou o valor afetivo da iniciativa. “Eu passo o Natal quase sempre sozinho. Receber essa cesta me emocionou. É mais do que comida, é um gesto de carinho e a certeza de que ainda somos vistos e importamos”, afirmou.

As entregas aconteceram em pontos estratégicos da capital: Escola Estadual Mário de Castro (Pedra 90), Espaço Torres (Osmar Cabral), Escola Clênia Rosalina Souza (Itamaraty), Comunidade São José (Primeiro de Março) e Comunidade Nossa Senhora Aparecida (Jardim Vitória). Os kits incluíam alimentos tradicionais da ceia natalina, panetone e caixa de bombom.

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Virginia Mendes ressaltou a importância social da ação. “Ver essas cestas chegando às mesas das famílias e garantindo um Natal mais digno é muito especial. Essas ações representam cuidado, esperança e a certeza de que ninguém está sozinho”, afirmou.

O secretário Klebson Gomes destacou o trabalho integrado da rede socioassistencial. “Essa entrega é resultado de um esforço conjunto entre Setasc, municípios e lideranças comunitárias. Sabemos o quanto esse apoio faz diferença e seguimos comprometidos com políticas públicas que tragam dignidade e segurança alimentar”, disse.

Moradores também expressaram gratidão. Maria das Neves, do bairro Pedra 90, disse que a cesta chegou no momento certo: “Agora sei que vou preparar algo especial para meus filhos. É uma ajuda que chega na hora certa”. No bairro Osmar Cabral, Ana Paula Rodrigues afirmou: “Essa cesta traz alegria para dentro da nossa casa e mostra que tem gente olhando por nós”.

Além de Cuiabá, a Setasc já organiza a distribuição das demais cestas para os outros municípios. Ao todo, serão entregues 100 mil cestas natalinas em Mato Grosso, contemplando os 142 municípios do estado, conforme o cronograma de logística estadual.

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Pivetta rebate críticas Lula, diz VLT era “inviável” e garante definição de veículo e entrega do novo modal até o fim do mandato, “ Um verdadeiro pepino” VEJA O VÍDEO

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JB News

pir Nayara Cristina

lula critica “obra sem fim” em cuiabá, e pivetta reage ao embate sobre futuro do transporte coletivo

A recente troca de críticas entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o governador em exercício Otaviano Pivetta reacendeu um dos capítulos mais emblemáticos e prolongados da infraestrutura urbana de Mato Grosso: o impasse envolvendo os modais de transporte coletivo entre Cuiabá e Várzea Grande.

Durante agenda recente, Lula fez críticas diretas à descontinuidade do projeto do VLT e à substituição pelo BRT, classificando o caso como exemplo de obras públicas paralisadas e decisões que resultam em desperdício de recursos. O presidente citou, inclusive, o fato de os vagões originalmente adquiridos para Cuiabá terem sido vendidos ao governo da Bahia e hoje estarem em operação em Salvador. Para ele, a situação evidencia falhas de gestão e a interrupção de projetos por motivações políticas, ressaltando que, na capital mato-grossense, “nem o VLT, nem o BRT, nem qualquer solução está funcionando”  .

A crítica ocorre sobre um histórico que se arrasta há mais de uma década. O VLT começou a ser implantado em 2012 como uma das principais obras de mobilidade para a Copa do Mundo de 2014, com previsão de ligar pontos estratégicos entre Cuiabá e Várzea Grande. No entanto, o projeto foi interrompido em 2015 em meio a investigações sobre irregularidades e suspeitas de fraudes, tornando-se símbolo de atrasos e problemas administrativos  . Em 2020, o governo estadual decidiu abandonar definitivamente o modelo e substituí-lo pelo BRT, alegando inviabilidade econômica e técnica do sistema sobre trilhos.

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Apesar da mudança, o BRT também não avançou no ritmo esperado. As obras seguem incompletas, com sucessivos entraves contratuais e operacionais, alimentando a percepção de um ciclo contínuo de indefinições. Dados recentes apontam que o novo sistema ainda não alcançou sequer um terço da execução prevista  .

A resposta de Pivetta veio em tom firme. O governador rebateu as declarações do presidente e afirmou que Lula não possui conhecimento técnico suficiente para avaliar a viabilidade dos modais. Segundo ele, o VLT era “completamente inviável” desde sua concepção, destacando que houve erros estruturais no projeto, como a compra antecipada dos trens antes mesmo da conclusão da infraestrutura. Pivetta classificou o legado recebido como um “pepino” herdado de gestões anteriores e defendeu que a venda dos vagões foi uma solução para reduzir prejuízos e viabilizar um novo modelo de transporte mais moderno e eficiente  .

O governador também afirmou que os recursos obtidos com a venda dos trens serão integralmente destinados à implantação de um sistema atualizado, com possibilidade de incorporar novas tecnologias e fontes energéticas, como etanol, biodiesel e energia solar. Embora mantenha o BRT como base, ele não descartou a análise de outros formatos de transporte coletivo, indicando que a decisão final ainda está em avaliação técnica.

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O embate político ocorre em meio a uma população que convive há anos com obras inacabadas, desvios viários e a ausência de um sistema estruturado de mobilidade urbana. O caso do VLT/BRT tornou-se um símbolo local de promessas não cumpridas, mudanças de rumo e disputas entre diferentes gestões.

Agora, com o debate reaberto em nível nacional, a pressão aumenta para que o Estado finalmente apresente uma solução definitiva. Enquanto isso, Cuiabá e Várzea Grande seguem aguardando o desfecho de uma obra que começou há mais de uma década e que ainda não conseguiu sair do papel — independentemente do modal escolhido.

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