COVID-19

Presidente da AMM solicita apoio para cumprimento de decreto estadual nos municípios

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         Após o anúncio das novas medidas de restrição estabelecidas pelo Governo de Mato Grosso  para conter o avanço da Covid-19, o presidente da Associação Mato-grossense dos Municípios, Neurilan Fraga, pediu apoio do Governo do Estado para ajudar os municípios a cumprirem as novas normas. O pedido foi feito durante reunião virtual nesta segunda-feira (1), com a participação do governador Mauro Mendes e prefeitos.

As medidas vão vigorar nos próximos 15 dias e começam a partir desta terça-feira, 02 de março. Entre as normas estão o funcionamento do comércio, de segunda a sexta, das 5h às 19h, aos sábados das 5h às 12h, com fechamento aos domingos. As escolas poderão funcionar no sistema híbrido, mas com o compromisso de adoção de protocolos de biossegurança. As Polícias Civil e  Militar serão  autorizadas a dispersar todo tipo de aglomerações, incluindo bares e restaurantes. Os condomínios também serão autuados, se permitirem festas particulares em áreas comuns de circulação de moradores.

Está também previsto o encaminhamento de PL para definir multa às pessoas físicas por aglomerações  e desrespeito ao toque de recolher e às pessoas jurídicas que desrespeitarem as regras (proporcional ao número de clientes). O delivery está autorizado até as 22 horas, bem como a ida de uma pessoa por família ao supermercado.

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         O presidente Neurilan Fraga sugeriu uma força-tarefa com a participação das polícias Militar e Civil para que as medidas sejam efetivamente cumpridas nos municípios. “Os prefeitos estão preocupados com o crescimento no número de casos de Covid-19 e as medidas anunciadas são necessárias para conter a disseminação da doença. Porém, entendemos que o apoio do Governo também é imprescindível para que as regras sejam cumpridas, conscientizando a população, a classe empresarial e os demais segmentos locais”, assinalou.

         Dados da Secretaria de Estado de Saúde apresentados durante a reunião virtual apontam que a taxa de ocupação de leitos de UTI tem crescido no Brasil e que em Mato Grosso já há a ocupação de 87,95% dos leitos. Na esfera nacional, quase 20 estados já se aproximam dos 100% de ocupação das UTIs.

O governador Mauro Mendes disse que  as medidas podem ser ampliadas pelos prefeitos, mas não flexibilizadas, podendo ser intensificadas de acordo com a evolução do cenário da pandemia. Mendes disse que não é o momento de radicalizar, mas é necessário reforçar as medidas preventivas e a fiscalização.

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COVID-19

Senadores farão diligências em laboratórios do agro para produção de vacinas anticovid

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A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas.

A Comissão Temporária do Senado, que acompanha as ações de enfrentamento à Covid-19, deverá realizar diligência externa nas três fábricas de produtos veterinários classificados com nível de segurança NB3+, potencialmente utilizáveis para a produção de vacinas humanas anticovid. O requerimento foi apresentado pelo senador Wellington Fagundes (PL-MT), relator da CT e que tem conduzido as tratativas com os laboratórios do agro.

Além de senadores, deverão ser convidados para a diligência os representantes do Ministério da Saúde, da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa), do Ministério da Agricultura, e do Instituto Butantan. A Anvisa já notificou os laboratórios que fabricam produtos para saúde animal interessados em produzir o Insumo Farmacêutico Ativo (IFA) para produção de vacinas.

O objetivo, segundo o senador do PL de Mato Grosso, é conhecer as instalações e seu potencial de aproveitamento para a produção de vacinas. A ideia da visita ‘in loco’ é acelerar os procedimentos para inclusão dos laboratórios na produção de vacinas. Os senadores acreditam que a inserção de mais indústrias somariam ao trabalho já realizado pelo Instituto Butantã e a Fiocruz.

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As três fábricas capazes de produzirem o IFA a partir da transferência tecnológica pertencem a Merck & Co. ou Merck Sharp & Dohme, empresa farmacêutica, química e de ciências biológicas global presente em 67 países; Ceva Brasil, que dispõe de quatro centros internacionais principais, com 19 centros regionais de produção pelo mundo, e a Ouro Fino, que exporta produtos para vários países.

“Não há dúvida de que estamos muito atrasados na vacinação, especialmente em comparação com outros países. Estamos hoje na casa dos 21 milhões de pessoas vacinadas com a primeira dose e 6 milhões que receberam as duas doses, o que representa cerca de 10% dos brasileiros, com a primeira dose, e 2,8%, com a segunda” – frisou Fagundes.

Além de enfatizar o crescimento do número de mortos pela Covid-19, Fagundes ressaltou que o Brasil é atualmente o epicentro mundial da doença e motivo de preocupação para todos os países. “Certamente, a falta de vacinas é o principal fator para o cenário de atraso na vacinação, que nos conduziu ao colapso do sistema de saúde que hoje estamos vivendo, com falta de leitos de terapia intensiva e carência de oxigênio medicinal, de medicamentos e de insumos essenciais” – acrescentou.

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Em documento enviado a mim, datado de 22 de março, o Sindicato Nacional da Indústria de Produtos para Saúde Animal (SINDAN), informou que as plantas industriais indicadas reúnem condições de atender a toda a demanda por vacina do País, com produção completamente interna e sem depender de importação de insumos. Afirma, ainda, que a indústria de saúde animal detém a tecnologia necessária para o cultivo de inativação e o preparo de vacinas de vírus inativados, como é o caso de algumas das vacinas contra o novo coronavírus.

O requerimento do senador Wellington deve ser votado na reunião de segunda-feira, com definição da data da diligência.


Foto: Reprodução TV Senado

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