CULTURA

Prefeitura de Cuiabá divulga data de desembolso dos projetos de Audiovisual e Cultura Popular

Publicados

em

O edital FUNDO/2019 é um marco no incentivo da cultura cuiabana, envolvendo mais de 200 artistas e um investimento de R$ 2,1 milhões.

NAIARA LEONOR

A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo, informa que o desembolso para os projetos culturais aprovados no edital FUNDO/2019, dos segmentos Cultura Popular e Audiovisual será realizado até o fim de fevereiro de 2020. A política pública é um marco no incentivo da cultura cuiabana, envolvendo mais de 200 artistas e um investimento de R$ 2,1 milhões.

O calendário de desembolso foi fruto de um compromisso assumido pela gestão em agosto de 2019, após reunião na sede da Secretaria de Cultura, Esporte e Turismo com cerca de 15 representantes dos aprovados no edital FUNDO/2019, edital este publicado em dezembro de 2018.

Na última sexta-feira (17), o secretário de Cultura, Francisco Vuolo esteve em reunião com representantes dos segmentos de Audiovisual e Cultura Popular para alinhar o calendário final de desembolso.

Em decorrência de dois pedidos de desistência de execução de projetos, feitos pelos próprios proponentes, e mais um que está sob análise da Secretaria de Cultura, o montante que seria pago aos segmentos nesta etapa foi recalculado: no caso do segmento de Audiovisual, o proponente do projeto “Do outro lado de Warzea Grande”, no valor de R$ 25 mil protocolou um pedido de desistência, sendo assim, não haverá desembolso; há também o projeto coletivo do mesmo segmento que está sob análise de execução e também não terá seu valor de R$ 200 mil desembolsado até que a situação seja avaliada em conjunto com os realizadores e representantes do setor. Por isso, o total desembolsado nesta fase para Audiovisual será de R$ 75 mil e não de R$ 300 mil.

Leia Também:  Cine Teatro recebe 2ª edição do espetáculo Mato Grosso em Cena nesta sexta-feira

Quanto ao segmento de Cultura Popular, houve uma desistência por parte do proponente do projeto “Danças Circulares, movimentos que ampliam e potencializam a Cultura”, que tinha o valor de execução em R$ 9.960. Portanto será desembolsado ao segmento R$ 290.040 e não R$ 300 mil. O total desembolsado para os dois segmentos, Audiovisual e Cultura Popular nesta etapa será de R$ 365.040 mil.

“O cronograma vem sendo tratado como prioridade pela Secretaria de Cultura e também pela Secretaria de Fazenda, por determinação do prefeito Emanuel Pinheiro. Os projetos estão sendo executados e chegamos a última etapa do calendário de desembolso, que será feito até o fim de fevereiro. Fizemos algumas adaptações quanto aos pagamentos e mesmo na execução dos projetos, mas tudo para que haja transparência. Nós da Secretaria de Cultura e o prefeito enxergamos os projetos como instrumentos importantíssimos para o fomento da cultura, do turismo e da economia da cidade”, declarou o secretário de Cultura, Esporte e Turismo, Francisco Vuolo.

Projetos como “Rua do Rasqueado” e Terra Brasilis” são exemplos de sucesso de público e já se encontram em fase de prestação de contas, como define o edital.

Leia Também:  Inscrições para o “Dixtopia” encerram nesta quinta-feira

A expectativa é de que mais de 200 artistas se envolvam na execução dos projetos e contribuam nesta movimentação cultural, que tem potencial para girar a economia da cidade no setor de serviços, gerando renda.

O objetivo é de que todos os projetos sejam executados efetivamente. Por isso, a Secretaria de Cultura tem acompanhado a execução de cada um e está com as portas abertas para readequações na execução dos projetos e futuras prestações de contas, além de quaisquer outras dúvidas relacionadas.

Todos os 51 projetos do edital FUNDO/2019 foram selecionados de acordo com critérios estabelecidos pelos conselheiros do Conselho Municipal de Cultura.

COMENTE ABAIXO:

CULTURA

Dos antepassados aos dias atuais: Livro contará história de Vera Capilé 

Publicados

em

Por

Em seus encontros com Vera Capilé, o historiador Luiz Gustavo Lima tem aplicado a metodologia da Tecnologia Social da Memória para realizar pesquisa

Com base nas diretrizes da Tecnologia Social da Memória, metodologia de pesquisa e registro utilizada pelo Museu da Pessoa (SP), o historiador Luiz Gustavo Lima realiza imersão pelas memórias da artista Vera Capilé. O resultado poderá ser conferido em breve, em livro proposto em projeto documental que a homenageia e que foi selecionado no edital Mestres da Cultura.

Luiz Gustavo tem se encontrado regularmente com Vera e também, participou como ouvinte das gravações do documentário. Este, dirigido por Juliana Capilé. Um terceiro produto é uma coletânea com clássicos da carreira de Vera.

“Nesse processo, começamos pelos antepassados dela. Nossa sorte foi que o pai de Vera, seo Sinjão Capilé, e o irmão Júlio, escreveram um livro que conta a saga da família, desde a saída dos Capilé, do interior de São Paulo até chegar em Dourados, Mato Grosso do Sul, quando com Mato Grosso, formava um único Estado. Isso foi lá pelo final do século 19”.

Leia Também:  Campus deu início ao projeto "Nosso Palco”

Então, o registro ancestral é bem fiel. “Sinjão, por exemplo, nasceu na década de 1920 já em Dourados. Então, ela tem esse conhecimento dos primórdios da família, desde Mato Grosso do Sul até a transição para Cuiabá quando bem cedo, ela já começa seu precoce envolvimento com as artes, sempre com o canto, com o teatro”, conta Luiz Gustavo.

O livro segue contando a história de Vera até os dias atuais. As conversas que levavam em média duas horas, foram se desdobrando ao longo de quatro encontros.

Segundo o historiador, dentre os pontos mais marcantes dos relatos de Vera, está a presença muito marcante do pai em sua vida. “Ela esteve sempre muito conectada a ele. Uma figura muito expressiva, um grande orador, político e ainda, um homem das artes, seresteiro, gostava de cantar e tocar violão. Então, há essa facilidade na comunicação, uma das grandes heranças dele para Vera”.

A sensibilidade artística de Vera é tão presente em sua vida que alcança até mesmo a carreira que construiu na Psicologia. “Vera é especializada em psicogerontologia, ciência que se dedica aos cuidados dos idosos e ela se orgulha muito disso e faz com arte”.

Leia Também:  Olímpio Bezerra resgata peças do lixo e as transforma em suportes para universos líricos

Luiz Gustavo conta que ao ouvir Vera, se emocionava constantemente. “Vê-la construindo a narrativa foi emocionante. Ela carrega uma força descomunal. Tem uma dinâmica da pessoa que entende o valor de sua história. Ao falar e ao seu ouvir, ela vai de certa forma se empoderando ainda mais”.

Para arrematar a coleta de dados, o historiador considera que acompanhar as gravações do documentário foi fundamental. “Ouvi depoimentos de amigos muito próximos, como Ivens Scaff, Jaime Okamura, Vitória Basaia, Glória Albues, Lúcia Palma e o companheiro Waldir Bertúlio, além de amigas de infância e as irmãs que convivem muito perto dela. Os relatos acrescentaram dados complementares”.

O projeto proposto pela produtora cultural Tatiana Horevicht, foi contemplado pelo edital Mestres da Cultura, idealizado pelo Governo de Mato Grosso via Secretaria de Cultura, Esporte e Lazer (Secel-MT), em parceria com o Governo Federal via Secretaria Nacional de Cultura do Ministério do Turismo.

  Por Lidiane Barros

COMENTE ABAIXO:
Continue lendo

CUIABÁ

VÁRZEA GRANDE

POLÍTICA

POLICIAL

MAIS LIDAS DA SEMANA