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Plantio avança, mas clima irregular mantém produtor em alerta

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O Brasil entrou na reta final de novembro com 89% da área de soja 2025/26 já semeada. O ritmo acelerou na última semana — foram 8 pontos percentuais de avanço —, mas ainda fica ligeiramente atrás dos 91% registrados no mesmo período do ano passado. O atraso é pequeno, porém suficiente para manter o mercado atento às condições climáticas, que continuam longe do ideal em parte do país.

Embora as chuvas tenham aumentado no Cerrado, o padrão segue bastante irregular. Técnicos descrevem um cenário “manchado”: enquanto algumas áreas recebem volumes suficientes para garantir a emergência das plantas, outras seguem com estiagem pontual, especialmente em Mato Grosso, Goiás, Maranhão e Piauí. Esse comportamento fragmentado das precipitações também influencia o ritmo de replantio em regiões onde as primeiras áreas tiveram germinação falha.

No Rio Grande do Sul, que iniciou a temporada com excesso de umidade e dificuldades para entrada de máquinas, a situação agora se inverte. A redução das chuvas começou a preocupar produtores que ainda finalizam a semeadura e acompanham as áreas recém-estabelecidas. No Paraná, apesar das chuvas mais controladas, o compasso é de cautela — as lavouras que emergiram bem ainda dependem de regularidade hídrica nas próximas semanas.

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Por ora, não há indicação concreta de perda de produtividade, mas o setor admite que o comportamento do clima deverá definir se a safra nacional alcançará o potencial estimado no início da temporada. Com parte das lavouras implantadas fora da janela preferencial e outra parte suscetível a veranicos curtos, o foco nos próximos 30 dias será a consolidação do estande e o desenvolvimento vegetativo.

No mercado, a evolução do plantio influencia pouco os preços no curto prazo, mas ajuda a calibrar a percepção de oferta para o início de 2026. Exportadores acompanham o quadro com atenção, enquanto produtores, diante da volatilidade climática e de margens apertadas, continuam reticentes em avançar nas vendas antecipadas.

O quadro geral é de avanço consistente, mas sob vigilância. A expectativa é que, mantido o ritmo atual e com alguma normalização das chuvas, o país consiga concluir o plantio dentro do limite operacional seguro — condição crucial para evitar pressões adicionais sobre o potencial produtivo da safra.

Fonte: Pensar Agro

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Em Mato Grosso, ministro Fávaro anuncia nova etapa do programa Solo Vivo

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O ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro, anunciou nesta segunda-feira (8) uma nova etapa do programa Solo Vivo em Mato Grosso. Na primeira fase, a iniciativa contemplou ações em 10 municípios do estado; na nova fase, será triplicada e irá alcançar 32 assentamentos rurais.

“Aproveito este dia, às vésperas de celebrarmos um ano do Solo Vivo, para anunciar um avanço importante: vamos triplicar o programa. Serão 32 assentamentos, em 32 novos municípios, ampliando oportunidades e levando mais qualidade de vida ao povo mato-grossense. O Solo Vivo cresceu muito além do que imaginávamos e já começa a dar resultados concretos”, disse o ministro Fávaro.

O anúncio ocorreu durante a cerimônia de apresentação dos resultados da primeira etapa do programa Solo Vivo em Mato Grosso. A iniciativa do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), em parceria com o Instituto Federal de Mato Grosso (IFMT), foi lançada em maio de 2025 pelo presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, e vem sendo executada em diferentes regiões do território mato-grossense.

O Programa Solo Vivo tem se consolidado como uma política pública para promoção da segurança alimentar e do manejo sustentável dos solos. O objetivo é recuperar áreas de solo degradado, aumentar a produtividade, fortalecer a competitividade da agricultura familiar e reduzir as desigualdades na produção rural no estado.

“O Solo Vivo garante que pequenos e médios produtores tenham acesso às mesmas tecnologias dos grandes. A diferença é a presença do Governo Federal, e o resultado é eficiência no campo e benefícios para toda a sociedade”, destacou.

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Neste período de 2025, em menos de um ano, o programa coletou e analisou 1.620 amostras de solo, atendeu 685 famílias e beneficiou 5.860 hectares em 16 municípios mato-grossenses, com ações orientadas pelo Solo Vivo. Para viabilizar essa ação, foram utilizadas mais de 16 mil toneladas de calcário e 2,5 mil toneladas de fosfato, aplicados conforme recomendação técnica.

Por meio de ações de assistência técnica, análises de solo e orientação para boas práticas agrícolas, o programa contribui para o aumento da produtividade e da renda das famílias agricultoras, com foco na sustentabilidade e na conservação dos recursos naturais.

O coordenador do projeto no IFMT, Marcos Valin, destacou que o programa é completo e que estuda a especificidade de cada solo para melhorar a produção. “Nós pensamos esse projeto como um organismo vivo, em que cada parte tem uma função essencial para que tudo aconteça. Cada propriedade recebe uma recomendação personalizada, feita a partir de dados reais e analisados com rigor técnico. É a teoria saindo da sala de aula e indo direto para a prática no campo”, explicou.

As amostras coletadas foram analisadas nos laboratórios de Análise de Solos do IFMT em Campo Novo do Parecis e Juína, que têm reconhecimento da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

Coordenadora técnica do laboratório, a professora Franciele Valadão explica que o resultado foi surpreendente, mostrando a diversidade do solo mato-grossense e permitindo aplicações eficientes nas diferentes localidades, aumentando a produção e a qualidade do alimento que chega às mesas das famílias.

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DEPOIMENTOS

Durante a cerimônia, foram apresentados depoimentos de produtores que foram beneficiados com o programa Solo Vivo.

O senhor Antônio, o seu Tota, do assentamento São Antônio da Fartura, em Campo Verde, contou que já havia feito um orçamento para realizar esse serviço e que precisaria de, no mínimo, 30 mil reais. Porém, ele não tinha como arcar com esse valor. O Solo Vivo tornou isso possível, sem nenhum custo.

A dona Chiquita, de São José dos Quatro Marcos, disse que sempre houve vontade de produzir, mas faltavam condições. Com o Programa, ela teve a oportunidade e ganhou conhecimento.

O senhor Isaías resumiu seu sentimento: “Nunca aconteceu algo parecido neste país. Me sinto um homem honrado com este programa”.

E a dona Ivanda descreveu a alegria de ver a terra pronta, a máquina trabalhando. “Mesmo sabendo que o resultado produtivo vem com o tempo, a felicidade de ver o impacto já começando a acontecer estava ali, diante de todos nós”, disse.

REVISTA DIGORESTE

Durante o evento, também foi realizado o lançamento de uma edição especial do programa Solo Vivo na Revista Digoreste, que trata das ações de extensão do IFMT.

O ministro Carlos Fávaro recebeu o primeiro exemplar da revista, que apresenta um balanço deste primeiro ano do Solo Vivo em Mato Grosso a partir do ponto de vista dos produtores beneficiados, alunos e professores envolvidos nas diferentes áreas de execução do programa.

Informações à imprensa
[email protected]

Fonte: Ministério da Agricultura e Pecuária

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