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PF desarticula Organização criminosa que movimentou cerca de R$ 47 milhões em extração de ouro ilegal de reserva indígena em MT

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Da Redação

 

A polícia Federal (PF), realizou na manhã desta terça-feira 28 de fevereiro a Operação Peixe Grande, com o objetivo de desarticular uma quadrilha comercializava ouro extraídos ilegalmente Terra indígena Saraé, região que fica de Conquista D`Oeste, 532 KM de Cuiabá-MT.

 

A organização é investigada por usurpação matéria-prima pertencentes à União, extração ilegal de ouro, e a comercialização irregular no mercado.

 

Foram cumpridos sete mandados de buscas e apreensões, além de quatro prisões, nas cidades de Confresa, São José do Rio Preto, Pontes e Lacerda e São Paulo.

A investigação está ligada a operação Saraé, deflagrada em 2022.

 

Uma parte dos alvos da investigação eram todos sócios das empresas que comercializavam o ouro de forma irregular onde aproveitavam suas atividades lícitas para “esquentar” o ouro extraído ilegalmente da terra Indígena Saraé em Pontes e Lacerda pela quadrilha.

 

Segundo as investigações foram detectados cerca de R$ 47 milhões de reais em movimentações suspeitas. As movimentações eram feitas fragmentadas para não levantar suspeitas da fiscalização, realizadas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (COAF).

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Para ao PF o objetivo da operação desta terça-feira, é desarticular e descapitalizar a organização criminosa direta e indiretamente, além de impedir a degradação ambiental causada pela extração ilegal do metal precioso, e o caos social humanitário espalhado pela organização.

 

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Polícia Federal

Ex-assessor de ministras preso pela PF vazou informações sigilosas e monitorava delegado em esquema com lobista de MT

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Por Emerson Teixeira

 

Ex-assessor é preso após monitorar delegado e vazar decisões judiciais em esquema milionário de corrupção

A prisão de Márcio José Toledo Pinto, realizada pela Polícia Federal no fim da tarde desta terça-feira (31), elevou o nível de gravidade das investigações da Operação Sisamnes e revelou novos elementos sobre um suposto esquema de corrupção e venda de decisões judiciais em instâncias superiores. Apontado como peça-chave na engrenagem criminosa, o ex-assessor é acusado de receber cerca de R$ 4 milhões do lobista Anderson de Oliveira Gonçalves para manipular informações e atuar em processos de interesse privado.

A nova ordem de prisão preventiva foi autorizada pelo ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, após a Polícia Federal apresentar indícios adicionais colhidos a partir da análise do celular do investigado. Inicialmente, o pedido de prisão temporária havia sido negado, mas o avanço das investigações levou à decretação da medida mais rigorosa.

Um dos pontos mais graves identificados pela Polícia Federal foi o monitoramento de um delegado responsável pelo caso. O próprio investigador percebeu que estava sendo seguido, realizou a abordagem e identificou Márcio. Para os agentes, a conduta configura tentativa de obstrução das investigações.

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Segundo relatos, o ex-assessor alegou que apenas acompanhava o delegado porque ele estaria utilizando um veículo apreendido, justificativa que não convenceu os investigadores.

De acordo com relatório enviado ao STF, Márcio foi indiciado por violação de sigilo funcional e corrupção passiva. As investigações apontam que ele produziu minutas e decisões com base em jurisprudências para atender interesses de terceiros, além de vazar informações sigilosas de gabinetes ligados a tribunais superiores.

Márcio já havia sido alvo de busca e apreensão na primeira fase da Operação Sisamnes, deflagrada em novembro de 2024. Ele atuou nos gabinetes das ministras Nancy Andrighi e Isabel Gallotti.

As quebras de sigilo bancário indicaram que o lobista teria repassado cerca de R$ 4 milhões ao investigado por meio de uma empresa em nome da esposa de Márcio, reforçando a suspeita de pagamento por favorecimento em decisões judiciais.

Apesar da gravidade do caso, o novo relatório elaborado pelo delegado José Heloíse dos Santos Neto aponta que não há, até o momento, indícios de participação de ministros de tribunais superiores no esquema.

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A defesa do investigado ainda não se manifestou. Em declarações anteriores, Márcio negou envolvimento nas irregularidades.

A prisão aprofunda a crise envolvendo suspeitas de corrupção no Judiciário e coloca sob pressão um dos esquemas mais sensíveis já investigados pela Polícia Federal nos últimos anos.

 

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