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Pesquisa da CNC e IPF-MT de fevereiro mostra segundo recuo consecutivo da confiança do comerciante em Cuiabá

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Com uma variação mensal de -0,2%, a Pesquisa que acompanha o Índice de Confiança do Empresário do Comércio (Icec) em Cuiabá atingiu 122,6 pontos em fevereiro, contra 122,8 pontos do mês anterior. Os dados da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), em parceria com o Instituto de Pesquisa e Análise da Fecomércio Mato Grosso (IPF-MT), revelam, ainda, uma retração de 7,2% na comparação com fevereiro passado (132,1 pontos).

Apesar de os indicadores que monitoram as condições atuais e a expectativas futuras apresentarem alta no mês de 1,4% e de 0,5%, respectivamente, o componente de investimento do empresário do comércio apresentou variação negativa de 2,4%, puxando para baixo o índice da pesquisa.

Para o presidente da Fecomércio-MT, José Wenceslau de Souza Júnior, ainda que os indicadores estejam em nível considerado de otimismo pela CNC (acima de 100 pontos), as variações negativas refletem o período de incerteza enfrentado atualmente. “Com o aumento dos números de caso do novo coronavírus, retorno das políticas de restrição e as perdas para o comércio e turismo neste início de ano”, disse.

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De acordo com o IPF-MT, os indiciadores demonstram um cenário de cautela e incerteza enfrentado pelo comércio pelo fim do auxílio emergencial e a queda no movimento comercial. Wenceslau Júnior explica que, “no longo prazo, há expectativas positivas com a ampliação da vacinação e, consequentemente, recuperação da economia”.

Os dados do Icec em fevereiro, levando em consideração o porte da empresa, apresentaram alta no mês de 19,6% para as que possuem mais de 50 funcionários, enquanto para as que tem menos que isso houve redução de 0,6%.

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Projeto de viveiros contribuirá para reestruturação de áreas degradadas no Pantanal de MT e geração de renda para comunidades 

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Iniciativa do Sesc Pantanal e Wetlands International será desenvolvida em Poconé e Barão de Melgaço 

Com a produção de sementes nativas do Pantanal, o projeto “Rede de mudas e sementes pantaneiras” irá contribuir com a regeneração das matas ciliares e a reestruturação de áreas e ecossistemas degradados na porção norte do bioma. A inciativa do Polo Socioambiental Sesc Pantanal e da Wetlands Internacional conta com sete parceiros para o desenvolvimento dos viveiros comunitários em Poconé e Barão de Melgaço, em Mato Grosso, que terá início ainda este ano.

A implantação de dois viveiros permanentes permitirá produzir mudas de alta qualidade e sistema de manejo para coleta de sementes de espécies vegetais nativas. A primeira etapa do projeto, com duração de 10 meses, prevê a produção de 40 mil mudas por viveiro, em uma área de meio hectare, empregando mão-de-obra de famílias em cada comunidade, com dedicação de meio período por dia, todos os dias na semana.

De acordo com a superintendente do Sesc Pantanal, Christiane Caetano, a instituição consumirá cerca de 20 mil mudas por comunidade na primeira produção. “O restante será comercializado para fazendas, parques e outras áreas privadas e públicas”,

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explica.

A produção de mudas em viveiros será complementada com a criação da rede de sementes, que permitirá a inclusão de mais famílias no sistema de manejo para coleta de sementes. O ciclo de obtenção das sementes é menor, cerca de quatro meses, e permitirá geração de renda entre os ciclos de produção das mudas. A produção pretendida de sementes é de 2 toneladas ao ano. Para a coleta, serão cadastradas, além das unidades do Polo socioambiental Sesc Pantanal, áreas privadas do entorno dos viveiros e públicas de Poconé e Barão de Melgaço.

Em reunião realizada nesta quarta-feira (7 de abril), a superintendente do Sesc Pantanal apresentou o projeto ao prefeito de Poconé, Tatá Amaral, para o planejamento das atividades. “Ficamos satisfeitos por sermos lembrados pelo Sesc para mais uma parceria, que vai atender a Comunidade Capão do Angico, onde já tem um trabalho firmado com a cerâmica. Ou seja, só vai fortalecer a renda das famílias. Agradecemos pela parceria e desejamos que venham outras mais, para atendermos as demandas do município”, avalia o prefeito.

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Projeto desenvolvido pelas comunidades 

Os dois viveiros serão construídos por meio de parcerias, em áreas públicas cedidas pelas prefeituras na Comunidade Capão do Angico (Poconé) e em São Pedro de Joselândia (Barão de Melgaço), para uso comunitário das famílias participantes do projeto. Além dos viveiros, serão construídos poços para irrigação e depósito para armazenamento e beneficiamento das sementes.

“O projeto oportunizará às famílias das duas comunidades fonte de renda à curto prazo para prover seus meios de vida, por meio da comercialização da produção estimada. A médio e longo prazo, o projeto da rede de mudas e sementes pantaneiras poderá ser uma alternativa para a manutenção e sustentabilidade das pessoas que vivem nessas comunidades, evitando o êxodo para áreas urbanas”, ressalta a superintendente do Sesc Pantanal.

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