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Pecuária e Tecnologia uma parceria que dá certo

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Pecuária e Tecnologia- parceria que dá certo!

 

Reconhecida internacionalmente por sua qualidade, a carne é um produto brasileiro consumido em mais de 150 países. O Brasil chegou a tal situação depois de várias décadas de investimentos em pesquisa e inovação tecnológica em toda a cadeia produtiva.

E entidades como a Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), fundada há quase 50 anos, contribuíram e continuam contribuindo para essa realidade. Representando os interesses de milhares de pecuaristas de Mato Grosso, estado com o maior rebanho do Brasil, a Acrimat sempre busca o que está na vanguarda da tecnologia, realizando diagnósticos que pontuam as demandas dos produtores, para em seguida as transformar em projetos quando necessário; e promovendo capacitações e qualificações em atividades como a Acrimat em Ação e Acricorte, que levam ao produtor rural conhecimento científico de ponta.

Tendo como missão ser uma associação inovadora, é natural que a Acrimat sempre fez proveito de novas tecnologias para melhorar a qualidade da carne produzida em MT, e dados de entidades respeitadas pelo mercado, como a Associação Nacional de Criadores e Pesquisadores (ANCP), certificam que nossas carnes são de alta qualidade, atendendo tanto especificações federais internas como as de importadores.

O resultado é que o Brasil é muito bem visto no exterior como produtor de alimentos, pois além da alta qualidade que a carne precisa ter, para atender mercados extremamente exigentes, nossa produção é, em sua maioria, advinda de animais a pasto, que têm um dos menores custos do mundo. Estudos como apresentado pela Faculdade de Agronomia da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), enumeram as vantagens da criação a pasto. Os animais expressam em suas carnes a dieta consumida, e as produzidas por bovinos criados no campo têm melhor constituição, com maior participação de ômega 3 e ácido linoleico conjugado (CLA).

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A pecuária nacional começou com a colonização, a princípio como atividade de subsistência. A partir dos anos 1950, começou um processo de modernização do setor, com o surgimento dos primeiros grandes frigoríficos. No artigo “Inovações tecnológicas e agronegócio da carne bovina no Brasil”, divulgado em 2009, o economista Leonardo Henrique de Almeida e Silva lembra que na década de 1970, favorecido pelo chamado milagre econômico, o país deu início à montagem de um complexo agroindustrial.

Na década de 90, após a recessão da economia mundial, o crescimento voltou com força e a pecuária nacional deu início a um período de importantes inovações tecnológicas. Rastreabilidade eletrônica, genética animal e modernas formas de processamento da carne bovina colocaram o Brasil em situação de destaque.

Outros fatores contribuíram para o sucesso internacional da carne brasileira, e o crescimento das exportações foi essencial para que muitos produtores começassem a investir em sustentabilidade, focando em meio ambiente e bem-estar animal. E para atingir esse objetivo, foi precisar aprender novas técnicas de uso e manejo do solo, propiciando meios de maior produção na mesma área utilizada anteriormente, reduzindo custos e aumentando a margem de lucro.

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E quem proporcionou que a nutrição, a genética e o próprio manejo evoluíssem para a obtenção de maior desempenho do rebanho foi a tecnologia, que a cada dia oferece mais e mais ferramentas para o pecuarista. Outro exemplo: o bom manejo dos animais. O bem-estar deles leva a maior desempenho individual, pois manter o bovino em situação favorável agrega valor e favorece sua produtividade.

A nutrição dos animais, outra técnica que tem avançado muito e a qualidade da ração, aprimorada com a inclusão de núcleos minerais, são atividades complementares que somam valoração no trabalho do pecuarista.

Por isso digo, sem medo de errar, que a união da tecnologia e pecuária é uma parceria que dá certo!

*Dr. Oswaldo Ribeiro é pecuarista e médico radiologista, e assume como presidente da Acrimat em 1º de janeiro de 2020.

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Pecuaristas discutem importância da suplementação na recria e engorda

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Live da Acrimat reuniu experiência e conhecimento acadêmico para tratar de tema que aguça a curiosidade do produtor: como aumentar os ganhos realizando a suplementação correta.

Com informações da Acrimat

A Associação dos Criadores de Mato Groso (Acrimat) reuniu na sua 15ª webinar dois dos mais experientes pecuaristas do estado, Amarildo Merotti e Aldo Rezende Telles, para debater o tema “Suplementação na recria e engorda: o que preciso saber para ganhar mais dinheiro” com o reconhecido zootecnista Flávio Dutra de Resende, coordenador do projeto Boi 777 e dono de um dos currículos mais laureados da área.

Amarildo, vice-presidente da Acrimat, é reconhecidamente um dos produtores de maior êxito não só de MT, mas do país. Um entusiasta da atividade pecuária, Merotti possui três propriedades com mais de 4,5 mil hectares e rebanho de nove mil cabeças . Nelas, foca na recria e na terminação bovina de gado nelore, e criou um sistema de engorda eficiente que o possibilita atingir 22 arrobas no abate.

“Nas minhas fazendas, eu abato o bovino com dois anos e 22 arrobas. Isso é produtividade. Somos muito mais eficientes do que outros países, pois produzimos mais em menos área”, destaca o vice-presidente da Acrimat.

Aldo Rezende é um dos diretores da Acrimat e dono de três propriedades em MT, a mais recente adquirida no município de Poconé. “Nosso ramo é um ramo difícil, e quem vence na agropecuária é um guerreiro que venceria em qualquer outra atividade,

Antes eu gerenciava meu negócio no ‘olhômetro’, mas há pouco mais de cinco anos percebi a necessidade da assistência técnica, da capacitação, dos estudos, aconselhado por pessoas como o Amarildo; e hoje, com o auxílio de uma empresa especializada e com meus filhos a frente da administração de nossos negócios, obtivemos maior sucesso em nossa atividade”.

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Suplementação

Flávio Dutra iniciou sua explanação destacando que ele, assim como seus colegas de profissão, que trabalham com números, baseados em pesquisas, com intuito de apontar ao pecuarista qual caminho seguir. “Mas eu quero chamar atenção para algo que vejo como grande problema da pecuária hoje no Brasil, que é a falta de gestão nas fazendas. Então primeiramente temos que ter um planejamento.

Após essa introdução, Dutra disse que entrando na recria, é essencial que o pecuarista já tenha quais estratégias ele vai usar. “E para a gente hoje já está muito bem desenhado quais são essas estratégias: se eu peguei um bezerro no período da seca, eu tenho que colocar ele, normalmente entre o final de junho até outubro, ele estando no pasto, ter uma meta de pelas duas arrobas, porque se eu não ‘colocar’ essas arrobas no bezerro nessa fase, dificilmente eu vou conseguir diluir esse ágio”. A seguir, disse que o problema é conseguir colocar essas arrobas no período da seca, e mesmo com ferramentas para isso, como o aumento do uso de ração, porém o resultado é um custo de arroba engordada mais cara.

Adiante, os participantes falaram sobre a suplementação de bovinos em pastejo como alternativa viável, complementando o déficit de nutrientes que os pastos apresentam em algumas fases do ano; uso de sistemas de produção eficientes que atendam às exigências nutricionais dos animais na recria em até 12 meses, iniciando a fase de terminação com animais mais pesados e consequentemente abatendo animais jovens (até 24 meses) e com carne de qualidade, através do uso de tecnologias; compreensão da importância da nutrição adequada na recria, bem como a importância da mesma para o sucesso do sistema de produção.

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Abordaram ainda quais os principais desafios dentro do sistema de produção a pasto, e como suprir adequadamente as exigências nutricionais do animal ao longo das diferentes fases de crescimento, e como lidar com o pasto, quando este apresentar limitações nutricionais em determinadas épocas do ano, como na época da seca.

Dentre os diversos pontos abordados, os participantes da live retomavam discussões em torno de sistemas de produção de bovinos baseado em pasto que buscam aprimorar o desempenho animal, aumentando seu ganho por área, utilizando de forma racional os recursos ao dispor do pecuarista, tendo em vista que a produtividade e o nível de desempenho podem ser incrementados com a adoção de tecnologias como suplementação e manejo do pasto, uso de aditivos e melhoria genética do rebanho, entre outros.

Webinar Acrimat

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