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Paulo Aguiar assume presidência da Ampa

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Produtor passa a conduzir entidade quando MT se consolida como um dos maiores exportadores de pluma do mundo

No momento em que Mato Grosso se consolida como um dos maiores exportadores de algodão do mundo, o cotonicultor há mais de 20 anos na atividade, Paulo Sérgio Aguiar, assume a condução da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa). A solenidade de posse aconteceu na noite de quarta-feira (27), em Cuiabá, com a presença de representantes do Poder Público e de demais entidades que atuam em prol do desenvolvimento do setor agropecuário no Estado.

“Temos que comemorar o sucesso da entidade. Vivemos uma escalada de produção e de aumento de área da cotonicultura em Mato Grosso. Minha visão é tentar manter o setor ao nível que estamos e, se possível, ampliá-lo. Mas temos muitos desafios. O maior, no momento, é o mercado, mas ainda há problemas burocráticos e fiscais que precisam ser enfrentados. Vamos fazer o dever de casa, olhar para dentro da porteira e ajustar os custos para poder evoluir ainda mais”, declarou o novo gestor da Ampa, cujo exercício se dará pelo triênio 2020-2022.

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Paulo Aguiar recebeu a associação das mãos do produtor Alexandre Schenkel, do município de Campo Verde. Presidente da entidade desde 2017, ele comemorou o momento que a cotonicultura mato-grossense vive no cenário mundial, tendo em vista o boom de exportação registrado no mês de outubro, quando mais de 273 mil toneladas da pluma brasileira seguiram para o mercado exterior, com Mato Grosso correspondendo a 60% desse total.

“Os dois últimos anos, do mercado internacional, favoreceram a evolução da cultura. Mas nós não teríamos este crescimento, sem os bons trabalhos que ocorreram no passado. Abrir mercados e promover a exportação facilitaram o caminho. Isso é mérito do produtor, do colaborador e da pesquisa. O algodão é uma grande família reunida em prol da eficiência”, avaliou Alexandre Schenkel.

Em seu discurso de posse, o novo presidente agradeceu o empenho devotado pelos gestores anteriores, além de sua dedicação e desprendimento ao conduzirem a entidade. Também lembrou das autoridades que apoiaram o cultivo do algodão no Estado com a criação do Programa de Incentivo ao Algodão de Mato Grosso (Proalmat). “Se não fossem essas autoridades, parceiros, pessoas, talvez não teríamos chegado até aqui”. Mato Grosso planta mais de 1 milhão de hectares de algodão, cujo resultado é uma produção de quase 2 milhões de toneladas de pluma.

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Social – Outra meta da nova equipe gestora da Ampa é dar sequência às atividades de responsabilidade social. Seguem os investimentos em projetos como as doações para o enxoval necessário aos leitos do Hospital de Câncer de Mato Grosso; o projeto Japuíra, que forma costureiros em comunidades carentes do Estado para geração de renda; os aportes a iniciativas culturais de crianças e jovens músicos, entre outros.
Também foram empossados todos os demais 11 membros da diretoria da Ampa, assim como os seis conselheiros fiscais da entidade, entre titulares e suplentes.

Prestigiaram a solenidade de posse o vice-governador de Mato Grosso, Otaviano Pivetta, o líder da Bancada Federal do Estado, o deputado Neri Geller, os deputados estaduais Janaína Riva, Xuxu Dalmolin e Paulo Roberto Araújo, além de presidentes de entidades nacionais e estaduais do agronegócio.

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Regiões produtoras de Mato Grosso recebem o “É Hora de Cuidar”

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Regiões produtoras de Mato Grosso recebem o “É Hora de Cuidar” da Fundação MT

Pós plantio da safra de soja é hora de cuidar da lavoura. Ter informação certa e posicionamentos técnicos são fundamentais para não ter perdas de produtividade e garantir uma boa colheita. Sabendo disso é que a Fundação de Apoio à Pesquisa Agropecuária de Mato Grosso, Fundação MT, está realizando desde o início de novembro a turnê “É Hora de Cuidar”, que tem como público alvo agricultores e responsáveis técnicos das propriedades rurais.

Dessecação da soja, manejo de pragas na cultura da soja e manejo de nematoides são os temas que estão sendo abordados pela equipe de pesquisadores da Fundação MT. O evento é dividido em duas etapas: a primeira aconteceu em nove cidades das regiões médio norte, norte e parecis de Mato Grosso; a segunda rodada será realizada em cinco munícipios das regiões do araguaia e sul do estado.

O pesquisador Lucas Cortinove, da Fundação MT, abordou na primeira rodada do evento sobre a dessecação antecipada da soja e principalmente como evitar erros no momento da dessecação para que não ocorra perdas de produtividade após todos os investimentos terem sido realizados na cultura. De acordo com Lucas, há muito equívocos na hora de realizar a dessecação, um deles é a dessecação muito antecipada que pode acarretar perdas de até dez sacos de soja por hectare.

“O maior cuidado que o produtor precisa ter é em identificar o correto momento para a dessecação. Em uma lavoura, que possui um grande conjunto de plantas, a heterogeneidade entre elas é um dificultador da correta identificação do momento da dessecação da soja. Na dúvida sobre qual o estádio a soja está, o melhor a fazer é adiar a dessecação. Somado a isso, cuidados prévios, principalmente para o momento da semeadura, devem ser levados em conta para que seja possível ter as lavouras na maior uniformidade possível e evitar perdas em função da desuniformidade da soja”, alertou o pesquisador. Na segunda rodada do “É Hora de Cuidar 2019” esse assunto será apresentado pelo pesquisador da Fundação MT, Franklin Guimarães.

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Os nematoides se não controlados são outros fatores que podem interferir no desenvolvimento das plantas de soja e consequentemente nos resultados de produção. A pesquisadora Rosangela Silva, da Fundação MT, apresenta nesse evento informações sobre posicionamento quanto ao manejo dos nematoides. “Nesse momento estamos frisando a importância da identificação das espécies. Estamos apresentando algumas dicas de identificação no campo, os principais sintomas e como coletar as amostras de forma mais adequada. Também estamos recapitulado as ferramentas de manejo e algumas dicas para a escolha delas.”

As pragas da soja são outros gargalos que podem ocasionar perdas de produção. Elas podem causar danos nas estruturas reprodutivas e na maioria das vezes a cultura não consegue recuperar em relação ao dano ocasionado. De acordo com Lúcia Vivan, pesquisadora da Fundação MT, as principais pragas que produtor e equipe devem ter mais cautela são o percevejo marrom Euschistus heros, a mosca branca, as lagartas Helicoverpa armigera e Spodoptera frugiperda.

No caso do percevejos a pesquisadora explica que o dano é causado a partir do estágio de formação de canivetinho, mas é importante acompanhar sua população desde o período vegetativo com o objetivo de manter a população em níveis baixos. Já a mosca branca que é uma praga que ocorre em várias regiões do estado, pode ter aumento precoce de população pelo atraso no plantio e precipitações mais irregulares, e ocasionar danos consideráveis de perdas de produção se não for realizado o controle efetivo.

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Quanto as lagartas, Lúcia Vivan afirma que “nessa safra já se observou presença de Helicoverpa armigera em algumas regiões, seu controle nesse momento inicial é importante, para não termos problemas futuros. Para Spodotpera frugiperda é importante acompanhar essa população, pois já em três safras que se observa presença dessa espécies na cultura da soja e ao longo dos anos se tem aumento dessa praga dentro do sistema de produção. Como a soja Intacta não controla essa espécie os problemas mais sérios são em áreas com plantios com cultivares Bt, devido ao não uso de produtos lagarticidas ao longo do desenvolvimento da cultura.”

O “É Hora de Cuidar” é um evento gratuito e as inscrições podem ser feitas no local do evento. A equipe técnica já percorreu as seguintes cidades: Sinop, Sorriso, Lucas do Rio Verde, Tapurah, Brasnorte, Campo Novo do Parecis, Tangará e Diamantino. A segunda rodada do evento será realizada de 02 a 05 de dezembro em outras cinco cidades. Mais informações no www.fundacaomt.com.br

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