EDUCAÇÃO
PartiuIF ofertará 26 mil vagas em 2026
O Ministério da Educação (MEC) divulgou nesta quarta-feira, 3 de dezembro, a oferta de vagas para a edição 2026 do Programa Nacional de Promoção de Igualdade de Oportunidades para acesso de estudantes da rede pública de ensino à Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica (Partiu IF). Serão 26 mil vagas espalhadas por todo o país, com a participação de 37 institutos federais, além do Centro Federal de Educação Tecnológica de Minas Gerais e do Colégio Pedro II.
A edição de 2026 terá 650 turmas espalhadas por todo o Brasil, com a ocupação total da capacidade de vagas disponíveis para o novo ciclo. Para isso, o MEC investirá R$ 115 milhões durante o ano, montante que inclui a oferta de uma bolsa de R$ 200 por mês aos alunos, durante oito meses — o pagamento da ajuda de custo para permanência é feito pelas instituições após o início dos cursos.
Entre dezembro deste ano e março de 2026, haverá o processo de seleção de professores e alunos. Os estudantes serão selecionados por sorteio e, para concorrer, deverão procurar a instituição de interesse de acordo com calendário e edital a serem divulgados nos próximos meses pelas instituições. As aulas estão previstas para início em abril de 2026.
Confira a oferta por instituição da Rede Federal.
Saiba a quantidade de vagas por estado:
PartiuIF – O programa busca o enfrentamento das desigualdades étnico-raciais na educação por meio da oferta de aulas e atividades voltadas à recuperação das aprendizagens de estudantes, com foco nas particularidades que podem afetar alunas e alunos do 9º ano que cursaram integralmente o ensino fundamental na rede pública de ensino. O público da política é definido pela Lei de Cotas (Lei nº 14.723/2023): estudantes negros, quilombolas, indígenas, que tenham deficiência ou renda familiar por pessoa de até um salário mínimo.
O objetivo do Partiu IF é que esses estudantes acessem a educação de excelência oferecida pela Rede Federal, ao reduzir desigualdades de aprendizagem em matemática, língua portuguesa e ciências da natureza e enfrentar os impactos da pandemia da Covid-19. A carga horária total é de 320 horas. Além disso, o curso oferece formação suplementar, com acompanhamento psicopedagógico, orientação acadêmica e oficinas de redação.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da Secretaria de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão (Secadi)
Fonte: Ministério da Educação
EDUCAÇÃO
Estudo aponta avanços e desafios no acesso a creches e pré-escolas
O Ministério da Educação (MEC) apresentou na quarta-feira, 10 de dezembro, durante o Seminário Nacional Educação Infantil: Diagnóstico e Ações, os resultados do Retrato da Educação Infantil 2025, realizado em parceria com o Gaepe-Brasil. A pesquisa alcançou 100% dos municípios brasileiros e o Distrito Federal e revela avanços importantes na produção de dados para orientar o planejamento das redes. Os dados permitem que estados e municípios fortaleçam estratégias, aproximem políticas setoriais e desenvolvam instrumentos de gestão baseados em evidências.
Um dos destaques da edição deste ano é o aumento no número de municípios que registram a demanda por creche. Em 2025, 52,1% das redes (2.904 municípios) declararam possuir demanda não atendida, contra 44% no ano anterior. Entre os que conhecem o tamanho da fila, foram contabilizadas 826,3 mil solicitações, um aumento de 30,6%. O salto nas inscrições de bebês de 0 a 11 meses, que passaram de 123 mil para 238 mil, indica maior conscientização das famílias e avanço na identificação do direito à educação desde os primeiros anos de vida.
A pesquisa também registrou que 77,8% dos municípios realizam ações de comunicação e mobilização para informar sobre o direito à creche, incluindo campanhas em escolas, visitação domiciliar e divulgação em redes sociais. Além disso, cresce o uso de protocolos formais de organização das listas: quase metade dos municípios que possuem lista de espera (48,4%) já contam com um sistema integrado de gestão.
Outro avanço importante aparece na articulação intersetorial. A identificação de crianças de 0 a 3 anos que não estão na escola nem na lista de espera é realizada por 64,3% dos municípios, e em mais de 80% deles esse trabalho ocorre em parceria com saúde e assistência social.
Na pré-escola, etapa obrigatória de 4 e 5 anos, a cobertura nacional segue em patamar elevado. De acordo com dados analisados pelo estudo, o país alcançou 94,6% de atendimento, com a maior parte das redes (83,2%) adotando ações para localizar crianças fora da escola e 91,4% realizando busca ativa com outras áreas da proteção social.
Assessoria de Comunicação Social do MEC, com informações da SEB
Fonte: Ministério da Educação
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