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Parte de teto de cadeia destruído por vendaval continua sem Solução por parte do estado

Em São José dos Quatro Marcos

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Defensoria Pública pede na Justiça reforma de teto de cadeia destruído por vendaval

A unidade prisional de São José dos Quatro Marcos abriga 100 presos afetados por chuvas, alagamentos, infiltrações e que perderam o banho de sol e o espaço para a visita das famílias

Márcia Oliveira

O Núcleo da Defensoria Pública de São José dos Quatro Marcos, 308 km de Cuiabá, protocolou uma ação civil pública na Justiça, com pedido de liminar, para que o Estado reforme o telhado da cadeia municipal. O local abriga 100 presos e desde o dia 29 de outubro está com a maior parte da estrutura destruída.

O defensor que atua na comarca, Paulo Gonçalves, afirma que a situação na unidade prisional é degradante. O telhado foi perdido após uma tempestade e como a ocorrência de chuvas é constantemente, o resultado é alagamento, infiltração e perda do uso de espaços internos de convivência na cadeia.

“A situação é grave. O pátio que antes era usado para banho de sol dos presos e para a convivência deles com suas famílias está inutilizado desde o destelhamento. O excesso de chuvas ou de sol impede que fiquem ali. As famílias estão fazendo as visitas nas celas e os presos não estão saindo para o banho de sol. Tem infiltrações e alagamentos também. Quanto mais demora pra resolver o problema, pior fica”, descreve.

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Gonçalves informa que antes de entrar com a ação civil procurou negociar a reforma administrativamente com o diretor da cadeia, mas quando os orçamentos da obra chegaram, as conversas foram interrompidas. “Acredito que eles avaliaram que o valor para o conserto seria menor. Trouxemos dois orçamentos, num o custo ficou em R$ 13 mil e no outro, R$ 18 mil. Ao todo são 300 metros de telhado para serem recuperados”, disse.

O defensor explica que pediu a reforma imediata do local, sem que o Estado fosse ouvido, diante da urgência da situação. Ele avalia a medida como a mais adequada diante dos números que indicam que 80% dos presos na unidade são da cidade. Os outros 20% vieram do município de Porto Esperidião.

A ação foi protocolada na sexta-feira (8/11) na Vara Única da Comarca, gerida pela juíza Lilian Biachini e o defensor aguarda manifestação no processo. O defensor lembra que na ação também pediu que o Estado seja responsabilizado por “danos morais coletivos” em função dos prejuízos e da demora na solução do problema.

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Policia prende 33 pessoas e desmantela facção criminosa em MT

Operação Vitae III

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Ação integrada resulta em 33 prisões preventivas e desmantela facção criminosa

Organização que agia no tráfico de drogas e ordens de execução no Norte e Noroeste de MT era comandada por uma mulher de 29 anos

Débora Siqueira

Informações da Sesp/MT

Operação Vitae III – Foto por: Sesp
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As forças de segurança pública do Estado cumpriram 87 mandados de prisão, busca e apreensão, dos quais 33 prisões são preventivas e três em flagrante delito nas cidades de Alta FlorestaCarlindaNova Monte VerdeParanaítaJuínaJuruenaCotriguaçuCuiabáSorriso e Sinop.

As investigações apontam que a suspeita de comandar a organização em Alta Floresta e regiões adjacentes é uma presa de 29 anos, que cumpre mais de 100 anos de condenação na Penitenciária Ana Maria do Couto, em Cuiabá.

O delegado Pablo Carneiro, da Delegacia Municipal de Alta Floresta, coordena a investigação e representou pelos pedidos de prisões dos membros da quadrilha que ordenaram execuções e são responsáveis pelos crimes nos municípios das Regiões Integradas de Segurança Pública de Juína e Alta Floresta.

Para chegar aos integrantes do grupo criminoso, a Secretaria de Estado de Segurança Pública (Sesp) organizou a Operação Vitae III, reunindo cerca de 150 agentes públicos entre a Polícia Militar, Polícia Civil, Sistema Penitenciário, Politec e o Corpo de Bombeiros.

Operação Vitae III em Juína e Alta Floresta
Créditos: Sesp

Investigações

No segundo semestre de 2019, houve uma concentração de esforços por parte da PM e da Polícia Civil no combate ao tráfico de drogas em Alta Floresta. Foi constatado na época que a maior parte dos entorpecentes que chegava à região era proveniente de ações coordenadas por um líder de facção criminosa, que cumpre pena na Penitenciária Central do Estado (PCE), mas que hoje se diz convertido e está na ala evangélica da unidade.

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Depois de muitas investidas policiais, o grupo sofreu um abalo financeiro, o que fez com que esta liderança perdesse o controle do tráfico na região, sendo o comando assumido por outro grupo, liderado pela mulher de 29 anos.  Ela escolheu Alta Floresta como “cidade polo” para concentrar as ações da organização criminosa, sobretudo a distribuição de entorpecentes, pela posição geográfica privilegiada da cidade, que possui conexão em diferentes rotas com outros municípios.

“A privação de liberdade não foi obstáculo para que ela comandasse todo o comércio de entorpecente na cidade e demais municípios que têm Alta Floresta como referência na distribuição de entorpecentes. Pela apuração, pode-se afirmar que ela teve uma rápida ascensão na estrutura da facção por conta de seu perfil cruel, frio e calculista, agindo sem nenhuma piedade diante àqueles que ela vê como um obstáculo na busca do monopólio e domínio do comércio de drogas no extremo norte”, destacou o delegado Pablo Carneiro.

Para o comandante regional de Alta Floresta, tenente-coronel PM Denílson de Arruda, a operação Vitae III tem impacto positivo na região.

“É a demonstração dos órgãos de segurança agindo em prol da sociedade. Foi um impacto extremamente positivo e a criminalidade percebe e sente que os órgãos de segurança atuam de forma integrada para dar segurança a todos. Esperamos que isso se reflita na sensação de segurança e a redução dos crimes na região”.

Juína

O delegado regional de Juína, Carlos Francisco de Moraes, destacou que na região foram cumpridos 18 mandados de buscas, sete mandados de prisão, quatro prisões em flagrante, um boletim de ocorrência circunstanciados para apuração de ato infracional, além de três flagrantes por porte ilegal de arma de fogo.

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“Esse grupo migrou de Alta Floresta para a região de Juara e Juruena, inclusive um dos suspeitos que já está sendo investigado como por ter cometido três homicídios na cidade de Juara. Eles queriam impor a facção criminosa, se estabelecendo por meio da violência. Nós apreendemos em operações anteriores armas de fogo, como metralhadora e pistolas. Essas investigações geraram a informação que essas pessoas faziam parte e integravam essa organização criminosa e isso tudo vinculado às pessoas que estavam sendo investigadas em Alta Floresta”.

Para ele, o resultado da Operação Vitae III é satisfatório por prender integrantes da facção criminosa e também pela expectativa de que esse baque possa diminuir índices de criminalidade e violência na região, sobretudo, os crimes de homicídios, roubo e furto.

Fase 2 da operação

Comandante da Polícia Militar em Juína, tenente-coronel Fábio Luiz Bastos destacou que a operação é desenvolvida em duas fases. A primeira fase foi a repressiva, com cumprimento de mandados de prisão e busca apreensão, resultado das investigações da Polícia Civil que a Polícia Militar, Sistema Penitenciário, Corpo de Bombeiros e a Politec atuaram como apoio no cumprimento.

“Agora nós estamos na segunda fase da operação que é a fase preventiva e, nessa fase, a Polícia Militar fica responsável em planejar e coordenar as ações preventivas por meio de patrulhamento, saturação, bloqueios policiais, abordagens da pessoa, veículos, estabelecimentos, bares, pontos de estacionamento ostensivo em locais estratégicos visando, após a parte repressiva de prisão de infratores, fazer a parte preventiva voltada a população de bem, para melhorar a segurança, a sensação de segurança e inibir  a atuação de criminosos. Esse é o fruto da operação integrada”.

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