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Pantaneiros veem decreto governo de MT como passo importante para retomada da economia no Pantanal

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Por Caroline Rodrigues

Regulamentação era aguardada há 13 anos e dará condições do produtor rural se manter na propriedade

O decreto que permite a limpeza das pastagens no Pantanal Mato-grossense será assinado nesta terça-feira (13) pelo governador Mauro Mendes e representa um passo importante em direção à retomada econômica da pecuária na região. Agora, os proprietários rurais poderão retirar as plantas invasoras dos locais que antes eram pastos naturais. Com a ação, reduzirão o material lenhoso, que serviu de combustível para os incêndios florestais de 2020, e ainda terão espaço para o manejo do gado.

Há 13 anos, os produtores locais aguardavam as regras para executar o trabalho. Eles alertaram o governo sobre o risco de desastre desde a década de 1990 e, em 2008, conseguiram a aprovação da Lei do Pantanal (8.830), que permitia a limpeza desde que regulamentada, o que aconteceu agora.

O membro do Sindicato Rural de Poconé e integrante do grupo Guardiões do Pantanal, Raul Santos Costa Neto, acredita que a solução foi resultado de uma série de reuniões realizadas após os incêndios.

Depois da tragédia, os pantaneiros resolveram se unir em busca de soluções e políticas públicas para a região. Desta forma, conseguiram voz e, apoiados pelo governo, conquistaram este primeiro avanço com relação à legislação.

O que o decreto traz na prática

Raul relata que a construção do decreto teve a participação de todos os envolvidos e ele teve acesso ao texto final, que descreve como deve ser feita a limpeza, quais espécies podem ser retiradas, bem como as características (tamanho e espessura) das plantas que serão removidas.

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Também está presente na regulamentação outras questões importantes com o uso do fogo controlado, para eliminar a matéria orgânica que fica nos pastos, e instalação de tanques, que armazenarão água no período chuvoso para que o gado e animais selvagens possam consumir na seca.

Antes da regulamentação geral, era preciso se ter uma autorização específica do órgão ambiental para cada propriedade e em cada uma das construções, o que era moroso, encarecia a infraestrutura e acabava causando a desistência da construção por parte do proprietário.

Durante os incêndios, a ausência das estruturas foi um obstáculo, já que os brigadistas precisavam buscar água longe dos pontos de incêndio e os animais ficaram sem ter onde se refugiar.

Obstáculos e mudanças ainda aguardadas

Pecuarista e integrante do grupo Guardiões do Pantanal, Ricardo Arruda avalia de forma positiva a regulamentação, porém teme que a limpeza seja limitada este ano, porque o período não comporta mais o uso de máquinas, adequadas para a seca.

Ele argumenta que ainda faltou a regulamentação para a troca de gramíneas, que também é aguardada porque tornará o pasto mais nutritivo e trará mais eficiência às propriedades.

Arruda ainda explica que uma legislação mais atual para as questões relacionadas ao Pantanal está sendo discutida na Assembleia Legislativa de Mato Grosso em parceria com a Embrapa e Guardiões do Pantanal.

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Impacto econômico da ação

A médio e longo prazo, os Guardiões do Pantanal esperam que a regulamentação resolva um problema recorrente na região, que é o esvaziamento das propriedades. Muitos produtores abandonaram as fazendas e as áreas ficaram subvalorizadas por conta da inutilização dos pastos e das dificuldades em se investir em infraestrutura, geradas pelas rígidas legislações.

Com a possibilidade de limpeza dos pastos, as áreas despertarão o interesse de retorno das pessoas, o que povoará o Pantanal e, além de trazer avanços econômicos, reduzirá os pontos de acúmulo de matéria orgânica, que serve de combustível aos incêndios.

Outro ponto importante será a possibilidade de financiamentos específicos para a limpeza dos campos, que antes eram inviáveis porque as instituições financeiras não podiam investir em algo não regulamentado.

Atualmente, os pantaneiros já conseguiram alguns avanços no acesso a recursos. No ano passado, depois de um plano de ação publicado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico (Sedec), eles passaram a ser prioridade entre as cartas do Fundo Constitucional de Financiamento do Centro-Oeste (FCO).

E, para este ano, o governo Federal já anunciou que destinará R$ 180 milhões do FCO apenas para a região do Pantanal de Mato Grosso e Mato Grosso do Sul.

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Cultivo do coco vira possibilidade para produtores de Mato Grosso

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Com informações Senar-MT

O plantio do coco vem ganhando novas regiões de cultivo. Produtores do Sudeste e Centro-Oeste do país estão explorando a cultura com a finalidade de produção de água de coco. Segundo o instrutor credenciado junto ao Serviço Nacional de Aprendizagem Rural de Mato Grosso (Senar-MT), Rafael Reginato Ávila, o cultivo apresenta um grande potencial de exploração.

“A cultura apresenta uma grande diversidade nas formas de comercialização. O coco é aproveitado de forma industrial através da extração do óleo utilizado na produção de cosméticos, produtos de limpeza, higiene e medicamentos. In natura com o consumo da água e na utilização no preparo de doces e também para confecção de objetos através de sua casca fibrosa”.

Ávila conta ainda que existem três principais variedades de cultivo. “O produtor pode escolher entre gigante, anã e híbrida. É importante que ele se atente aos critérios específicos como estudo do mercado local, potencial produtivo da área e necessidades do público alvo e também se sua propriedade rural atende as necessidades da cultura como solo, clima e questões hídricas”.

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O treinamento ofertado pelo Senar-MT em parceria com os sindicatos rurais, possui 40 horas e tem como objetivo ensinar os participantes a fazer o cultivo do coco para consumo, processamento e comercialização, utilizando práticas atuais e de diferentes níveis tecnológicos de produção.

Ingrid Weber, 50, moradora do município de Nobres, aproveitou o curso demandado pelo Sindicato Rural de Rosário Oeste para aprender um pouco mais sobre a cultura. “Além de me interessar bastante pelo cultivo, achei uma boa oportunidade de aprendizado para investir nesse tipo de produção, que ainda falta em nossa cidade”.

A artesã acrescenta que através dos conhecimentos aprendidos no treinamento pretende realizar seu próprio plantio além de repassar as informações para vizinhos e familiares. “Em nosso município necessitamos muito de treinamentos voltados ao cultivo de culturas, até para investirmos mais na agricultura local. Após o treinamento pretendo realizar meu próprio plantio e repassar os aprendizados aos meus filhos e netos. E, caso algum vizinho precise de informações, irei auxiliar também”.

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