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Oposição na Bolívia quer renúncia de presidente e fechar fronteiras

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Lideranças de oposição ao presidente Evo Morales, da Bolívia, decidiram radicalizar os protestos e paralisar o país. Liderados por Luis Fernando Camacho, presidente do Comitê Cívico Pró-Santa Cruz, os opositores afirmam que fecharão serviços públicos e fronteiras para bloquear a entrada de recursos e forçar a renúncia de Morales.

Eles querem novas eleições e a saída do presidente. Camacho afirma ter o apoio da polícia e das Forças Armadas para sustentar a paralisação.

Presidente Evo Morales fala durante conferência REUTERS/David Mercado/Direitos reservados

Oposição quer forçar a renúncia do presidente da Bolívia, Evo Morales  (Arquivo/Reuters/David Mercado/Direitos Reservados)

Líderanças de oposição e do Comitê Nacional de Defesa da Democracia (Conade) decidiram “paralisar desde à 0h de hoje (5) todas as instituições estatais e as fronteiras da Bolívia de maneira pacífica, mas firme e comprometida, com a única ressalva de deixar funcionando os aeroportos internacionais e serviços básicos essenciais e emergências médicas”.

No sábado, Camacho afirmou que Evo Morales teria 48 horas para renunciar. O prazo do “ultimato” terminou na noite de ontem e Camacho decidiu ir a La Paz entregar ao presidente um documento pedindo sua renúncia.

Durante a madrugada, ao desembarcar na capital boliviana, o opositor foi impedido de sair do aeroporto, pois havia manifestantes pró-Morales esperando-o. Assim, ele teve de regressar a Santa Cruz na manhã de hoje por medida de segurança.

Hoje é o 15º dia de protestos no país. As manifestações começaram no dia 20 de outubro, após as eleições que deram a vitória em primeiro turno a Evo Morales, após uma confusa apuração, com suspeitas de fraude eleitoral.

OEA promove auditoria

Uma delegação da Organização dos Estados Americanos (OEA) realiza, desde a quinta-feira passada (31), uma auditoria na apuração dos votos no país. A missão, que conta com 30 especialistas, tem o objetivo de verificar se houve manipulação de dados e fraude em favor do partido Movimento ao Socialismo (MAS), do atual presidente. O resultado da auditoria deve ser divulgado na próxima semana.
 
O chanceler boliviano Diego Pary afirmou ontem (4) que Camacho e as lideranças de oposição estão organizando um golpe de estado. “Esta segunda-feira e amanhã serão dois dias decisivos para o meu país, são dias em que será definido se a Bolívia vai continuar na rota democrática ou do golpe de estado que promovem os setores cívicos de Santa Cruz, encabeçados por Camacho”, disse Pary.

A presidente do Senado, Adriana Salvatierra, disse que Camacho “está conduzindo uma aventura de golpe” e respondeu que o pedido de demissão do presidente é irrelevante.

“Como o pedido de demissão do presidente Evo Morales foi ridículo, desta vez ele [Camacho] lançou uma séria ameaça de prejudicar o país e a economia, como o fechamento de instituições e de fronteiras”, finalizou Salvatierra.

Edição: Kleber Sampaio
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Coronavírus: premiê da Austrália anuncia proibição de viagens à China

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O governo federal australiano emitiu uma proibição de viagem, negando a entrada de todos os viajantes que partiram ou transitaram pela China continental a partir de 1º de fevereiro.

O anúncio foi feito neste sábado (1º) pelo premiê da Austrália, Scott Morrison. A medida veio em meio ao surto do novo coronavírus que já teve 12 casos confirmados em território australiano.

A proibição exclui cidadãos australianos, residentes permanentes e suas famílias, bem como tripulações aéreas que usam equipamentos de proteção individual.

“A partir de hoje [sábado], todos os viajantes que chegarem da China continental (não apenas a província de Hubei) deverão se autoisolar por um período de 14 dias a partir da saída da China continental”, Morrison leu uma declaração sobre o novo coronavírus do Comitê Principal de Proteção à Saúde da Austrália (AHPPC, na sigla em inglês).

O AHPPC também elevou seu nível de alerta, recomendando aumentar o alerta de viagem para o nível quatro, o que significa a proibição completa de viagens para toda a China continental.

“Além disso, haverá escaneamento avançado na recepção nos principais aeroportos para facilitar a identificação e o fornecimento dessas informações e garantir que as precauções apropriadas sejam adotadas”, disse o primeiro-ministro australiano a repórteres.

No início do dia, a maior companhia aérea da Austrália, Qantas, disse que suspenderia voos regulares de Sydney para Pequim e Xangai entre os dias 9 de fevereiro e 29 de março.

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O novo tipo de coronavírus foi detectado pela primeira vez na cidade chinesa de Wuhan no início do ano e, desde então, espalhou-se para mais de 20 países. O vírus já matou 259 pessoas na China e infectou cerca de outras 12 mil. Cerca de 242 pessoas foram curadas através de tratamento. Mais de 100 casos da nova doença foram registrados fora da China.

A Organização Mundial da Saúde declarou emergência internacional de saúde na quinta-feira (30) devido ao surto.

Reuters

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