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Operação Rouge é deflagrada contra integrantes de facção criminosa no sul de MT

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Por Denise Niederauer

A Polícia Civil de Rondonópolis desencadeou a Operação Rouge, coordenada pela Delegacia Especializada de Roubos e Furtos (Derf), trinta e três mandados judiciais, entre prisão e busca e apreensão, estão sendo cumpridos já no início da desta quarta-feira (18.11), e ainda 15 ordens de prisões preventivas e 18 de busca e apreensão.

A operação Rouge tem o objetivo de reprimir diversos crimes praticados por uma facção criminosa atuante na região, entre eles o tráfico de entorpecentes, associação criminosa, associação para o tráfico e tortura, e coletar provas para robustecer inquéritos instaurados pela delegacia especializada.
Para cumprir os mandados foi mobilizado um efetivo de 50 policiais civis de diversas unidades, como a Derf, 2a Delegacia, Delegacia da Mulher e Delegacia Regional de Rondonópolis.
As investigações sobre a atuação da facção iniciaram em 2019 e com apoio da Diretoria e Inteligência da Polícia Civil, a equipe da Derf chegou a uma organização criminosa composta por detentos reclusos em unidades prisionais de Mato Grosso, entre elas na penitenciária Major Eldo de Sá (Mata Grande), em Rondonópolis, além de diversas pessoas que estão em liberdade e se aproveitam do poder auferido pela facção para praticarem o crime de tráfico de drogas.
Segundo informações coletadas nas investigações, a organização criminosa é estruturada e se caracteriza pela divisão de tarefas entre seus integrantes, sendo responsável por significativa parcela de crimes praticados na cidade. O grupo se associou com a intenção de obter, direta ou indiretamente, vantagem de qualquer natureza mediante a prática de crimes cujas penas são superiores a quatro anos, em especial o tráfico de drogas e associação, entre outros.
As investigações apuraram ainda que o núcleo da organização investigada controlava o tráfico de drogas em Rondonópolis, realizando o tabelamento de preços de drogas como maconha e cocaína e o controle de boa parte dos pontos de venda e comercialização de drogas, conhecidos como ‘bocas de fumo, biqueiras ou lojinhas’.
Líderes da organização criminosa, responsáveis por fazer o recolhimento dos valores destinados ao grupo, também foram identificados como ‘gerentes’ ou ‘disciplinas’ cuja função é fiscalizar, repreender e punir outros membros faccionados e moradores da região sob domínio e que violem as regras da facção criminosa, com a aplicação de punições vulgarmente conhecidas como “salves”.
Após representação da Derf à Justiça, a 7a Vara Criminal de Combate ao Crime Organizado, de Cuiabá, deferiu os mandados de prisão preventiva de 15 alvos suspeitos de praticarem os crimes de tráfico e associação para o tráfico, além de integrarem a organização criminosa investigada. A Justiça também concedeu as ordens de busca e apreensão domiciliar em 18 endereços ligados ao grupo investigado e o bloqueio de conta bancária utilizada para lavagem de dinheiro.
Ao logo desta quarta-feira serão atualizados os números relativos à Operação Rouge.
Redtus – No final do ano passado, a Polícia Civil deflagrou em Rondonópolis a Operação Redtus contra a mesma organização criminosa, oportunidade em que foram presas preventivamente 66 pessoas e apreendidos veículos, armas de fogo, dinheiro e realizado bloqueio de contas bancárias e fechamento de estabelecimentos comercias utilizados para lavagem de dinheiro.
Com informações da PJC MT

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Fraude em Licitação

Gaeco realiza operação “Afeto” em Primavera do Leste3

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A Unidade Regional do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Rondonópolis deflagrou nesta segunda-feira (23), em Primavera do Leste, a operação “Afeto”. O trabalho conta com o apoio do Gaeco de Cuiabá e busca auxiliar investigação realizada pela 1ª Promotoria de Justiça Cível de Primavera do Leste. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão na residência e no gabinete de um vereador do município, nas empresas Nova Service e Top Service, além da estação e almoxarifado onde são guardados os veículos e maquinários das empresas investigadas.

 

De acordo com o Gaeco, a investigação apura fraudes em licitação envolvendo empresas registradas em nome da esposa e do enteado do parlamentar investigado. Há indícios de que o vereador atue junto ao município promovendo o direcionamento de licitações, visando o favorecimento de familiares que supostamente operam como “laranjas”.

 

Entre os anos de 2016 a 2020, as duas empresas alvos da operação movimentaram mais de R$ 4 milhões de verbas públicas por meio de contratos celebrados com o município. Entre os serviços contratados, estão transportes escolares, locações de máquinas e caminhões, varrição, recolhimento de resíduos, obras de engenharia, calçamentos, entre outros.

 

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Segundo o Gaeco, o nome dado à operação realizada nesta segunda-feira é uma alusão aos laços de parentesco e amizade do vereador com as empresas supostamente favorecidas pela prefeitura.

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