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Operação apreende 35 Kg de pasta base em Porto Esperidião

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Uma operação de combate ao tráfico de drogas, realizada nesta quinta-feira (06), pela Promotoria de Justiça da Comarca de Porto Esperidião, com o apoio do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) de Cuiabá e Cáceres, resultou no cumprimento de cinco mandados de prisão temporária, sete de busca e apreensão, além da prisão em flagrante de dois investigados. Todos os mandados foram expedidos pela Vara Criminal de Porto Esperidião.

A ação contou também com a participação da Força Tática de Cáceres/MT, CANILFRON, Delegacia de Polícia de Porto Esperidião e 1º Pelotão de Polícia Militar de Porto Esperidião. O tráfico, segundo o MPMT, movimenta diariamente elevadas quantidades de drogas nas chamadas bocas de fumo instaladas no município, contribuindo para aumento da criminalidade na região.

Na residência de um dos alvos foram apreendidos 35 quilos de pasta base, distribuídos em 36 tabletes, 38 porções análogas a pasta base, uma porção semelhante a cocaína e R$ 413,00 em espécie. Em outra casa, cujos alvos eram pai e filho, foram localizadas 20 trouxinhas análogas a pasta base, oito pendrives, porção de maconha, cinco munições calibre 380, cinco munições calibre 22, uma munição calibre 32, uma balança de pressão, além de R$776,00 em notas de 50, 20, 10, 5 e 2 reais, R$810,00 em cheque e R$46,57 em moeda, e três celulares.

De acordo com as investigações, grupo mantinha reiterados contatos telefônicos para tratar do tráfico de drogas. Entre os integrantes, alguns eram responsáveis pela venda e acondicionamento dos entorpecentes, outros pela entrega, transporte e aquisição.

Cerca de 43 policiais estiveram envolvidos na Operação, dentre eles 16 componentes do Gaeco de Cuiabá, quatro do Gaeco de Cáceres, 12 componentes da Força Tática de Cáceres/MT e três operadores com dois cães do CANILFRON

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MP pede afastamento de policial indiciado por participar de assalto

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Com informações do MP.

O Ministério Público do Estado de Mato Grosso, por meio da Promotoria de Justiça de Vera (a 458km de Cuiabá), requereu o afastamento cautelar do policial militar Edmilson Alves Carvalho, indiciado por participação no roubo armado à agência dos Correios de Feliz Natal (a 536km da Capital), no dia 17 de fevereiro de 2020. O pedido consta em ação civil pública proposta nesta sexta-feira (21).

O promotor de Justiça Willian Oguido Ogama pediu que o afastamento seja oficiado à Polícia Militar de Mato Grosso até o julgamento final da ação por improbidade administrativa. Por fim, o MPMT pede a condenação do requerido à perda da função pública e ao pagamento de R$ 20 mil a título de dano moral coletivo, bem como a outras sanções previstas em lei.

O caso – Consta na ação que, após a realização de diligências, policiais militares localizaram um dos autores do roubo, Deyvid Alves Teixeira, que confessou ter participado do crime em conjunto com o policial militar Edmilson Alves Carvalho. Segundo Deyvid, ele foi intimidado pelo requerido, em razão de não possuir condições de saldar uma dívida que possuía com Edmilson, no montante de R$ 7,5 mil, divididos em três cheques de R$ 2,5 mil.

Deyvid relatou que ele e Edmilson foram até a agência dos Correios em uma motocicleta, com arma de fogo em punho, colocando todos os funcionários e clientes deitados no chão, usando muita violência e agressividade. Após a subtração de dinheiro e aparelhos telefônicos, retornaram à residência dele, tendo o policial militar dito que voltaria para fazer a divisão do dinheiro.

Em seguida, policiais militares se deslocaram até a residência do requerido, mas ele não foi localizado. Posteriormente, Edmilson compareceu na unidade do 4º Pelotão da Polícia Militar em Feliz Natal, quando foi preso em flagrante com uma das folhas de cheque no valor de R$ 2,5 mil.

Ao ser interrogado, Edmilson declarou que a última vez que havia falado com Deyvid havia sido na sexta-feira anterior ao crime. Contudo, conforme despacho elaborado pelo delegado de Polícia Federal, “em consulta ao celular apreendido com Deyvid, devidamente autorizado, constam ligações e mensagens apagadas entre este e o Edmilson Alves Carvalho, inclusive nos períodos próximos à ocorrência do crime, corroborando a versão de Deyvid, que imputa a participação de Edmilson Alves Carvalho”.

Em 18 de fevereiro Edmilson passou por audiência de custódia, na qual foi homologado o auto de prisão em flagrante e concedida liberdade provisória mediante o pagamento de fiança pelo policial.

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