VÁRZEA GRANDE
Obras de infraestrutura do Paiaguás seguem em ritmo acelerado
A rua Javé, por exemplo, já conta com aproximadamente 70% dos serviços de drenagem concluídos, enquanto a rua Moisés registra cerca de 25% de execução. Com 33 dias corridos de execução, o cronograma físico-financeiro previsto no contrato vem sendo respeitado e a prefeitura estima a conclusão total em 120 dias. Início do período de estiagem contribui
As obras de pavimentação, recapeamento e drenagem no bairro Paiaguás seguem em ritmo acelerado em Várzea Grande. Lançadas em 15 de maio deste ano – no dia do aniversário da cidade -, os serviços já apresentam avanços significativos e representam o maior investimento em infraestrutura urbana da história do bairro, com mais de R$ 10 milhões a serem aplicados. A iniciativa visa garantir melhores condições de tráfego, prevenir alagamentos e elevar a qualidade de vida dos moradores da região.
Até o momento foram concluídos 1.020 metros lineares de recapeamento, beneficiando as ruas Javé, 36, 37, 63, 68 e um trecho da rua Emília Jacinto Neto. Antes do recapeamento, a Prefeitura executa o serviço de tapa-buraco, que assegura maior aderência e durabilidade da nova camada asfáltica, bem como, há intervalo suficiente para que o Departamento de Água e Esgoto – que integra essa grande ação de estruturação do bairro – possa conter vazamentos e melhorar pontos da rede de distribuição.
Paralelamente, os serviços de terraplanagem e recuperação da base e sub-base das vias estão em andamento, preparando o solo para a nova pavimentação. Também está em curso a recuperação do sistema de drenagem pluvial, fundamental para garantir o escoamento adequado das águas da chuva e evitar pontos de alagamento. A rua Javé, por exemplo, já conta com aproximadamente 70% dos serviços de drenagem concluídos, enquanto a rua Moisés registra cerca de 25% de execução.
Com 33 dias corridos de execução, a obra segue o cronograma físico-financeiro previsto no contrato, que estima a conclusão total em 120 dias.
COMEÇO, MEIO E FIM – A Prefeitura de Várzea Grande reforça que a colaboração da comunidade é essencial para o bom andamento dos serviços. Respeitar as sinalizações, evitar o tráfego em trechos interditados e colaborar com as equipes no local, são atitudes fundamentais para garantir mais agilidade, segurança e qualidade à obra. Transtornos existem, como em qualquer obra, mas são pontuais. Essa grande intervenção no bairro tem começo, meio e fim, garantem os técnicos envolvidos com este cronograma.
“Este é o maior investimento já realizado no bairro Paiaguás e reflete o compromisso da gestão com todas as regiões da cidade. Estamos trabalhando para transformar a realidade dos moradores, com obras que garantem dignidade, mobilidade e qualidade de vida”, afirmou a prefeita Flávia Moretti.
O secretário municipal de Viação, Obras e Urbanismo, Celso Pereira, destacou o envolvimento técnico da equipe e reforçou a importância da participação da população: “Estamos atuando com planejamento e responsabilidade, cumprindo cada etapa conforme o cronograma. A colaboração dos moradores é fundamental para o sucesso da obra, pois evita mais transtornos e contribui para que os serviços avancem com mais rapidez e segurança”, pontuou.
A Secretaria segue monitorando todas as fases do projeto para garantir a qualidade técnica da execução e a entrega de uma infraestrutura moderna e duradoura à comunidade do bairro Paiaguás.
VÁRZEA GRANDE
Agentes comunitários de Várzea Grande reforçam atuação no combate à hanseníase
Os agentes comunitários de saúde de Várzea Grande estão no centro de uma estratégia que busca transformar a realidade de uma das doenças mais antigas ainda presentes no Brasil: a hanseníase. Mais de 80 profissionais participaram, nesta semana, de dois dias de capacitação realizados na Assembleia Legislativa de Mato Grosso, dentro de um projeto piloto idealizado pela Frente Parlamentar de Enfrentamento à Hanseníase.
A iniciativa, presidida pelo deputado estadual Dr. João (MDB), marca o início de uma mobilização que pretende alcançar os 142 municípios de Mato Grosso. Durante o encontro, os participantes receberam treinamento para fortalecer a identificação precoce da doença, ampliar a busca ativa de casos e contribuir para a redução da transmissão.
Segundo o parlamentar, a proposta é estruturar uma rede de profissionais preparados para atuar diretamente nos territórios. “Este é o pontapé inicial para colocarmos em prática a capacitação de todos os profissionais de saúde. Vamos percorrer os municípios, qualificar as equipes, intensificar a busca ativa, realizar diagnósticos e garantir o tratamento, com o objetivo de tirar Mato Grosso dessa triste liderança em casos de hanseníase”, afirmou.
Para quem atua diretamente nas comunidades, o conhecimento adquirido representa mais segurança no atendimento. A agente comunitária Mariazinha da Silva, da unidade do bairro Vila Arthur, destacou a importância da qualificação. “A capacitação é essencial para quem está na ponta, em contato direto com a população. Ela amplia o conhecimento, melhora a identificação precoce dos casos, qualifica a orientação aos pacientes e ajuda a reduzir o preconceito que ainda existe sobre a doença”, relatou.
De acordo com ela, momentos como esse também fortalecem o trabalho em equipe e ampliam a capacidade de acolhimento e acompanhamento dos pacientes.
A enfermeira responsável técnica pela linha de cuidado em hanseníase no município, Adriana Matos, reforçou o papel estratégico dos agentes comunitários. “Essa capacitação é um divisor de águas. O agente está dentro das casas, conhece o território e a rotina das famílias. Ao identificar uma mancha suspeita ou perda de sensibilidade, ganhamos tempo precioso. O diagnóstico precoce não é apenas sobre curar, mas sobre evitar sequelas irreversíveis e interromper a cadeia de transmissão”, destacou.
A coordenadora da Vigilância Epidemiológica da Secretaria de Estado de Saúde (SES), Janaína Pauli, ressaltou que o enfrentamento da doença depende da atuação integrada entre instituições e do vínculo com a população. “Mato Grosso é considerado endêmico porque realiza busca ativa dos casos. Além do estigma, um dos grandes desafios é o abandono do tratamento. Por isso, é fundamental que os agentes de saúde sejam essa ponte, sensibilizando pacientes que muitas vezes permanecem em casa por vergonha de procurar atendimento”, explicou.
TRATAMENTO PELO SUS – A hanseníase tem tratamento gratuito e cura, disponíveis pelo Sistema Único de Saúde (SUS). A qualificação dos agentes comunitários reforça a importância do diagnóstico precoce e do acompanhamento adequado, fundamentais para interromper a cadeia de transmissão e garantir mais qualidade de vida aos pacientes.
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