OPINIÃO

O empreendedorismo e os recursos intángiveis da nova economia

Por Ana Eliza Lucialdo

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Nas últimas décadas o termo empreendedorismo vem sendo largamente empregado nos estudos empresariais e da Economia. O conceito inicial de empreender foi usado para sinalizar uma mudança espontânea nos fluxos organizacionais, a busca de uma alternativa aos problemas empresariais atrelado à inovação e ao desenvolvimento econômico (Schumpeter, 1985).
A evolução do conceito empreender agregou o sentido também da adaptabilidade além da inovação. E sua utilização passou se referir ao terceiro setor da economia.
Uma reflexão pertinente a ser feita nos tempos atuais vem por meio da indagação: É possível empreender na economia do simbólico, do intángível?
Vamos levar duas questões em consideração. A primeira advém das transformações socioeconômicas das últimas décadas, em que a economia se sustentava em bens palpáveis e o trabalho, tendo como marco a Revolução Indústrial.
Mas, na contemporaneidade, a partir da revolução do conhecimento, a ideia, a criatividade passou a ser capital e monetizou-se (DRUCKER, 1993).
A segunda reflexão perpassa pela tecnologia, em que empreendedores fomentam negócios a partir de ideias e recursos intangíveis, sem a necessidade de estoque de mercadoria.
Por exemplo, desenvolvimento de um aplicativo em detrimento ao estoque de produtos para a venda e monetização, ou seja, existem negócios sem estoque físico, apenas a ideia estruturada em formato de empresa e a tecnologia.
Considerando os apontamentos acima, o cenário para o empreendedorismo é positivio na economia do intangível. Diferente da década de 50, quando o termo começou a ser implantado. Atualmente, é possível iniciar o investimento em startups e seus negócios inovadores a partir da ideia e sua disseminação.
Outro ponto a ser considerado pelos empreendedores da economia criativa é o marketing digital. Ou seja, as atividades executadas online com o objetivo de vender, criar relacionamentos e desenvolver uma identidade de marca com baixo custo de investimento.
Por fim, é interessante considerar um estudo realizado pelo Programa de Pós-Graduação em Estudos de Cultura Contemporânea da Universidade Federal de Mato Grosso (PPG-ECCO-UFMT) em 2017, em que foi produzida uma pesquisa com empreendedores criativos com mais de quatro decádas de mercado, com experiências em profundas transformações socioeconômicas.
Os estudos apontaram características dos empreendedores criativos ao sinalizar em suas narrativas alta dose de adaptação, resiliência e capacidade de agir aos imprevistos dos planos de ações empresariais (Lucialdo, 2018).

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Ana Eliza Lucialdo é professora, palestrante consultora de estratégia e negócios digitais. Mestre com pesquisa em economia criativa (ECCO/UFMT), em Políticas Públicas pela Universitat de Girona (Espanha), MBA em Comunicação e Marketing. É filiada a BPW Cuiabá e ao PMI-MT. Instagram e LinkedIn: anaelizalucialdo

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OPINIÃO

Novo Você

Por Nayara Cerutti

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O final de mais um ciclo se aproxima, porém não é um mero adeus, acredito que 2020 será sempre rememorado como um ano histórico mundial. Não há como negar que o ano gêmeo influenciou, transformou, nos entristeceu, amedrontou, nos encorajou e até nos reinventou.

Diante de tantas incertezas e adversidades não houve como não nos reposicionar, sejam nas relações pessoais, profissionais e até espirituais.

A profunda reflexão talvez tenha chegado à mente de toda a humanidade, afinal a pandemia rompeu todas as fronteiras, com uma velocidade incrível, e nos deixou atônitos, olhando a princípio como espectadores deste longo episódio dramático, que ainda não chegou ao fim, mas felizmente alguns protagonistas, vítimas do vírus, celebram o sabor de quem venceu uma guerra e ganhou uma nova chance enquanto outros acometidos pela tristeza, permanecem em suas trincheiras de dor.
Neste mar ou deserto que estamos atravessando, me deixa uma certeza, nossa resiliência deve sempre permanecer em exercício, a fé que não deve e não pode esmorecer e as mudanças necessárias que nos permitem ser melhores amanhã.

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A mudança e melhora em cada um de nós, talvez seja a melhor atitude que possamos ter no momento. Em minha profissão, elevo a autoestima através de mudanças na aparência e vejo com meus olhos esse milagre todos os dias.

São as mudanças desejadas que nos desafiam, que nos encorajam e são necessárias. Quando nossas relações pessoais e profissionais são pautadas na geração de bem, acredito que as chances de alcançar a felicidade ou a força para continuar aumentam exponencialmente.

Aqui na minha cadeira da clínica, onde meus pacientes desejam por mudanças em suas faces, incômodos que o acompanham uma vida inteira, eu sei que na verdade o que grita e que não se ouve é para que sonhos sejam realizados, e quais são?

A palavra em questão é a confiança e aceitação de si, a satisfação de se olhar no espelho e gostar do que se vê ou mesmo o resultado que permite um novo semblante, aquele que vai permitir que ganhe mais sorrisos, mais elogios, menos julgamentos.

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Sim, a harmonização orofacial galga caminhos muito além da beleza.

É promotora de transformação, por isso não deixem de construir uma nova face e principalmente um novo você a cada dia, a harmonização não é apenas mudanças na face, mas uma conquista para a vida!

Nayara Cerutti, odontóloga com atuação em harmonização orofacial

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