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Municípios poderão suspender pagamento de contribuições previdenciárias

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Medida faz parte do Programa Federativo de Enfrentamento ao coronavírus

 

Municípios em dívidas com a Previdência Social poderão suspender os pagamentos das parcelas até o final deste ano. É o que prevê a Lei Complementar nº 173/2020, sancionada pelo presidente da república Jair Bolsonaro, em 27 de maio de 2020. Na prática, a lei flexibiliza a Responsabilidade Fiscal do Distrito Federal, estados e municípios para permitir que a União repasse recursos públicos para o enfrentamento da pandemia.

Carlos Esteves, gerente da Agenda Assessoria, instituição especializada em previdência, explica que a lei complementar 173 regulamenta vários fatores que irão repercutir na vida dos municípios. Especialmente o artigo 9ª, que suspende os pagamentos das dívidas com a Previdência Social com vencimento entre 1º de março e 31 de dezembro de 2020. O artigo também prevê a possibilidade de suspensão do pagamento das contribuições patronais devidas pelos municípios aos seus Regimes Próprios de Previdência Social (RPPS).

“No caso específico da LC 173, se aplica apenas aos parcelamentos que foram firmados com a MP do Bem, convertida na Lei 13.485/2017, na qual a dívida com a União foi refinanciada em 200 parcelas. Então, são esses parcelamentos que podem sofrer a suspensão”, explica Carlos Esteves.

É importante ressaltar que o município precisa encaminhar uma lei municipal à Câmara de Vereadores solicitando a suspensão desses pagamentos. “A lei tem que ser complementar quando a regulamentação do RPPS ou o parcelamento tiverem vindo de uma lei complementar”, complementa.

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Regulamento das Suspensões

Esteves explica que, no caso específico do parcelamento das dívidas dos municípios com o Regime Próprio, só podem deixar de serem pagas as parcelas vencidas entre março e 31 de dezembro de 2020.

A sugestão de Carlos Esteves é que, a partir de janeiro de 2021, os municípios que aderiram a suspensão do pagamento, comecem a pagar a parcela do mês e uma das parcelas vencidas durante a vigência da suspensão. Ou seja, paga uma parcela vencida e uma que vai vencer.

Outra a possibilidade é fazer um reparcelamento, apesar de não ser vantajoso porque o novo parcelamento só poderá ser feito em até 60 parcelas, não contando com o benefício das 200 previstas na MP do Bem.

“É bom que fique claro, os municípios que já pagaram as parcelas até o presente mês (julho), não receberão os valores pagos e nem compensações ao fazer a suspensão, pois a legislação veda. Vão ser feitas as suspensões das parcelas em aberto até o dia 31 de dezembro de 2020. Essa regra também vale para a contribuição patronal, mas aqui há particularidades. Por exemplo, a maioria dos Regimes Próprios de Previdência do estado de Mato Grosso prevê que a parcela correspondente ao mês de fevereiro vence entre o dia 20 e 30 de março, então se a mensalidade vence no mês seguinte, nós temos as contribuições patronais a serem suspensas relativas aos meses de fevereiro até novembro de 2020. A parcela do mês de dezembro e o 13º, que vencem em janeiro, não podem ser suspensas, haja vista que, por determinação legal, essas contribuições patronais vencem em janeiro de 2021”, ressalta.

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Para finalizar, o especialista esclarece que não haverá multa nos meses em que ocorrer a suspensão, se estiver estabelecido na legislação municipal, no entanto, a lei deve disciplinar a atualização monetária desse montante que foi suspenso. Uma vez que, se o valor tivesse sido recolhido no tempo devido, esse montante estaria aplicado no mercado financeiro e estaria rendendo dividendos para o RPPS. “Portanto, se aplica a regra, no mínimo, estabelecida pela meta atuarial do RPPS, ou seja, os juros, o IPCA, mais o juros estabelecido no cálculo atuarial, que em alguns municípios é 5,5%, como é o caso de Cuiabá, e em outros é de 6%”, afirma Carlos Esteves.

DIALUM

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COVID-19

Governo de Mato Grosso distribuiu 21,3 mil testes para a região Nordeste

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Testes foram distribuídos para as 22 prefeituras da região, que passa por Água Boa e Vila RicaLucas Rodrigues | Secom-MT

Profissionais da Saúde que atuam no combate à pandemia realizam teste da Covid-19 – Foto por: Christiano Antonucci – SECOM/MT

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O Governo de Mato Grosso enviou 21,3 mil testes rápidos de covid-19 para os 22 municípios que compõem a região Nordeste do estado, a exemplo de Água Boa e Vila Rica (veja a lista completa ao final da matéria).

Todos os testes já foram recebidos pelas prefeituras, que devem encaminhá-los para a atenção básica de Saúde. No total, o Estado adquiriu 400 mil testes rápidos, sendo que 300 mil estão sendo distribuídos para os 141 municípios de Mato Grosso.

Os outros 100 mil estão à disposição do Centro de Triagem Covid-19, na Arena Pantanal, e dos hospitais administrados pelo Executivo. Além destes, mais 100 mil testes foram doados por uma empresa.

“Sabemos que há uma dificuldade muito grande dos municípios para a aquisição, e por isso o Estado têm dado mais essa contribuição”, afirmou o governador Mauro Mendes.

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O governador ressaltou que a testagem auxilia as pessoas com sintomas leves a iniciarem o tratamento de forma precoce. A base de cálculo usada para a distribuição é de 8,5% da população de cada município.

“Com o teste rápido disponível já na UPA, na policlínica ou no PSF, o paciente que estiver contaminado já consegue descobrir a doença no início e partir para o tratamento precoce. Isso evita que a situação se agrave e ele venha a precisar de uma UTI. É uma ferramenta que ajuda a salvar vidas”, destacou.

Para o secretário de Estado de Saúde, Gilberto Figueiredo, a iniciativa é uma forma do Governo de Mato Grosso incentivar a testagem e reforçar a atuação da atenção primária à Saúde, “que é uma responsabilidade dos municípios”.

“Além de fornecer testes, o Estado também atua fortemente no Centro de Triagem da Covid-19, que amplia consideravelmente o número de diagnósticos realizados da Baixada Cuiabana e facilita o acesso ao tratamento precoce”, pontuou Figueiredo.

Os testes adquiridos pelo Governo custaram até 11 vezes mais baratos que os adquiridos em outros estados. Enquanto os preços praticados nos demais estados variaram entre R$ 55 a R$ 199 por cada teste, o Governo de Mato Grosso conseguiu adquirir diretamente de uma fabricante chinesa por U$S 3 dólares, ou seja, R$ 17,83, considerando frete e o valor do dólar pago nas aquisições.

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Confira a quantidade distribuída para cada um dos 22 municípios da região nordeste:

MUNICÍPIO

TESTES DISTRIBUÍDOS

ÁGUA BOA

2.175

ALTO BOA VISTA

575

BOM JESUS DO ARAGUAIA

550

CAMPINÁPOLIS

1.350

CANABRAVA DO NORTE

400

CANARANA

1.825

COCALINHO

475

CONFRESA

2.625

GAÚCHA DO NORTE

650

LUCIARA

175

NOVA NAZARÉ

325

NOVA XAVANTINA

1.825

NOVO SANTO ANTÔNIO

225

PORTO ALEGRE DO NORTE

1.075

QUERÊNCIA

1.475

RIBEIRÃO CASCALHEIRA

875

SANTA CRUZ DO XINGU

225

SANTA TEREZINHA

700

SÃO FÉLIX DO ARAGUAIA

1.000

SÃO JOSÉ DO XINGU

475

SERRA NOVA DOURADA

150

VILA RICA

2.225

TOTAL

21.375

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