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Neri Geller afirma que missão no Irã garante importação de fertilizante mais barato  

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Por Alana Casanova

Em entrevista à rádio Conti, em Cuiabá, nesta sexta-feira (25.02), o deputado federal Neri Geller (PP/MT) falou dos principais avanços da missão oficial do Brasil ao Irã. Membro da comitiva do Governo Federal, ao lado da ministra de Agricultura Tereza Cristina (DEM), Geller cumpriu intensa agenda de negociações com a alta cúpula do governo iraniano, visando estabelecer acordos bilaterais para facilitar a exportação de produtos brasileiros.

“O sentimento é de dever cumprido. Nós fizemos várias reuniões e conseguimos consolidar uma liderança forte no Irã. Um trabalho que foi iniciado lá em 2014 quando fui ministro, e conseguimos derrubar o embargo da carne, abrir mercado internacional e garantir a comercialização dos produtos brasileiros”, afirmou Geller.
Geller diz que a comitiva de Governo restabeleceu a presença do Brasil no Irã já que, foi assinado contrato de intenção de compra de ureia como base de troca ao fornecimento de soja e milho. De acordo com o ex-ministro, o Irã -que é o maior fornecedor de ureia para o Brasil-, se comprometeu a abastecer o mercado brasileiro com 400 mil toneladas do produto. Em contrapartida, os iranianos – que já são os maiores consumidores de produtos brasileiros do Oriente Médio – se comprometeram em adquirir milho e soja do Brasil.

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“Se há 10 ou 12 anos produzíamos 9 milhões de toneladas de milho e, hoje, algo em torno de 32 milhões de toneladas é porque nos tornamos competitivos e, além de garantir o consumo interno, podemos exportar de 80 a 90% do milho, de Mato Grosso, para o Irã. Isso mostra a força dos nossos produtores rurais e a importância de fortalecermos um setor que sustenta a nossa economia”, expôs Neri Geller.
O parlamentar explica ainda que a ureia é o principal insumo utilizado nos fertilizantes para produção de milho. O produto, que ano passado custava U$S 380 dólares, custa hoje U$S 880 dólares. “Os reflexos da pandemia; da alta do dólar; a falta de crédito com taxa de juros equalizada pelo Tesouro Nacional; elevaram o custo da produção agrícola no mundo. Mais uma vez, saio de cabeça erguida de uma missão que irá impactar positivamente o agronegócio brasileiro”, finalizou.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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