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Ministra Márcia Lopes defende implementação da Lei Geral de Enfrentamento à Violência de Gênero no Brasil

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A ministra das Mulheres, Márcia Lopes, comprometeu-se nesta quinta-feira (11) com o Consórcio Maria da Penha a atuar, em diálogo com o Poder Legislativo, para aprovar a Lei Geral de Enfrentamento à Violência de Gênero no Brasil. Para isso, pretende articular reuniões com a bancada feminina da Câmara dos Deputados e o Consórcio, a partir de janeiro de 2026, a fim de auxiliar na construção do texto final para seu encaminhamento e tramitação no Congresso Nacional como projeto de lei.

“Tenho plena concordância e parabenizo a iniciativa do Consórcio Maria da Penha na elaboração do texto. No que depender de mim e do Ministério das Mulheres, vamos fazer de tudo para levar a proposta à frente e garantir a aprovação da Lei Geral no Brasil”, afirmou a ministra.

A minuta foi apresentada nesta quinta-feira (11), em um evento paralelo no âmbito da X Conferência de Estados Parte do Mecanismo de Seguimento da Convenção de Belém do Pará (MESECVI), que acontece no Centro de Eventos do Ceará, em Fortaleza.

A Lei Geral de Enfrentamento à Violência de Gênero visa ampliar a tipificação penal no país para incluir crimes não previstos na Lei Maria da Penha, tais como violência institucional, tráfico internacional de mulheres, violência política, violência digital, racial, obstétrica, econômica, reprodutiva, no trabalho, contra mulheres com deficiência, exploração sexual, stalking, entre outros.

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A ministra Márcia Lopes lamentou 1.177 feminicídios registrados no Brasil, em 2025, e reforçou as ações implementadas pelos Estados Partes do MESECVI para combater a violência contra as mulheres. 

“Tem sido dramático viver o que as mulheres estão vivendo, ouvir e escutar o que as mulheres estão enfrentando no nosso país. O nosso compromisso é nos aliar com quem tem compromisso com essa luta contra a violência. É importante ver que a nossa região, mesmo com diferenças ideológicas e políticas, está unida nesse processo de enfrentamento.”

O objetivo da Lei Geral é assegurar o cumprimento da Convenção de Belém do Pará, que é um tratado internacional da OEA (Organização dos Estados Americanos), adotado em 1994, e que define a violência contra a mulher como uma violação dos direitos humanos, exigindo que os Estados Parte, incluindo o Brasil, criem medidas de prevenção, punição e erradicação dessa violência, abrangendo danos físicos, sexuais e psicológicos em esferas públicas e privadas, sendo um marco crucial para a proteção das mulheres nas Américas.

A proposta é fruto de uma pesquisa e monitoramento realizados desde 2006 pelo Consórcio Maria da Penha, que conta com oito entidades. 

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>> Clique aqui para ter acesso ao documento da Lei Geral.

Enfrentamento à violência digital

A presidência brasileira do Mecanismo de Seguimento da Convenção de Belém do Pará (MESECVI), iniciada em fevereiro, definiu como objetivos o fortalecimento institucional do MESECVI, a expansão da cooperação técnica regional e a defesa política de alto nível no Sistema Interamericano, visando consolidar os compromissos dos Estados com a erradicação da violência contra as mulheres, especialmente no que diz respeito à violência digital.

Nesse sentido, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, participou, juntamente com autoridades da América Latina e Caribe, do lançamento da Lei Modelo Interamericana para para Prevenir, Punir e Erradicar a Violência Digital contra as Mulheres por Razões de Gênero. O evento ocorreu na quarta-feira (10), no âmbito da X Conferência de Estados MESECVI, em Fortaleza.

Fonte: Ministério das Mulheres

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“Medidas atuais não estão funcionando”, afirma Vereadora ao defender leis mais duras; VEJA O VÍDEO

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Ana Paula Figueiredo

Vereadora de Cuiabá diz que Mato Grosso lidera índice de feminicídios e cobra mudanças na legislação para impedir que agressores reincidam

 

A vereadora por Cuiabá, Katiuscia Manteli (PSB) afirmou nesta quinta-feira (15), que as atuais políticas de enfrentamento à violência contra a mulher não têm sido suficientes para conter o avanço dos casos em Mato Grosso, estado que hoje lidera o ranking nacional de feminicídios. Segundo a parlamentar, é urgente a adoção de leis mais rígidas e penas que realmente intimidem os agressores.

De acordo com a parlamentar destacou que a maioria dos crimes ocorre mesmo após denúncias formais e concessão de medidas protetivas. Para ela, isso evidencia uma falha estrutural na legislação. “Quando analisamos os casos de feminicídio, percebemos que muitos já tinham histórico de violência. Quantas mulheres foram mortas mesmo com medida protetiva? Isso mostra que a lei não está resolvendo o problema”, afirmou.

A vereadora defendeu que autores de violência doméstica grave, tentativas de homicídio e agressões físicas permaneçam presos, como forma de evitar novos crimes. “Uma pessoa com processo por violência doméstica continua solta e reincidindo. O ideal seria manter esse agressor preso. Precisamos tratar crimes contra mulheres de forma diferente”, disse.

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Manteli também ressaltou que o medo faz parte da rotina feminina. “Vivemos em um país, em um estado e em uma cidade onde temos medo de sermos mulheres. Somos mortas simplesmente por sermos mulheres”, declarou.

Além da violência doméstica, a parlamentar chamou atenção para a violência política de gênero, relatando que mulheres com mandato sofrem tratamento desigual. Ela citou um projeto de lei de sua autoria, em tramitação na Câmara Municipal, que cria uma política municipal de combate a esse tipo de violência. A vereadora lembrou ainda a recente cassação de um vereador em Mato Grosso por crime de violência política de gênero, classificando a decisão como um avanço institucional.

Para Katiuscia , embora a Lei Maria da Penha e a legislação do feminicídio representem conquistas importantes, os números mostram que elas precisam ser revistas e fortalecidas. “Os criminosos não têm medo. Eles respondem a processos, recebem medidas protetivas e continuam matando mulheres. Precisamos de penas que realmente amedrontem quem comete esse tipo de crime”, concluiu.

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