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Mendes minimiza impacto de operação da PF na saúde,  pede rigor nas investigações e puniçãoao envolvidos: “São mais de 70 mil servidores, não consigo vigiar todos o tempo inteiro”

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Por Alisson Gonçalves

 

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, comentou em entrevista a imprensa nesta  segunda-feira 09.12, a respeito da Operação Panaceia, realizada pela Polícia Federal e pela Controladoria-Geral da União (CGU), que investiga desvios milionários de recursos do Sistema Único de Saúde (SUS) no Hospital Regional de Cáceres.

Mendes minimizou o impacto das irregularidades para sua gestão e declarou:“O governo tem mais de 70 mil funcionários. Não consigo vigiar todos o tempo inteiro. Se alguém fez algo errado, terá que responder por isso conforme a lei”.

A operação, que cumpriu 15 mandados de busca e apreensão, um mandado de prisão contra o diretor do hospital e afastou dois servidores públicos, teve como um de seus alvos Caroline Campos Dobes Conturbia Neves, secretária adjunta de Unidades Especializadas da Secretaria de Saúde do Estado (SES-MT).

Segundo a PF, aproximadamente R$ 5,5 milhões foram bloqueados de contas de 12 investigados.

As investigações apontaram que as fraudes começaram durante a pandemia de Covid-19, quando servidores e empresários direcionaram recursos federais destinados ao SUS para um grupo fechado de empresas cujos sócios mantinham ligações entre si.

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Os contratos simulavam concorrência para dar aparência de legalidade às contratações, prejudicando empresas idôneas e comprometendo o uso dos recursos públicos.

De acordo com a PF, a soma dos recursos desviados chegou a R$ 55 milhões, com maior concentração durante o auge da pandemia.

O Hospital Regional de Cáceres, referência para 23 municípios e responsável por atender cerca de 400 mil pessoas, foi identificado como foco das irregularidades.

Apesar de pareceres da Procuradoria Geral do Estado (PGE) alertando sobre inconsistências antes da assinatura dos contratos, as contratações prosseguiram normalmente.

Mendes reafirmou sua confiança nos órgãos de controle e na apuração justa dos fatos. Ele destacou que, embora não seja possível monitorar todos os servidores, qualquer ato ilícito será tratado com rigor. “Se houve erro ou irregularidade, os envolvidos devem ser responsabilizados conforme a lei. O importante é que a Justiça apure de forma justa e sem injustiças”, afirmou.

Para Mendes se alguém cometer algo errado na administração tem que responder,e reforçou não compactuar com este tipo de ação.

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A Secretaria de Saúde do Estado (SES-MT) garantiu que está colaborando com as investigações e afirmou que os serviços no Hospital Regional de Cáceres continuarão sendo prestados.

Ela pediu exoneração do algo na última sexta-feira após a operação Pacenas realizada pela Polícia Federal .

 

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Mulher

Lei de Max Russi entra no calendário de Mato Grosso e amplia mobilização dos homens contra a violência às mulheres

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por Nayara Cristina

Uma lei de autoria do presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso, deputado Max Russi, publicada nesta sexta-feira no Diário Oficial do Estado, marca um avanço nas políticas públicas de enfrentamento à violência contra as mulheres. A Lei nº 13.151/2025, sancionada pelo governador Mauro Mendes durante o evento do Laço Branco, realizado no último dia 10, amplia o Dia Estadual de Mobilização dos Homens pelo Fim da Violência contra as Mulheres e institui oficialmente a campanha no calendário estadual.

A nova legislação consolida a campanha do Laço Branco como uma política permanente de conscientização, com foco na participação ativa dos homens no combate à violência de gênero. A proposta permite que homens, instituições públicas e privadas promovam ações educativas, debates, rodas de conversa e iniciativas de sensibilização em escolas, empresas, repartições públicas e espaços comunitários, além do uso simbólico do laço branco.

Durante o lançamento da campanha, Max Russi destacou que o enfrentamento à violência contra as mulheres exige compromisso contínuo e responsabilidade coletiva. “A violência contra as mulheres não é um problema delas, é um problema nosso. Não basta não praticar violência, é preciso combatê-la e romper o silêncio que permite que ela continue existindo”, afirmou o parlamentar.

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O presidente da Assembleia ressaltou ainda o caráter transformador e educativo da iniciativa. “O laço branco é mais que um símbolo. Ele provoca reflexão e lembra que a violência não pode mais ser tolerada. Precisamos mexer na consciência, na educação e no imaginário social”, declarou. Max Russi também agradeceu a votação unânime da matéria no Parlamento estadual e reforçou o papel do Legislativo na agenda de direitos humanos. “Homens de respeito respeitam. Ao abraçar essa agenda, a Assembleia reafirma seu compromisso com os direitos humanos e com um futuro mais justo”, completou.

Ao sancionar a lei, o governador Mauro Mendes defendeu que o enfrentamento à violência contra as mulheres precisa integrar prevenção, atendimento e responsabilização. “A violência contra as mulheres é uma das faces mais perversas da sensação de impunidade no país. Em Mato Grosso, temos mais de 17 mil medidas protetivas emitidas e uma rede estruturada de atendimento. Mesmo assim, o Brasil ainda registra milhares de mulheres assassinadas. Precisamos agir antes que a violência aconteça”, afirmou o governador.

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O evento de sanção da lei contou ainda com a presença do vice-governador Otaviano Pivetta e do chefe da Casa Civil, Fábio Garcia, reforçando o apoio institucional do Governo do Estado à política de mobilização e conscientização. Com a Lei nº 13.151/2025, Mato Grosso passa a contar com um marco legal que amplia o engajamento social e fortalece a atuação preventiva no combate à violência contra as mulheres.

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