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Mendes diz que mudança no pavimento do BRT na Prainha e XV de Novembro é “decisão técnica”; VEJA O VÍDEO

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Ana Paula Figueiredo

Governo substitui concretagem por asfalto após análises da Sinfra e críticas de vereadores; Estado afirma que alteração evita impacto no sistema de drenagem

O governador Mauro Mendes (União) afirmou que a mudança no tipo de pavimento das obras do BRT nas avenidas Prainha e XV de Novembro, em Cuiabá, foi tomada por critérios exclusivamente técnicos. O governo decidiu substituir a concretagem prevista inicialmente pelo pavimento asfáltico, decisão que gerou críticas de vereadores da Capital.

De acordo com a Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra), estudos apontaram que o asfalto apresenta melhor desempenho no trecho do canal da Prainha, especialmente após as obras de drenagem executadas pela Águas Cuiabá dentro do Termo de Ajustamento de Conduta firmado com o Ministério Público e a Prefeitura. A pasta explicou que o concreto poderia comprometer o novo sistema de captação de águas pluviais.

“Essa mudança é técnica. Aqueles que têm opinião diferente, a Secretaria de Infraestrutura está à disposição para discutir tecnicamente. Quem entende ou quer entender, pode ir lá na Secretaria que ela estará disponível para dar as explicações”, disse Mendes.

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O pavimento adotado será o Concreto Betuminoso Usinado a Quente (CBUQ) com polímeros, o mesmo utilizado no Autódromo Internacional de Mato Grosso. A avenida Prainha também receberá uma faixa adicional para ampliar a capacidade de tráfego.

O governo reforçou ainda que os alagamentos recorrentes da região não têm relação com o BRT, mas com as intervenções previstas no TAC. No entorno do Shopping Popular, onde os alagamentos chegam a mais de 1,5 metro, o Estado executa obras de drenagem de alta capacidade e instalação de novos bueiros para tentar solucionar o problema de forma definitiva.

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Prefeita aciona TCE para destravar obra de saneamento e evitar perda de R$ 100 milhões

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Ana Paula Figueiredo

Flávia Moretti solicita instalação de Mesa Técnica para retomar a ETE Santa Maria e destravar investimentos federais que impactam saúde, meio ambiente e desenvolvimento da cidade

A prefeita de Várzea Grande, Flávia Moretti (PL), solicitou na quarta-feira (10) a instalação da Mesa Técnica “Águas Cuiabá de Várzea Grande” junto ao Tribunal de Contas do Estado de Mato Grosso (TCE-MT). O objetivo é buscar uma solução técnico-jurídica para a retomada da Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Santa Maria, obra paralisada desde 2016 e considerada estratégica para o saneamento básico do município.

A paralisação compromete o avanço do saneamento, gera impactos ambientais e sociais, e expõe Várzea Grande ao risco de devolver mais de R$ 100 milhões em recursos federais já repassados. A obra faz parte de um convênio de R$ 83,33 milhões firmado em 2013 com o Ministério das Cidades, cujo prazo expira em maio de 2026, e o bloqueio da ETE Santa Maria impede ainda o início da segunda fase da obra, avaliada em R$ 52,7 milhões.

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“A instalação desta mesa técnica marca um momento histórico para Várzea Grande. Depois de nove anos de paralisações, unimos todas as instituições para fazer essa obra andar. Temos recursos importantes com prazo para vencer e não permitiremos que o município perca investimentos que ultrapassam R$ 100 milhões. Saneamento é saúde, dignidade e futuro — Várzea Grande não pode esperar mais, e eu não permitirei que espere”, afirmou a prefeita.

Segundo Moretti, a retomada da obra beneficiará diretamente a saúde pública e o crescimento econômico da cidade. “Resolver essa etapa do saneamento significa liberar novos empreendimentos, destravar investimentos privados, gerar empregos, fortalecer a construção civil e ampliar nossa arrecadação. Hoje, dezenas de projetos não avançam porque o município não pode garantir esgotamento sanitário. Essa obra é a chave para um ciclo positivo de desenvolvimento”, acrescentou.

O procurador-geral do Município, Maurício Magalhães Faria Neto, reforçou que destravar os recursos do PAC 2013 é “fundamental para o saneamento, para o respeito ao dinheiro público e para o desenvolvimento econômico da cidade”. Ele destacou ainda que a conclusão da ETE Santa Maria elevará a cobertura de tratamento de esgoto de 12% para 52% e permitirá acesso ao PPI Favelas, com operação de R$ 45 milhões e impacto positivo no índice do FPM.

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O TCE-MT acolheu o pedido da prefeita e confirmou que a Mesa Técnica terá como missão construir a melhor solução possível para garantir a continuidade das obras, sem predeterminar qual será o modelo a ser adotado. O presidente do Tribunal, conselheiro Sérgio Ricardo, afirmou: “Vamos tratar com urgência da situação do saneamento, identificar o caminho mais adequado para resolver os problemas e avançar em soluções que garantam o saneamento universal da cidade”.

A Mesa Técnica contará com representantes do TCE-MT, incluindo Sérgio Ricardo, Valter Albano e o conselheiro relator Antônio Joaquim, além do procurador-geral de Contas, Alisson Carvalho de Alencar, membros do Ministério Público Estadual, da Câmara Municipal e técnicos da Caixa Econômica Federal, que têm atuado de forma essencial no processo, segundo a prefeita.

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