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Mauro Mendes diz que facções viraram negócios em franquias se espalhando pelo país e dispara críticas contra a PEC da Segurança “Não resolve muita coisa” Veja o vídeo

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JB News

por Nayara Cristina

 

O governador de Mato Grosso, Mauro Mendes, fez uma das declarações mais duras dos últimos meses ao comentar a crise da segurança pública no país. A fala ocorreu durante uma edição especial do programa CB Poder, onde o governador criticou abertamente a expansão das facções criminosas, o avanço da violência e o conteúdo da PEC da Segurança Pública que deve entrar na pauta do Congresso nos próximos dias.

Durante a entrevista, Mendes afirmou que o Brasil vive um quadro “crítico e caótico”, resultado direto da ineficiência histórica do Estado brasileiro. Ele destacou que as facções deixaram de ser apenas grupos criminosos e se transformaram em verdadeiros empreendimentos com presença nacional. “As facções desenvolveram um modelo de negócio parecido com franquia. Elas vão abrindo, vão abrindo, criando poder econômico em cima de um Estado incompetente, que não foi capaz de barrar”, afirmou.

O governador explicou que, antes, o problema estava restrito a grandes centros urbanos, mas hoje se espalhou por praticamente todas as cidades brasileiras, inclusive Mato Grosso. “Chegou no Mato Grosso, assim como chegou em todos os estados”, disse Mendes, enfatizando que o avanço é visível e consistente.

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Para ele, a causa dessa expansão está na lentidão da Justiça, nas leis frouxas e na sensação de impunidade que tomou conta do país. “O bandido hoje perdeu o medo do Estado, perdeu o medo da polícia, perdeu o medo das penas”, criticou. Mendes ainda ressaltou que criminosos, em alguns estados, já se infiltraram na própria estrutura pública, com agentes sendo presos por facilitar a atuação das facções.

Em outro trecho contundente da entrevista ao CB Poder, o governador revelou que o poder econômico das facções já está interferindo diretamente na política brasileira. “Com muito dinheiro, as facções começaram a financiar vereadores, deputados estaduais, deputados federais. Muitos agentes públicos estão sendo eleitos com dinheiro dessas facções criminosas. E se o cara paga a conta, ele cobra depois. Hoje, o Estado brasileiro está muito refém”, alertou.

Ao ser questionado sobre a PEC da Segurança Pública, Mendes declarou que o texto não enfrenta com a firmeza necessária o tamanho do problema. “Essa PEC é mais do mesmo. Eu não vi nenhuma grande mudança”, disse. Ele defendeu leis mais duras, mudanças no financiamento de campanhas e um endurecimento geral no combate ao crime organizado. “No Brasil, a gente se vangloria de dizer: fizemos o que era possível. Mas dificilmente fazemos o que é necessário”, criticou.

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O governador ainda reconheceu que a nova lei antifacção, apresentada pelo deputado Derrite, traz avanços importantes, mas reforçou que o país precisa ir além. “Leis muito duras, muito severas. É isso que vai permitir que o Estado recupere seu papel e que o bandido volte a ter medo da polícia e da pena”, afirmou, ao defender que o Brasil recupere o controle de áreas periféricas que hoje estariam sob domínio das facções.

Em tom de alerta, Mendes concluiu na entrevista ao CB Poder que as facções não apenas dominaram territórios, mas passaram a influenciar decisões políticas e econômicas do país. “Estamos diante de um modelo criminoso que se expandiu como franquia e já interfere diretamente nos destinos da sociedade brasileira”, finalizou.

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Abilio evita debate sobre chapa Tarcísio–Michelle e diz que foco é libertar Bolsonaro

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Ana Paula Figueiredo

Prefeito afirma que grupo só deve discutir 2026 após resolver situação jurídica do ex-presidente

O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), minimizou nesta semana as especulações sobre uma possível chapa presidencial formada por Tarcísio de Freitas (Republicanos) e Michelle Bolsonaro (PL) para 2026. Para ele, qualquer discussão eleitoral neste momento é prematura dentro do grupo bolsonarista.

Abilio declarou que a prioridade é a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro, preso desde 22 de novembro.

“Nosso foco hoje é a liberdade do presidente Bolsonaro e a anistia. Falar agora sobre quem será o nome de 2026 — Michelle, Tarcísio ou qualquer outro — é precipitado”, afirmou.

A fala do prefeito ocorre em meio ao desgaste público entre Michelle Bolsonaro e o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ). Os dois divergem sobre o apoio do PL ao ex-ministro Ciro Gomes na disputa pelo governo do Ceará. Michelle rejeita a aproximação, lembrando ataques feitos por Ciro ao ex-presidente, enquanto Flávio e parte do partido defendem a aliança.

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Abilio saiu em defesa da ex-primeira-dama e afirmou que Michelle tem papel crescente no movimento conservador.

“Michelle é uma liderança nacional. Ela é ouvida e representa a direita em todo o Brasil”, disse o prefeito, reforçando que sua influência deve se ampliar nos próximos anos.

Segundo ele, qualquer tentativa de reduzir o protagonismo de Michelle é inócua. “A presença dela só aumenta. Ela terá cada vez mais força e continuará sendo ouvida”, completou.

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