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Mauro Mendes diz que existem armadilhas no texto da Reforma Tributária, que brasileiro será surpreendido com mais impostos e defende a manutenção do Fethab

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Da Redação

Foto : Roque de Sá

 

O governador Mauro Mendes (UB), esteve na manhã desta quarta-feira 01.11, em Brasília para uma reunião com o relator da Reforma Tributária no Senado Federal, Senador Eduardo Braga (MDB-AM), para debater as propostas sobre o texto. Os estados terão a oportunidade de discutir alguns pontos em relação a matéria no que tange a impactos econômicos e sociais, que trarão com a aprovação do Projeto de Lei no Congresso Nacional.

Cada estado terá a oportunidade de discutir conforme o percentual como é bem explicado por Braga.

Entre as classificações está o percentual em Fundo de Participações do Estado que está na casa de 70% e 30% com base na população.

Com cerca de R$ 60 bilhões a serem aportado aos estados brasileiros, neste caso Mato Grosso receberá a bagatela de R$ 1,150 Bi por ano até 2029. Ficando atras dos estados do Sergipe, Amapá e Acre.

Para o governador Mauro Mendes essa nova regra prejudica MT que é um estado produtor, e dá mais dinheiro a São Paulo por exemplo que tem menos de 1000 quilômetros de rodovias estaduais para serem asfaltados. MT chega a 21 mil quilômetros.

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Segundo o governador dessa forma se for aprovado o texto da lei, não está sendo levado em consideração os problemas infraestrutura de cada estado.

Para Mauro, o relator está deixando um espaço muito curto para as propostas de mudança em pontos primordiais, neste caso a distribuição como é o caso do Fundo Nacional de Desenvolvimento Regional.

Conforme o governador, houve uma elevação no fundo por conta dos diversos pedidos realizados pelos governos de cada estado, mas que isso não vai recompor as perdas tanto dos estados como dos municípios. E que o texto mostra pouco possibilidade de mudança na distribuição do FDE. E que isso seria uma incoerência dar mais dinheiro para São Paulo, do que para Mato Grosso do sul, e MT por exemplo que é um estado produtor.

Mauro Mendes também defendeu a manutenção dos findos estaduais como é o caso do FETHAB, e condenou a exoneração como é o caso do agronegócio.

Para o governador existe muita armadilha na aprovação da Reforma tributária como está. “O brasileiro acha que vai pagar menos impostos, mas acho que isso não irá acontecer e a carga tributária vai aumentar”. Destacou.

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O governador contesta a não cobrança de imposto das maiores cadeias de produção no Brasil, como é o caso do agronegócio. “A cadeia do agronegócio é gigantesca no país, e se o agro não vai pagar um centavo de imposto, alguém vai ter de pagar, isso é muito preocupante. Ressaltou.

Outro setor que não vai pagar imposto é os mineradores, para Mauro essas questões precisam ser mais debatidas.

Para o governador Maro Grosso sairá muito prejudicado desse processo uma vez que um dos grandes estados que contribui com a Balança Comercial, e que será um dos maiores prejudicados com a desoneração.

Esta foi a segunda reunião do governador no Congresso Nacional para debater a Reforma Tributária, e uma das últimas agendas no Brasil, antes de viajar para a China. Mauro Mendes e um grupo de executivos e políticos irão participar de duas missões comerciais nesses próximos dias, a outra visita será no Índia. Onde serão apresentados o potencial econômico de MT. A comitiva retorna para ao estado no próximo dia 17 de novembro.

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“Fim do Fethab 2 reflete nos investimentos de infraestrutura, logística estabilidade econômica em MT” diz Max Russi ao citar momentos de contribuição e dificuldades do Agro, VEJA O VÍDEO

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por Nayara Cristina

A decisão de encerrar a cobrança do Fundo Estadual de Transporte e Habitação (FETHAB 2) a partir do próximo ano marca uma inflexão importante na política econômica de Mato Grosso e sinaliza um novo momento de maturidade fiscal e estrutural do estado. O tema ganhou força após articulações conduzidas pelo vice-governador Otaviano Pivetta junto à classe empresarial do agronegócio, em uma série de reuniões e diálogos diretos com lideranças do setor produtivo.

Nos bastidores, a sinalização de Pivetta foi clara: o Estado não pretende mais sustentar a infraestrutura com base em contribuições extraordinárias. A fala, segundo relatos de participantes dessas discussões, ocorreu em tom de segurança fiscal e confiança na capacidade atual de investimento do governo, indicando que Mato Grosso já atingiu um nível de organização que permite abrir mão do adicional do fundo sem comprometer obras e serviços.

Criado como mecanismo emergencial para financiar obras estruturantes, o adicional do FETHAB incidiu principalmente sobre a produção agropecuária e, ao longo dos últimos anos, movimentou cifras bilionárias. Embora os valores variem conforme a produção e o mercado, estimativas baseadas na arrecadação recente indicam que o fundo — especialmente em sua modalidade adicional — representa algo entre R$ 800 milhões e R$ 1 bilhão por ano.

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Com o fim da cobrança, a renúncia fiscal projetada é significativa. Em um horizonte de três a quatro anos, o Estado pode deixar de arrecadar entre R$ 2,5 bilhões e R$ 3 bilhões, considerando um cenário conservador. Ainda assim, a avaliação interna do governo é de que o impacto é absorvível diante do equilíbrio das contas públicas e do avanço já consolidado na infraestrutura estadual.

A recepção por parte do setor produtivo foi, majoritariamente, positiva. Produtores e representantes do agronegócio interpretaram o posicionamento como um gesto de reconhecimento ao momento econômico enfrentado pelo campo, marcado por custos elevados, crédito mais restrito e margens pressionadas. Ao mesmo tempo, a medida foi vista como um reforço na previsibilidade e na segurança jurídica — fatores considerados estratégicos para novos investimentos.

Na avaliação do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Max Russi, o encerramento do FETHAB 2 reflete exatamente esse novo estágio vivido pelo estado. Segundo ele, não há perspectiva de que o tema avance no Legislativo sem uma iniciativa formal do Executivo.

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“O projeto não deve sequer chegar à Assembleia para prorrogação. Esse debate só existiria se houvesse interesse do governo, e isso teria que acontecer ainda este ano”, afirmou.

Max Russi também destacou que a retirada do fundo dialoga com o atual cenário do setor agropecuário e com os avanços já alcançados na infraestrutura. Para o parlamentar, Mato Grosso conseguiu transformar os recursos arrecadados em obras concretas, como pavimentação de rodovias e estruturação de corredores logísticos, criando uma base sólida para sustentar o crescimento sem a necessidade de manter cobranças adicionais.

O fim do FETHAB 2, nesse contexto, consolida uma mudança de modelo: de um estado que dependia de fundos extraordinários para acelerar investimentos para outro que passa a operar com planejamento de longo prazo, equilíbrio fiscal e maior capacidade de atração de capital privado. O desafio, a partir de agora, será manter o ritmo de expansão da infraestrutura diante da renúncia bilionária, sem comprometer a competitividade que colocou Mato Grosso como protagonista do agronegócio nacional.

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