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Mauro Mendes critica reforma tributária, e aumento de ministérios no governo Lula

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Da Redação

 

O Governador Mauro Mendes (UB), participou ao vivo do programa Pânico,  na manhã desta segunda-feira 24.04, onde falou sobre diversos assuntos, onde o governador destacou a importância dos investimentos em infraestrutura e o apoio do governo para o fortalecimento do Agro. Comentou também sobre os andamentos das obras o BRT, e os motivos pela preferencia pelo modal de transporte para Cuiabá e Várzea Grande. E respondeu questões sobre a reforma tributária em debate no Congresso Nacional. O governador voltou a criticar a reforma tributária, antes da reforma administrativa. o Pânico é um programa com uma das maiores audiências no Brasil.

O governador destacou a importância do Agronegócio brasileiro, como sendo o setor da economia mais importante, e em maior desenvolvimento, e MT se destaca como um dos maiores produtores individuais do mundo. E tem representado ao logo da década saldo positivo na balança comercial.

“É um canto no Brasil que está dando muito certo, Mato Grosso tem a honra de liderar esse setor no país, somo hoje o maior produtor de carne, soja, algodão, milho, e etanol de milho”.

“O governo federal tem ao longo dos anos feito politicas que tem atendido esse setor, como crédito e politica para viabilizar o financiamento de safra, mas é um setor que precisa de muito aporte de tecnologia para continuar crescendo, para que o setor possa player competitivo no mundo inteiro”. Destacou.

 

Mauro também falou sobre a troca do VLT pelo BRT, e comentou sobre a decisão errada para escolha do modal.

“Infelizmente no Brasil tomam-se decisões muito erradas, e lá em Cuiabá não foi diferente. Na época copa de 2014, foi definido em 2009 quando o Brasil e Cuiabá foi escolhido como subsede, a construção do modal BRT, depois foi falsificado em Brasília o parecer, e trocaram para o VLT. A obras que inicialmente custaria R$ 600 milhões, passou a custar R$ 1,5 bilhão de reais. Depois ficou comprovado, o próprio ex-governador (Silval Barbosa), confessou que recebeu propina, e o contrato foi rescindido pelo governo que eu sucedi (Pedro Taques), e transitou e julgado essa decisão. Ou seja, a empresa perdeu, ela praticou corrupção e o contrato foi rescindido.  E quando eu assumi como governador eu tive que analisar esse negócio do zero, e ficou mais barato voltar a decisão original do projeto BRT, colocar um sistema que é moderno, elétrico, que tem mobilidade para atender toda a cidade, que é flexível, que tem todas as prerrogativas e qualidades do VLT e custa a metade do preço. Mesmo terminando o novo modal (BRT), ficou mais barato do que tentar retomar a obra e acabar a lambança que ficou”. Destacou.

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O governador também falou sobre a redução de ICMS no estado e o impacto econômico positivo para o bolso do cidadão. E revelou seu posicionamento contra a decisão do congresso nacional quando reduziu o mesmo imposto sem planejamento.

“Quando eu assumi o governo, peguei um estado quebrado, depois de três anos de arrocho, o estado de MT conseguiu colocar as contas em dias e garantir investimentos públicos, fazendo com que o dinheiro do contribuinte retornasse em obras e serviços. Conseguimos fazer tudo isso, e investir 15% da receita que é recorde no Brasil, e fizemos a redução de impostos, só que antes fizemos o dever de casa, cortamos despesas e reduzimos secretarias. E eu critiquei porque a decisão do Congresso foi no meio do ano com o orçamento em vigência, quando cortou a receita”. Criticou.

Mauro também teceu duras críticas sobre a Reforma Tributária que está sendo debatida no Congresso Nacional. Para o governador, o governo federal não está fazendo a lição de casa, por que antes de fazer uma reforma tributária é necessário que se faça uma reforma administrativa. “Essa reforma tributária que estão fazendo aí, pode esperar que vai ter aumento de imposto”. Disse. E criticou o governo Lula pela criação de mais ministérios.

“Olha a lógica é diminuir o tamanho do estado, eu discordo, e respeito o presidente Lula, mas criar essa quantidade gigante de ministérios na minha opinião não é o caminho para tornar administração pública federal um pouco mais eficiente” Reforçou.

Sobre o meio ambiente e o desmatamento ilegal Mauro Mendes comentou sobre as teorias de aquecimento global e a preservação.

“Na verdade, o desmatamento virou um grande problema para o nosso país e para o mundo nas últimas décadas, e todos nós precisamos fazer alguma coisa. E preservar o meio ambiente não é somente preservar somente a Amazonia não, temos que cuidar dos rios, das florestas tropicais e cuidar da mata Atlântica” Disse.

“E o MT como é um grande produtor do agronegócio brasileiro e mundial, sempre somos alvos de criticas de Ongs e dos ambientalistas. E eu particularmente, e grande parte dos produtores do estado defendemos o legal”. Reforçou.

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“Agora veja bem, a lei brasileira é uma das leis ambientais mais restritivas do mundo, aqui o cidadão tem 1.000 hectares, ele só pode usar 200 e preservar 800. Por isso que defendo uma tese mais ousada, que é aplicar para o desmatamento ilegal, o mesmo tratamento que a Constituição Federal (CF), já prevê para uso de terras por traficantes, o confisco para quem plantar maconha e produz cocaína”. Disse Mauro.

Quanto ao clima e as chuvas, segundo o governado está comprovado cientificamente que as florestas tropicais são responsáveis pelos rios voadores, e que a chuva  em grande parte do Brasil ocorrem das evaporação que acontecem nos oceanos, e nas florestas tropicais, uma vez que esta na linha do Equador com grande incidência de sol e muita água na floresta que evapora, que se transforma em nuvem que vai para a América do Norte, e possivelmente podem vir também para América do Sul também dependendo da época do ano.

Mauro Mendes também fez comparações sobre o aumento do desmatamento governo Bolsonaro e agora no governo Lula. E mais uma vez classificou MT como estado que menos desmata no Brasil.

“No Mato Grosso por exemplo, 51% que se desmatou nos primeiros três meses deste ano é legal, está dentro da lei, então as pessoas estão aumento o uso daquilo que a lei permite. No caso da Amazonia 20%, e no Cerrado 65%. Agora o desmatamento é um problema histórico, há 30 anos atras os brasileiros foram levados para a Amazonia para desmatar, para poder ocupar a Amazonia. O tempo mudou, a legislação também, mas essa herança histórica ela fica, e tem gente que ainda acredita que a única forma de ganhar dinheiro com a terra é fazendo o desmatamento”. Destacou.

Disse também que que aquilo que se falava no governo Bolsonaro sobre o desmatamento não era verdade, e que isso está sendo revelado agora no governo Lula. E rebateu críticas sobre supostas irregularidades de garimpos próximo a Chapada dos Guimarães.

“É uma mentira absoluta, você acha que se isso fosse verdade estaria funcionando há 30 anos à beira de um parque, a 30 km da capital, na cara de todo mundo”. Indagou o governador

 

Veja a entrevista completa:

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Comissão aprova proposta de José Medeiros que impede crédito rural a invasores de terra

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_O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT)_

A Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural da Câmara dos Deputados aprovou o substitutivo apresentado pelo deputado e membro da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), José Medeiros (PL), ao Projeto de Lei 4705/2025, que impede invasores de propriedades rurais de acessar políticas públicas da agricultura familiar, como crédito do Pronaf e programas de compra de alimentos.

Em seu parecer, Medeiros, que é relator do projeto, afirma que a proposta busca impedir que invasores de propriedades sejam tratados como agricultores familiares e tenham acesso a recursos públicos.

“Não podemos admitir que criminosos, como os do MST, além de invadir propriedades que não lhes pertencem, ainda consigam acesso a benefícios. Precisamos cuidar para que recursos públicos não sejam usados em propriedades sem legitimidade fundiária, o que acaba incentivando invasões e gerando insegurança no campo”, afirmou o deputado.

O texto aprovado, relatado por Medeiros, proíbe que pessoas envolvidas em invasão de terras sejam beneficiadas por programas governamentais voltados à agricultura familiar. Além disso, exige a comprovação da propriedade ou posse legítima do imóvel e inscrição ativa no Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) para participação em programas públicos.

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Para Medeiros, a medida corrige falhas que vinham permitindo o acesso irregular a recursos públicos. Segundo ele, a proposta garante que os investimentos cheguem a quem realmente trabalha no campo, evitando que ocupações ilegais sejam beneficiadas.

“Os critérios passam a ser mais rígidos para o acesso a políticas públicas. Isso garante mais segurança jurídica e evita distorções na destinação de recursos”, explicou.

O parecer teve três votos contrários de deputados do Partido dos Trabalhadores (PT). O projeto segue agora para análise da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), antes de avançar na tramitação na Câmara dos Deputados.

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